Dr. Wilson Morikawa Jr.

Distonia: Sintomas, Causa e Tratamento

Distonia é uma síndrome em que há contração muscular sustentada com movimentos anormais repetitivos ou posturas patológicas. Dr Wilson Morikawa

Distonia: Sintomas, Causa e Tratamento

Doença de Parkinson

O que é distonia?

A distonia é uma síndrome em que há contração muscular sustentada com movimentos anormais repetitivos ou posturas patológicas. Esta doença difere de outros distúrbios do movimento pois apresenta contração simultânea da musculatura agonista e antagonista necessitando esforço desproporcional entre a musculatura opositora.

Outra característica dos movimentos distônicos é a presença frequente de “sensory tricks” (táticas sensitivas para controlar os movimentos anormais). Geralmente com o toque de alguma região do corpo é possível reduzir as contrações musculares.

Os tipos de distonia podem ser diferenciados de acordo com diversas classificações. Podemos diferenciá-las pela idade de início dos sintomas (< 26 anos: início precoce; > 26 anos início tardio); pela distribuição do movimentos involuntários ( focal; segmentar; multifocal; generalizada); e pela etiologia ( se a causa é genética-primária; secundário a medicamentos ou outras causa)

Por que ocorre a distonia?

A fisiopatologia da distonia é complexa e ainda não é totalmente esclarecida. Estudos demonstram que ocorre a perda do controle cortical e dos gânglios da base responsáveis pela elaboração e controle dos movimentos do corpo. Com isso, algumas áreas cerebrais se tornam hiperexcitadas e outras apresentam sua atividade deprimida e esse desbalanço é a principal causa dos movimentos distônicos.

Quem tem indicação de realizar cirurgia para distonia?

A cirurgia para implante de eletrodo de estimulação cerebral profundo (DBS) é indicada para algumas síndromes distônicas que realizaram o tratamento medicamentoso associado a toxina botulínica, e que mantêm desconforto motor e social importante devido aos movimentos involuntários. A estimulação cerebral com o DBS apresenta bons resultados em alguns subtipos das distonias e devem ser avaliados por um médico especializado para a sua correta indicação.

O procedimento cirúrgico de implante de DBS é bem semelhante ao realizado nos pacientes com Doença de Parkinson, porém a resposta da neuroestimulação é mais demorada. Geralmente, após a programação os resultados ocorrem gradualmente em alguns dias e isso deve ser informado ao paciente para que a expectativa esteja alinhada e não ocorra frustração em relação ao procedimento cirúrgico.

Saiba mais sobre a cirurgia de implante de DBS na doença de Parkinson. Clique aqui

A distonia pode ser um sintoma da Doença de Parkinson ou aparecer associada a outros distúrbios do movimento. Para uma visão completa do tratamento neurocirúrgico funcional, conheça nosso Guia.

Distonia, distúrbio do movimento, Doença de Parkinson, movimentos anormais

O que é Tremor Essencial?

O que é Tremor Essencial?

Doença de Parkinson

O tremor essencial é o distúrbio do movimento mais comum em adultos — afeta mais pessoas que a Doença de Parkinson, mas é frequentemente confundido com ela. Diferente do tremor parkinsoniano, o tremor essencial aparece durante o movimento (segurar um copo, escrever, levar a colher à boca) e melhora em repouso. A boa notícia: tem tratamento eficaz — desde medicações simples até a tecnologia HIFU, que controla os tremores sem cortes na cabeça.

EM RESUMO

  • O que é: Distúrbio neurológico crônico caracterizado por tremores durante a ação (postural e cinético)
  • Prevalência: Atinge até 5% dos adultos — mais comum que o Parkinson
  • Quando aparece: Geralmente após os 40 anos, mas pode começar na adolescência
  • Como diferencia do Parkinson: Tremor durante movimento (não em repouso), bilateral, sem rigidez ou lentidão
  • Hereditariedade: Cerca de 50% dos casos têm histórico familiar
  • Tratamento 1ª linha: Medicamentos (propranolol, primidona)
  • Tratamento avançado: HIFU (ultrassom focado), DBS (estimulação cerebral profunda), talamotomia

O que é tremor essencial?

O tremor essencial é o distúrbio de movimento mais comum em adultos, ocorre principalmente no sexo masculino e está presente em aproximadamente 5% das pessoas com mais de 65 anos de vida. Os sintomas normalmente iniciam na quarta década de vida afetando principalmente as mãos. 

O começo dos sintomas ocorre de forma lenta podendo progredir com o tempo. Ocorrem movimentos rítmicos com frequência de 8 a 12 Hz e uma das principais características deste tipo de tremor é que ele está ausente ou presente em menor intensidade durante o repouso.

Além do tremor nos braços e mãos, tambem pode ocorrer em outras partes do corpo como na cabeça ou apenas no queixo, podendo alterar a voz e influenciar negativamente o convívio social do indivíduo.

O tremor essencial é o início da doença de Parkinson?

Uma das principais dúvidas que ocorre no consultório é se o tremor essencial poderia ser o início da doença de Parkinson ou se poderia progredir no mal de Parkinson. A resposta para essa pergunta é NÃO. O quadro tremulante na doença de Parkinson tem outras características como ter uma frequência um pouco maior e tipicamente ser mais evidente durante o repouso. Além disso, na Doença de Parkinson há a presença de outros sintomas associados como: a rigidez e a bradicinesia.

Saiba mais sobre a doença de Parkinson, clique aqui.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico para essa síndrome tremulante é realizado através da histórica clínica e do exame físico. É necessário a avaliação das características do tremor com pesquisa de sinais e sintomas associados, pesquisa e exclusão de diagnósticos diferenciais. Não existe um exame de imagem que realize o diagnóstico desta doença, porém muitas vezes é necessário a realização de uma ressonância magnética para descartar outras doenças.

Tremor essencial e bebidas alcóolicas

Uma característica típica desse distúrbio do movimento é a redução dos sintomas com a ingestão de substâncias alcoólicas. A melhora do tremor após a ingesta de álcool não é uma condição patognomônica, porém cerca de 50% dos casos apresentam essa característica.

Qual o melhor tratamento?

A terapia medicamentosa é a primeira linha de tratamento com uso de beta-bloqueadores de curta e longa duração sendo que os estudos não encontraram diferença significativa entre os subtipos deste medicamento no controle do tremor.

Outra classe de medicamentos que tambem podem ser utilizados são os anticonvulsivantes com eficácia semelhante à dos betabloqueadores no controle desta doença.

Quando o paciente não apresenta resposta significativa com o tratamento medicamentoso é possível a realização de procedimentos cirúrgicos. Dentre as possibilidades cirúrgicas os principais procedimentos são: o implante de um eletrodo de estimulação cerebral profunda (DBS) ou a talamotomia (lesão cirúrgica de uma porção do tálamo). A diferença entre as técnicas é basicamente que no DBS é realizada a neuromodulação de áreas talâmicas responsáveis pelo controle do movimento, enquanto na talamotomia é realizada a lesão dessas vias.

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Tremor Essencial vs. Doença de Parkinson: Como Diferenciar

É a dúvida mais comum dos pacientes. Os tremores parecem iguais à primeira vista, mas têm características muito diferentes — e tratamentos diferentes.

Característica Tremor Essencial Doença de Parkinson
Quando ocorre o tremor Durante o movimento e postura (segurar copo, escrever) Em repouso (mão parada apoiada)
Lado afetado Geralmente bilateral, simétrico Unilateral no início, evolui
Frequência do tremor Mais rápida (8-12 Hz) Mais lenta (4-6 Hz)
Outras partes afetadas Cabeça, voz, mais raramente pernas Membros (raramente cabeça ou voz)
Outros sintomas associados Apenas o tremor (sem rigidez, sem lentidão) Rigidez, bradicinesia, alteração postural
Resposta ao álcool Costuma melhorar significativamente (não é tratamento!) Não responde
Histórico familiar Frequente (~50% dos casos) Geralmente esporádico
Idade típica de início Adolescência ou após 40 anos Após 60 anos (geralmente)
Tratamento de 1ª linha Propranolol, primidona Levodopa, agonistas dopaminérgicos

Importante: apenas a avaliação clínica especializada permite o diagnóstico definitivo. Em casos duvidosos, exames complementares como cintilografia (TRODAT) ajudam a diferenciar.

🔬 HIFU: A Cirurgia Sem Cortes para Tremor Essencial

O HIFU (High Intensity Focused Ultrasound) é uma das tecnologias mais transformadoras dos últimos anos para o tratamento do tremor essencial. Diferente da cirurgia tradicional, não há incisão na pele nem implante de eletrodo — o tratamento usa ondas de ultrassom focadas em um ponto específico do tálamo, guiadas por ressonância magnética em tempo real.

Vantagens do HIFU para Tremor Essencial:

  • Sem cortes — paciente sai sem cicatrizes
  • Procedimento ambulatorial — alta no mesmo dia ou após 24h
  • Resultados imediatos — paciente vê a melhora durante o procedimento
  • Sem necessidade de troca de bateria (diferente do DBS)
  • Eficácia comprovada em estudos internacionais

Limitações:

  • Tratamento de apenas um lado por sessão
  • Indicação restrita (não serve para todos os tipos de tremor ou Parkinson avançado)
  • Tecnologia ainda concentrada em centros especializados

Quem é candidato? Pacientes com tremor essencial refratário ao tratamento medicamentoso, sem outros distúrbios neurológicos significativos. A avaliação detalhada com exames de imagem define a candidatura.

Perguntas Frequentes sobre Tremor Essencial

Clique em cada pergunta para ver a resposta completa.

Tremor essencial é hereditário?+
Em cerca de 50% dos casos sim — é o que chamamos de tremor essencial familiar. Tem herança autossômica dominante: se um dos pais tem, há 50% de chance de cada filho ter. Quando o tremor essencial aparece em pessoas sem histórico familiar, chamamos de forma esporádica.
Tremor essencial vira Parkinson?+
Não. Tremor essencial e Doença de Parkinson são doenças diferentes, com mecanismos diferentes. Algumas pessoas podem ter as duas condições simultaneamente, mas uma não evolui para a outra. Quem tem tremor essencial pode desenvolver Parkinson na vida, mas não porque um vire o outro — são processos independentes.
Por que o álcool melhora o tremor essencial?+
O álcool atua nos receptores GABA do cérebro e reduz temporariamente a atividade dos circuitos cerebelares envolvidos no tremor. Cerca de 70% dos pacientes referem melhora significativa com pequena quantidade de álcool. Importante: isso é apenas característica diagnóstica — o álcool NÃO é tratamento, e o uso regular pode piorar o quadro a longo prazo.
Posso continuar trabalhando com tremor essencial?+
Na maioria dos casos sim, especialmente com tratamento adequado. O impacto profissional depende da atividade — quem precisa de precisão fina (cirurgião, dentista, artista) sente mais impacto que quem trabalha em outras áreas. Quando o tremor compromete a vida profissional ou social, há indicação para tratamento intensivo, incluindo opções cirúrgicas como HIFU.
HIFU ou DBS: qual é melhor para tremor essencial?+
Depende do caso. HIFU é não-invasivo, sem implantes, com recuperação rápida — ideal para pacientes com tremor predominantemente unilateral. DBS permite tratar ambos os lados, é ajustável e reversível — melhor para tremor bilateral significativo. A escolha leva em conta idade, gravidade, lateralidade do tremor e preferência do paciente após informações claras.
O tremor essencial piora com o tempo?+
Sim, é uma doença progressiva, mas a evolução varia muito entre pacientes. Alguns mantêm tremor leve por décadas. Outros progridem mais rapidamente. Estresse, cansaço, cafeína e algumas medicações pioram temporariamente. O tratamento adequado controla bem os sintomas em quase todos os casos.
Quem tem tremor essencial pode dirigir?+
Na grande maioria dos casos sim, especialmente com tratamento. Em casos graves, com tremor que interfere no controle do volante, é necessária avaliação individualizada. Após cirurgia (HIFU ou DBS) bem-sucedida, os pacientes costumam voltar a dirigir normalmente.
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Como é a cirurgia de Parkinson?

Cirurgia de Parkinson é um procedimento que realiza o implante de um eletrodo de estimulação cerebral profundo (DBS). Dr Wilson Morikawa

Como é a cirurgia de Parkinson?

Doença de Parkinson

A cirurgia de Parkinson — chamada Estimulação Cerebral Profunda (DBS, do inglês Deep Brain Stimulation) — é um dos avanços mais significativos da neurocirurgia funcional nas últimas décadas. Indicada para pacientes em que a medicação já não controla bem os sintomas, ela consiste no implante de eletrodos em áreas específicas do cérebro, conectados a um gerador colocado sob a pele. O resultado: redução significativa do tremor, da rigidez e da bradicinesia, permitindo redução de doses de medicação e devolvendo qualidade de vida que muitos pacientes não tinham há anos.

EM RESUMO

  • O que é: Estimulação Cerebral Profunda (DBS) — implante de eletrodos em núcleos cerebrais específicos
  • Quando indicar: Falha do controle medicamentoso, flutuações motoras (ligadas/desligadas), discinesias incapacitantes
  • O que melhora: Tremor, rigidez, bradicinesia, qualidade de vida, redução de doses de medicação
  • O que NÃO melhora: Sintomas não-motores como demência, depressão, alterações posturais avançadas
  • Duração: A cirurgia leva 4-6 horas; internação geralmente de 3-5 dias
  • Recuperação: Retorno à atividade leve em 2-3 semanas; ajuste fino do estimulador ao longo de meses
  • Reversibilidade: O dispositivo pode ser desligado ou removido se necessário — diferente da cirurgia HIFU, que é definitiva
Como funciona a estimulação cerebral profunda

As Etapas da Cirurgia de Parkinson (DBS): Passo a Passo

A cirurgia é dividida em fases bem definidas. Entender cada uma ajuda a desmistificar o procedimento e reduzir a ansiedade pré-operatória.

1. Preparação Pré-Operatória (semanas antes)

Ressonância magnética detalhada do cérebro, exames clínicos completos, avaliação multidisciplinar (neurologista, neuropsicólogo, neurocirurgião), suspensão ou ajuste de medicações específicas, instruções de jejum.

2. Fixação do Estereotaxia (manhã da cirurgia)

Sob anestesia local, fixa-se uma armação metálica (halo estereotáxico) na cabeça do paciente. Essa estrutura serve como referência tridimensional para guiar os eletrodos com precisão milimétrica até o alvo cerebral.

3. Tomografia ou Ressonância Intraoperatória

Com o halo já fixado, faz-se um exame de imagem que será fusionado com a ressonância prévia. Esse "GPS cerebral" permite calcular exatamente o trajeto até os núcleos cerebrais (subtalâmico, globo pálido ou tálamo, dependendo da indicação).

4. Implante dos Eletrodos (paciente parcialmente acordado)

Com o paciente sedado mas colaborativo, faz-se um pequeno orifício no crânio (cerca de 1,5 cm) e os eletrodos são inseridos. Durante o implante, o paciente é solicitado a fazer movimentos para que a equipe avalie o efeito da estimulação em tempo real e ajuste a posição exata do eletrodo. Esse é o momento mais importante para o resultado a longo prazo.

5. Implante do Gerador (anestesia geral)

Em uma segunda etapa (mesmo dia ou poucos dias depois), sob anestesia geral, implanta-se o gerador (semelhante a um marca-passo) sob a pele do tórax. Cabos subcutâneos conectam o gerador aos eletrodos cerebrais.

6. Programação do Estimulador (semanas após)

Cerca de 2-4 semanas após a cirurgia, inicia-se a programação fina do estimulador. Esse ajuste é feito em consultório, em várias sessões ao longo de meses, até encontrar a melhor configuração para o paciente. É a fase em que o efeito da cirurgia se consolida.

O que é a estimulação cerebral profunda para a doença de Parkinson?

A estimulação cerebral profunda (DBS) é um procedimento cirúrgico que envolve o implante de eletrodos de estimulação cerebral. Esses eletrodos são conectados a um gerador de sinais elétricos, que é colocado sob a pele do peito. O gerador envia sinais elétricos para os eletrodos, estimulando áreas específicas do cérebro (Ex: núcleo subtalâmico ou globo palido interno) que são responsáveis pela elaboração movimentos do corpo. O DBS pode ajudar a controlar os sintomas do Parkinson como tremores, rigidez e lentidão de movimentos (bradicinesia), promovendo melhora significativa na qualidade de vida do paciente.

Qual a indicação da cirurgia?

Atualmente, com a evolução das técnicas de imagem com equipamentos modernos (ressonância magnética e tomografia computadorizada) e das técnicas intraoperatórias, esta cirurgia se tornou bem segura e com resultados excelentes quando bem indicada. Usualmente o paciente com mal de Parkinson antes de optar por realizar o procedimento cirúrgico deve ter um longo acompanhamento por neurologistas e neurocirurgiões especializados na área, com otimização da terapia medicamentosa e com um bom processo de reabilitação em conjunto com a fisioterapia e fonoaudiologia.

A indicação de cirurgia fica restrita aos pacientes que apresentem: diagnóstico confirmado, usualmente com história de mais de 5 anos de doença; boa resposta ao teste com Levodopa; apresente efeitos colaterais aos medicamentos, que podem ser resistência a medicação, fenômenos de “Freezing” e discinesia (movimentos involuntários) induzidas pela medicação.

Como é a cirurgia de Parkinson?

O implante do DBS não é simples e necessita de um centro de alta complexidade como alguns hospitais na cidade de São Paulo oferecem. Além do centro cirúrgico estar adequado para o procedimento, é necessária uma equipe multidisciplinar com um neurocirurgião altamente especializado, equipe de anestesia experiente com procedimentos em pacientes acordados, e biomédico especializado no auxílio do planejamento cirúrgico. 

Outro fator importante é a aquisição de imagens de ressonância magnética de alta resolução com protocolos bem estabelecidos e o preparo pré-operatório adequado. Uma ressonância magnética com imagens de qualidade é fundamental para aumentar a precisão durante o implante de eletrodo cerebral profundo, uma vez que o posicionamento final do eletrodo com desvio de alguns milímetros irá prejudicar o resultado do procedimento  com um desempenho desfavorável da programação e da neuromodulação cerebral.

A cirurgia  é um procedimento longo, com duração de aproximadamente 7 horas, e devido esse período prolongado é essencial a sintonia de toda a equipe com o paciente. Durante a cirurgia o paciente estará acordado e totalmente lúcido em alguns momentos, esse passo é necessário para realização de testes motores e de fala durante o implante do eletrodo. Entretando, apesar de estar acordado, não deve ser uma experiência dolorosa.

Inicialmente, ocorre o implante de o halo de estereotaxia, aparelho que possibilita que o neurocirurgião realize o implante do eletrodo no alvo de escolha durante o procedimento cirúrgico. Após, é realizada uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética (a depender da preferência do cirurgião e das possibilidades da estrutura hospitalar) para aquisição de um plano estereotáxico. Com esse plano conseguimos programar o alvo e a trajetória para o correto posicionamento do DBS.

Com a programação feita, ocorre a tricotomia (cortamos o cabelo no local da cirurgia apenas, não é necessário cortar todo o cabelo do paciente), a antissepsia e a colocação de campos estéreis. Este passo, é importante para evitar umas das principais complicações, a infecção cirúrgica, e deve ser rigorosamente seguido. Após todo esse processo a cirurgia pode ser iniciada com segurança.

O implante do DBS é realizado com o paciente acordado para que seja possível a realização da análise neurofisiológica com o microregistro cerebral e com a estimulação neural. Durante essa fase o paciente conversa com a equipe médica e são realizados diversos testes avaliando a resposta da neuroestimulação, assim como os efeitos colaterais. Com essa técnica é possível avaliar que o eletrodo está implantado no local correto e concluir o procedimento.

Quais os riscos da cirurgia?

Um dos principais fatores relacionados ao insucesso da cirurgia é a indicação em um paciente que NÂO tem Doença de Parkinson. Essa correlação parece óbvia, porém no início da doença não é tão fácil a diferenciação de doenças que parecem Parkinson, porém não são. Essas são as chamadas de Síndromes Parkinson Plus e por isso é necessário o acompanhamento por um profissional experiente para conseguir diferenciá-las.

Outros riscos relacionados ao procedimento cirúrgico são: infecção, mal posicionamento do eletrodo, alterações comportamentais, hemorragia intracraniana, piora da fala e contrações involuntárias.

Qual o tempo de internação?

               Usualmente, após a cirurgia o paciente permanece de 24 a 48 horas internado para receber antibióticos profiláticos e trocar  curativos quando necessário.

Quando é realizado a programação do DBS?

               A programação geralmente ocorre após 10 a 14 dias da cirurgia. Este tempo é necessário para a auxiliar na recuperação. A programação do eletrodo de estimulação cerebral profundo é realizada através de uma programadora, que geralmente é um tablet específico para essa função. Através deste aparelho é possível aumentar ou diminuir a amplitude e alterar outros parâmetros como frequência e largura de pulso da estimulação

Se você tem a Doença de Parkinson ou tem algum familiar com esta doença entre em contato com um médico especialista para avaliar se há a indicação do procedimento cirúrgico.

Caso tenha outras dúvidas entre em contato ou agende uma consulta.

Saiba Mais sobre a doença de Parkinson. Clique aqui 

🎯 O Que Esperar do Resultado: Expectativas Realistas

A cirurgia DBS transforma a qualidade de vida de muitos pacientes — mas é importante entender o que ela faz e o que não faz. Honestidade aqui evita frustração depois.

O que MELHORA (60-80% de redução) O que NÃO melhora (ou melhora pouco)
✅ Tremor de repouso e ação ❌ Demência (não trata)
✅ Rigidez muscular ❌ Distúrbios da marcha avançados ou freezing
✅ Bradicinesia (lentidão de movimentos) ❌ Alterações posturais graves
✅ Flutuações motoras (períodos on/off) ❌ Depressão (em alguns casos pode até piorar)
✅ Discinesias (movimentos involuntários) ❌ Disfunção autonômica (pressão, intestino)
✅ Redução das doses de medicação em 30-50% ❌ Não cura a doença — Parkinson continua progredindo

Em números: em pacientes bem selecionados, a melhora dos sintomas motores costuma ser de 60-80%. O efeito se mantém por anos. A bateria do gerador dura 4-7 anos (modelos não recarregáveis) ou 10-15 anos (recarregáveis), depois precisa de troca cirúrgica simples (não dos eletrodos cerebrais).

Mensagem central: a cirurgia DBS não cura o Parkinson, mas devolve qualidade de vida que poucos tratamentos médicos conseguem oferecer. Para o paciente certo, no momento certo, é uma das intervenções de maior impacto na neurocirurgia funcional.

Perguntas Frequentes sobre a Cirurgia de Parkinson

Clique em cada pergunta para ver a resposta completa.

A cirurgia de Parkinson é feita com o paciente acordado?+
Parcialmente. Na fase de implante dos eletrodos cerebrais, o paciente fica sedado mas consciente para que a equipe avalie em tempo real o efeito da estimulação. Não há dor — o cérebro não tem terminações de dor. A parte do implante do gerador (no peito) é feita com anestesia geral. Pacientes em casos selecionados (com ansiedade muito alta ou condições específicas) podem fazer toda a cirurgia sob anestesia geral.
Quanto tempo dura a cirurgia DBS?+
Em média, 4 a 6 horas para o implante dos eletrodos, e mais 1 a 2 horas para o gerador (frequentemente feito em outro dia). A duração não é o que define o sucesso — a precisão técnica e o tempo dedicado a verificar a posição correta do eletrodo durante o procedimento é o que importa.
Quando volto a fazer atividades normais depois da cirurgia?+
Atividades leves (caminhada, leitura) em 7-10 dias. Trabalho de escritório em 2-3 semanas. Atividades físicas mais intensas em 4-6 semanas, com liberação médica. Dirigir é liberado geralmente após 4 semanas, dependendo do controle dos sintomas e da programação do estimulador.
Quanto tempo dura a bateria do estimulador?+
Depende do modelo. Geradores não recarregáveis duram em média 4-7 anos. Modelos recarregáveis (o paciente recarrega através da pele com um dispositivo externo) duram 10-15 anos. Quando a bateria acaba, faz-se uma cirurgia simples para troca apenas do gerador — os eletrodos cerebrais permanecem.
Posso fazer ressonância magnética depois da cirurgia DBS?+
Sim, com precauções. Os dispositivos modernos são "MR-conditional" — permitem ressonância com protocolos específicos. É essencial avisar o radiologista antes do exame, levar a carteira do dispositivo e ter o estimulador adequadamente programado para o exame. Aparelhos antigos podem ter mais restrições.
O estimulador fica ligado o tempo todo?+
Sim, na grande maioria dos casos. A estimulação contínua mantém os benefícios. Em alguns pacientes específicos pode-se programar para desligar durante o sono. O paciente recebe um controle remoto que permite ligar/desligar o aparelho e fazer ajustes finos dentro de parâmetros programados pelo médico.
DBS ou HIFU: qual é melhor?+
Depende do caso. DBS permite tratar ambos os lados do cérebro, é ajustável e reversível — melhor para Parkinson com sintomas bilaterais. HIFU não tem incisões nem implantes, recuperação muito rápida — bom para casos selecionados de tremor (essencial ou Parkinson) tratáveis em um lado por vez. A indicação é individualizada após avaliação especializada.
procedimento cirurgico de implante do DBS para o tratamento da Doença de Parkinson
Procedimento cirurgico de implante do DBS

O que é TRODAT?

TRODAT é um exame que pode auxiliar no diagnóstico da doença de Parkinson. Dr Wilson Morikawa

O que é TRODAT?

Doença de Parkinson

O que é TRODAT?

O TRODAT é o nome usual para o exame de cintilografia de perfusão cerebral utilizando o Tecnécio-99m como marcador do sistema dopaminérgico. Atualmente, o diagnóstico da doença de Parkinson ainda é realizado a partir de critérios clínicos como história e exame físico, porém esse diagnóstico pode ser incorreto principalmente nas fases iniciais da doença e o TRODAT pode auxiliar nestes casos.

O correto diagnóstico do mal de Parkinson facilita a otimização do tratamento e o melhor seguimento do paciente. Desta forma, a realização de exames são importante na prática clínica.

A doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa com acometimento das células produtoras de Dopamina no sistema nervoso central. Um dos principais sítios de ligação dopaminérgico do sistema nervoso central é o Transportador de Dopamina (DAT) que se encontra na membrana pré-sináptica.

O Tecnécio-99m é uma molécula que se liga a esse marcador dopaminérgico (DAT) e é utilizado para avaliar o Sistema dopaminérgico. O exame de cintilografia de perfusão cerebral (SPECT) utilizando esse marcador do sistema dopaminérgico é chamado popularmente de TRODAT e é um exame útil na investigação e no seguimento da Doença de Parkinson. No mal de Parkinson por haver a diminuição de células produtoras de dopamina há a diminuição da ligação do marcador para dopamina visualizada no exame de cintilografia cerebral.

Outra função do TRODAT que vem sendo bastante estudada é na sua importância no seguimento destes pacientes. Existem estudos comparando indivíduos nos estágios iniciais com aqueles apresentando doença avançada e foi evidenciado boa correlação com a diminuição de marcadores dopaminérgicos no grupo mais grave, mostrando outro papel importante deste exame no seguimento. Porém, ainda não há comprovação e validação deste exame para o seguimento destes pacientes e mais estudos precisam ser realizados.

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Para mais informações sobre a doença de Parkinson clique aqui

O TRODAT é uma ferramenta valiosa para casos duvidosos no diagnóstico da Doença de Parkinson e outras síndromes parkinsonianas.

Como é realizado o diagnóstico da Doença de Parkinson?

Diagnóstico da Doença de Parkinson é baseado em uma combinação de sinais e sintomas como: tremor, rigidez e bradicinesia. Dr Wilson Morikawa

Como é realizado o diagnóstico da Doença de Parkinson?

Doença de Parkinson

Como é realizado o diagnóstico de Doença de Parkinson?

O diagnóstico da doença de Parkinson é baseado em uma combinação de sinais e sintomas clínicos associados à coleta da história clínica e exames de imagem. Não há um teste específico para diagnosticar o mal de Parkinson, e o diagnóstico geralmente é feito com base em uma combinação de sinais e sintomas.

Os sinais e sintomas mais comuns da doença de Parkinson incluem:

Outros sintomas que podem ocorrer incluem:

Para confirmar o diagnóstico, o médico geralmente irá realizar uma série de exames, incluindo:

É importante lembrar que o diagnóstico da doença de Parkinson pode ser difícil e muitas vezes confundir com os Parkinsons atípicos. Desta forma, é sempre recomendável consultar um especialista.

Caso tenha outras dúvidas agende uma consulta ou entre em contato nos nossos canais de atendimento e deixe o seu comentário.

 

Para entender melhor a Doença de Parkinson em todos os aspectos (sintomas, tratamento clínico e cirúrgico), conheça nosso Guia Completo.

Diagnóstico, Doença de Parkinson, genética, Mal de Parkinson, Síndrome parkinsoniana
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Dr. Wilson Morikawa Jr.

Dr. Wilson Morikawa Jr.

Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo com residência médica em Neurocirurgia na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e especialização em Neurocirurgia Funcional, voltado no tratamento de Distúrbios do Movimento (como na Doença de Parkinson, Distonia e Tremor Essêncial), tratamento da Dor Crônica e Espasticidade.

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A Doença de Parkinson tem Influência Genética?

Doença de Parkinson e Influência Genética. Os estudos sobre o genoma humano aumentaram a compreensão da influência genética. Dr Wilson Morikawa

Neurocirurgião especialista na cirurgia para Doença de Parkinson - Dr. Wilson Morikawa Jr.

Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson tem influência genética?

Com os achados dos estudos sobre o genoma humano grandes avanços na compreensão da influencia genética no mal de Parkinson estão sendo descobertos. Os estudos internacionais tem demonstrado que a arquitetura genética da doença de Parkinson é complexa, com envolvimento de variações genéticas comuns e raras no seu desenvolvimento. Existem pelo menos 20 mutações conhecidas que estão envolvidas no Parkinson hereditário, e mais de 90 outras alterações que podem ter influência relevante no mecanismo de desenvolvimento.

A pesquisa genética das mutações relacionadas ao Parkinson tem aumentado com a maior facilidade em realizar a sua investigação e deve ser considerada em pacientes com início precoce (início dos sintomas antes dos 40 anos de vida), pacientes com histórico familiar e populações com alto risco de formas monogenéticas da doença. As meta análises (revisões de estudos científicos) sugerem que a presença de um familiar com mal de Parkinson aumentam em 3 a 4 vezes o risco de desenvolver a doença.

Uma das características fisiopatológicas do Parkinson é a presença de corpos de Lewy, que são agregados da proteína alfa-sinucleína. Esta proteína é codificada pelo gene SNCA e por isso a sua mutação genética tem grande influência no panorama genético da Doença de Parkinson desde a sua descoberta em 1997.

Estudos apontam que as variações genéticas mais comuns podem influenciar em até 25% no risco de desenvolvimento de Parkinson, enquanto algumas variações mais raras podem influenciar isoladamente no seu desenvolvimento. As principais causas monogenéticas da doença de Parkinson são: SNCA, PARK7, PRKN, FBX07, ATP13A2, PINK1, PARKN, VSP35 e PLAG2G6. Todas essas variações são raras, mas quando encontradas devem ser valorizadas na avaliação médica.

Qual a importância da genética no tratamento da Doença de Parkinso?

Atualmente, ainda não existe cura para esta doença neurodegenerativa. Os tratamentos são especificamente voltados para melhora dos sintomas associado a melhora na qualidade de vida de cada paciente. O que se observa na prática clínica e em diversos estudos é que os paciente com Doença de Parkinson apresentam características semelhantes, o que os englobam na mesma doença, porém na maioria das vezes o prognóstico e a evolução difere em cada indivíduo. Isso torna necessário a individualização do tratamento em cada caso.

Uma das possíveis estratégias futuras para o tratamento e o entendimento do Parkinson é o melhor conhecimento das variações genéticas podendo guiar terapias alvo em cada mutação. Outra importância da genética é estabelecer prognósticos mais assertivos para cada indivíduo, subdividindo em subgrupos determinados pelas variações genéticas e, dessa forma, promover tratamentos individualizados para cada subgrupo. Este tipo de análise é fundamental para o que chamamos de “medicina de precisão” em que cada estratégia terapêutica é individualizada.

Caso tenha outras dúvidas agende uma consulta ou entre em contato nos nossos canais de atendimento e deixe o seu comentário.

Para entender todos os aspectos da doença além da genética — sintomas, diagnóstico, medicamentos e cirurgia DBS — conheça nosso Guia Completo sobre Doença de Parkinson.

Doença de Parkinson, genética, Mal de Parkinson
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Dr. Wilson Morikawa Jr.

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Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo com residência médica em Neurocirurgia na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e especialização em Neurocirurgia Funcional, voltado no tratamento de Distúrbios do Movimento (como na Doença de Parkinson, Distonia e Tremor Essêncial), tratamento da Dor Crônica e Espasticidade.

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Cuidados pré-operatórios para a Cirurgia de Parkinson

Cuidados pré-operatórios para a Cirurgia de Parkinson consistem em um passo fundamental para o sucesso do procedimento cirúrgico. Dr Wilson Morikawa

Cuidados pré-operatórios para a Cirurgia de Parkinson

Doença de Parkinson

Cuidados pré-operatórios para a cirurgia de Parkinson

Os cuidados pré-operatórios para a cirurgia da doença de Parkinson consistem em um passo fundamental para o sucesso do procedimento cirúrgico. Entender cada etapa e realizá-las de forma correta irá tornar a ansiedade e os receios relacionados ao procedimento cirúrgico algo mais natural. Desta forma, você estará mais confiante e tranquilo para o dia da cirurgia.

Aqui estão contidas as informações gerais sobre os cuidados operatórios necessários para a cirurgia de coluna. Se houver alguma dúvida, por favor entrar em contato com a equipe
Todas as informações aqui contidas fazem parte, exclusivamente, das orientações cirúrgicas da equipe do Dr. Wilson Shiyoiti Morikawa Junior (CRM: 163410/ RQE: 101438).

Exames pré-operatórios e avaliação cardiológica

Previamente a qualquer procedimento cirúrgico é necessário realizar um pequeno check-up para avaliar possíveis distúrbios ou doenças que podem estar “escondidas”. O conhecimento de alterações cardiológicas ou sistêmicas é essencial para avaliar se é seguro a realização do procedimento cirúrgico e evitar possíveis complicações anestésicas ou durante o pós-operatório. Desta forma, é fundamental a realização dos exames solicitados e a avaliação de um cardiologista de confiança do paciente.

Cuidado tópico

Um passo importante para evitar problemas de infecção cirúrgica é a descolonização da pele. Uma das principais complicações de um procedimento cirúrgico é a infecção cirúrgica por bactérias que colonizam a pele. Desta forma, o Dr. Wilson preconiza o uso de um sabonete de Clorexidina por 3 dias antes do procedimento cirúrgico. O sabão deve ser aplicado pelo corpo e principalmente nas mãos, pés e no local da cirurgia.

Quais medicamentos que devem ser suspensos antes da cirurgia?

Uma das principais dúvidas durante a consulta médica com o Dr. Wilson é o que levar para o hospital. Visando esta grande dúvida e para melhorar a estadia após a cirurgia criamos um checklist com o que acreditamos ser necessário.

O que levar na mala para o Hospital?

Uma das principais dúvidas durante a consulta médica com o Dr. Wilson é o que levar para o hospital. Visando esta grande dúvida e para melhorar a estadia após a cirurgia criamos um checklist com o que acreditamos ser necessário.
Observação importante: O exame de ressonância magnética com o protocolo para cirurgia estereotáxica de implante de eletrodo cerebral profundo solicitado pelo Dr. Wilson deve ser entregue no consultório médico previamente ao dia da cirurgia, de preferência com 1 semana de antecedência.

Quanto tempo de Jejum e quando devo internar?

No dia da cirurgia você deve internar 03 horas antes do horário agendado para o procedimento cirúrgico. Será necessário a realização da internação no setor específico do hospital e você será encaminhada para o quarto ou o setor pré-cirúrgico. É necessário jejum de 8 horas para a realização do procedimento.

Saiba mais sobre a cirurgia da doença de Parkinson. Clique aqui.

 

Esperamos que o artigo tenha ajudado. No entanto, caso ainda tenha alguma dúvida sobre o assunto, entre em contato. Nossa equipe está à sua disposição!

Os cuidados pré-operatórios fazem parte do conjunto de avaliações para tratamento cirúrgico da Doença de Parkinson. Para conhecer todas as opções de tratamento clínico e cirúrgico, leia nosso Guia Completo.

Tags: Cirurgia de Parkinson, pré-operatório cirurgia de Parkinson, cirurgia mal de Parkinson, cuidados pré-operatório

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Dr. Wilson Morikawa Jr.

Dr. Wilson Morikawa Jr.

Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo com residência médica em Neurocirurgia na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e especialização em Neurocirurgia Funcional, voltado no tratamento de Distúrbios do Movimento (como na Doença de Parkinson, Distonia e Tremor Essêncial), tratamento da Dor Crônica e Espasticidade.

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Diabetes e Doença de Parkinson

Diabetes e Doença de Parkinson

Doença de Parkinson

As pessoas que desenvolvem Diabetes tipo 2 entre 25 e 45 anos têm mais de 400% de chances de sofrerem com o Parkinson no futuro. Esta informação vem sendo confirmada por diversos estudos clínicos realizados pelo mundo. Um deles é o trabalho publicado no Journal of Parkinson’s Disease em 2020, “A Associação entre a Diabetes e a Doença de Parkinson” (J.L.Y. Cheong et al. / The Association Between T2DM and PD).

Qual a relação entre a Diabetes e a Doença de Parkinson?

A Diabetes tipo 2, que corresponde a 90% dos casos de Diabetes Mellitus, tem como consequência a Glicação. Este é o processo no qual os altos níveis de açúcar danificam aminoácidos que compõem a estrutura celular. Desta forma, as células têm seu processo de envelhecimento acelerado.
Mas diferente das demais células do corpo humano, que são capazes de obter energia também por outros meios, os neurônios são quase totalmente dependentes da glicose. Sendo assim, quando há uma desregulação no controle do uso de glicose por parte da insulina, as células cerebrais podem ser afetadas. Por isso, a Diabetes pode estar associada ao avanço de doenças neurológicas como o Mal de Parkinson.

O que acontece quando um paciente tem Parkinson e Diabetes?

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Parkinson acomete cerca de 1% da população mundial acima de 65 anos. Responsável por afetar a área do cérebro conhecida como substância negra, a doença prejudica a produção de dopamina, um neurotransmissor essencial para o controle motor do corpo humano.
Por isso, os sintomas mais comuns são:
Além disso, pesquisadores da Universidade de Yale identificaram que o Mal de Parkinson, quando combinado com a Diabetes Tipo 2, avança ainda mais agressivamente, de forma que, um portador das duas doenças está mais propenso a perder sua independência e enfrentar quadros severos de depressão, o que termina por comprometer sua qualidade de vida.

Todo portador de Diabetes Tipo 2 desenvolverá Doença de Parkinson?

Em outro artigo publicado no Journal of Parkinson’s Disease, cientistas da Universidade NOVA de Lisboa afirmam que pacientes diabéticos com idades entre 25 e 45 anos têm uma possibilidade aumentada de desenvolver o Parkinson em 400%.
Considerando que apenas 10% dos casos apurados apresentam uma predisposição genética, os fatores não genéticos tornam-se de suma importância para o diagnóstico do Mal de Parkinson e para os estudos acerca do controle da doença.
Outros fatores de risco para a Doença de Parkinson:

Quais outras relações existem entre a Diabetes e o Parkinson?

As células cerebrais não se regeneram e, por isso, não existe cura para a Doença de Parkinson. No entanto, alguns medicamentos são capazes de retardar a neurodegeneração e controlar os sintomas motores. E, curiosamente, alguns desses fármacos também são utilizados no tratamento da Diabetes.

O Instituto de Neurologia da University College London, por exemplo, realizou um teste com 60 portadores de Parkinson. Estes, foram medicados semanalmente com Exenatida, amplamente utilizada como tratamento complementar da Diabetes tipo 2, e tiveram seus sintomas significativamente atenuados. Redução de tremor e maior capacidade de equilíbrio foram apenas alguns deles. Precisar de forma exata a relação entre as duas doenças, porém, ainda é um grande desafio.

Se quiser saber mais sobre a doença de Parkinson entre em nosso artigo completo aqui.

Esperamos que o artigo tenha ajudado. Caso tenha mais dúvidas entre em contato conosco.

O diabetes é uma das comorbidades importantes em pacientes com Doença de Parkinson. Para entender todas as comorbidades, tratamentos e como manter qualidade de vida, leia nosso Guia Completo.

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Alterações na fala e na escrita,Comprometimento da coordenação motora em geral,Desequilíbrio,Diabetes,Mal de Parkinson,Tremor
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Dr. Wilson Morikawa Jr.

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Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo com residência médica em Neurocirurgia na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e especialização em Neurocirurgia Funcional, voltado no tratamento de Distúrbios do Movimento (como na Doença de Parkinson, Distonia e Tremor Essêncial), tratamento da Dor Crônica e Espasticidade.

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Atividade Física e Doença de Parkinson

Atividade física e doença de Parkinson. Saiba mais sobre os benefícios que a atividade física pode exercer na prevenção. Dr Wilson Morikawa

Atividade Física e Doença de Parkinson

Doença de Parkinson

Quem tem Doença de Parkinson pode realizar atividade física?

A Doença de Parkinson é uma das principais causas neurológicas não traumáticas relacionada a perda da mobilidade e acometimento das atividades de vida diária. Porém, apesar de limitar de forma significativa os movimentos do paciente, a realização de atividade física é importante na reabilitação e controle da doença. Diversas revisões cientificas demonstram que a realização de atividade física está associada a diversos benefícios dificultando a progressão da doença e melhorando a qualidade de vida dos pacientes com esta doença.

Estudos demonstram que a realização de atividade física aeróbica regular reduz a atrofia cerebral global com melhora cognitiva. Foi observado que a realização de exercício físico não reverte a degeneração neuronal decorrente da doença de Parkinson, porém os indivíduos que realizam a atividade física de forma regular tendem a atenuar as alterações estruturais do córtex cerebral comumente encontrado nesta doença neurodegenerativa.

Outra evidencia encontrada nos estudos com ressonância magnética funcional demonstram que a realização da atividade aeróbica está associada ao aumento da conexão principalmente entre os córtex pré-frontal dorsolateral direito e o córtex frontoparietal direito, melhorando a disposição e reduzindo o cansaço relacionados ao Parkinson. Além disso, estudos demonstram que a atividade aeróbica estimula estrutural e funcionalmente a neuroplasticidade motora e cognitiva na Doença de Parkinson.

Caso tenha mais dúvidas agende uma consulta ou entre em contato nos canais de atendimento e deixe o seu comentário.

Saiba mais sobre a cirurgia da doença de Parkinson. Clique aqui.

A atividade física é parte essencial do tratamento da Doença de Parkinson, complementando a medicação e, em casos selecionados, a cirurgia DBS.

Tags:  parkinson, mal de parkinson, doença de parkinson, problemas de mobilidade 

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Dr. Wilson Morikawa Jr.

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Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo com residência médica em Neurocirurgia na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e especialização em Neurocirurgia Funcional, voltado no tratamento de Distúrbios do Movimento (como na Doença de Parkinson, Distonia e Tremor Essêncial), tratamento da Dor Crônica e Espasticidade.

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O que é Parkinson Plus?

Parkinson Plus, é um conjunto de doenças neurodegenerativos com sintomas semelhantes aos da doença de Parkinson. Dr Wilson Morikawa

O que é Parkinson Plus?

Doença de Parkinson

O que é Parkinson Plus?

Parkinson plus é um conjunto de doenças neurodegenerativos que se caracterizam por sintomas semelhantes aos da doença de Parkinson, por isso também são chamadas de Parkinson atípico ou Parkinson Like. Esses sintomas incluem tremor, rigidez muscular, dificuldade de movimento, dificuldade de equilíbrio e coordenação. No entanto, os pacientes com esses transtornos geralmente também apresentam outros sintomas que não estão presentes na doença de Parkinson, como demência de rápida evolução, transtornos da motricidade ocular e problemas com a fala.

Os transtornos neurodegenerativos que são classificados como “Parkinson plus” incluem a atrofia de múltiplos sistemas, a demência por corpos de Lewy, a degeneração cortico-basal e a paralisia supranuclear progressiva (PSP).

A demência por corpos de Lewy é uma condição semelhante que se caracterizam por aglomerados anormais de proteínas no córtex cerebral, no interior do mesencéfalo e no tronco cerebral. Esta demência é caracterizada pelo rápido declínio cognitivo com comprometimento funcional importante associado a sintomas parkinsonianos.

A degeneração córtico-basal é uma doença rara que afeta as áreas do cérebro que controlam o movimento, a fala e a capacidade de se comunicar. Os sintomas incluem tremores, rigidez muscular, problemas de fala e dificuldade para se comunicar e escrever.

A Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP) é outra doença neurodegenerativa que além de apresentar sintomas parkinsonianos também evolui com alteração de controle do equilíbrio e dos movimentos oculares, além de causar dificuldade para falar e deglutição.

Ressonancia magnética psp
No geral, esses transtornos são pouco comuns e são tratados de maneira semelhante à doença de Parkinson, com medicamentos para controlar os sintomas. No entanto, devido aos sintomas adicionais e ao curso rápido da doença, os pacientes apresentam uma limitação funcional mais precoce. Uma das principais características que diferenciam o Parkinson atípico da doença de Parkinson é a resposta frusta com a terapia medicamentosa utilizando a levodopa.

Devido à similaridade entres as diferentes doenças, o acompanhamento com um neurologista especializado é fundamental para o diagnóstico e tratamento desses transtornos.

Saiba mais sobre a Doença de Parkinson. Clique aqui.

É crucial diferenciar o Parkinson Plus da Doença de Parkinson clássica, já que o tratamento e prognóstico são muito diferentes — especialmente quando se considera indicação cirúrgica.

Tags: Parkinson Plus, Síndrome de Parkinson Like, Doença de Parkinson

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