Rua Cristiano Viana 401, Cj. 209
– São Paulo
+55 11 99584-4675
A coluna vertebral é uma das estruturas mais complexas e essenciais do corpo humano. É ela que sustenta o tronco, protege a medula espinhal e permite todos os movimentos da vida diária. Quando algo dá errado nessa estrutura, o impacto é direto e imediato — dor lombar, dor cervical, dor que irradia para perna ou braço, perda de força, sensação de queimação ou choque.
Este guia completo foi escrito para pacientes que estão tentando entender o que está acontecendo com a coluna deles, familiares preocupados, e também para outros profissionais da saúde.
A coluna vertebral tem 33 vértebras divididas em 5 regiões: cervical (7 vértebras), torácica (12), lombar (5), sacral (5 fundidas) e cóccix (4 fundidas). Entre cada par de vértebras existe um disco intervertebral — estrutura cartilaginosa com núcleo gelatinoso (núcleo pulposo) cercado por anel resistente (anel fibroso).
Por dentro da coluna passa a medula espinhal, conectada a raízes nervosas que saem entre as vértebras pelos forames. Quando algo comprime essas raízes — disco herniado, esporão ósseo, ligamento espesso — surgem os sintomas: dor, formigamento, fraqueza.
É a projeção do núcleo gelatinoso do disco através de uma fissura no anel fibroso, comprimindo uma raiz nervosa. Causa lombalgia que pode irradiar para a perna (ciática) e é a doença mais comum entre as hérnias sintomáticas — 90% delas ocorrem na coluna lombar.
Sintomas característicos:
✅ Boa notícia: mais de 90% das hérnias de disco lombar melhoram com tratamento conservador (medicação, fisioterapia, bloqueios). Cirurgia é exceção, não regra.
O mesmo mecanismo da hérnia lombar, mas no pescoço. Como a coluna cervical abriga a medula que controla braços e pernas, a compressão nesse nível pode ter consequências neurológicas mais sérias — por isso a avaliação especializada precoce é fundamental.
Sintomas característicos:
⚠️ Sinal de alerta — Mielopatia cervical: quando a hérnia comprime a medula (não apenas a raiz), o quadro vira emergência funcional. Cirurgia precoce evita sequelas permanentes. Sintomas: dificuldade de marcha, perda de destreza nas mãos, alterações esfincterianas.
Estreitamento do canal central da coluna lombar, geralmente por desgaste relacionado à idade (osteófitos, espessamento do ligamento amarelo, abaulamento discal). É a causa mais comum de dor lombar e nas pernas em pacientes acima dos 60 anos.
Sintoma típico — claudicação neurogênica:
💡 Diferencial clínico importante: a claudicação neurogênica (da estenose) melhora ao sentar; a claudicação vascular (de circulação) melhora apenas com repouso em pé. Distinguir muda o tratamento.
É o deslizamento de uma vértebra sobre a outra — geralmente L4 sobre L5, ou L5 sobre o sacro. Pode ser degenerativa (mais comum em adultos), ístmica (defeito ósseo congênito) ou traumática.
Sintomas característicos:
⚠️ Quando indica cirurgia: casos instáveis (com progressão do deslizamento ou déficit neurológico) frequentemente requerem artrodese (fusão vertebral). Casos estáveis controlam-se com tratamento conservador.
Inflamação ou desgaste das facetas articulares — pequenas articulações posteriores entre vértebras que dão estabilidade e mobilidade à coluna. É uma causa subdiagnosticada de dor lombar mecânica.
Sintomas característicos:
✅ Tratamento altamente efetivo: responde excelente a bloqueios facetários guiados por imagem e, em casos persistentes, rizotomia por radiofrequência — procedimento ambulatorial com alívio duradouro.
Dor lombar ou cervical sem causa estrutural identificável em exames de imagem. Geralmente decorre de sobrecarga muscular, postura inadequada, sedentarismo ou estresse. É a maior causa de afastamento do trabalho no Brasil e atinge 80% dos adultos em algum momento da vida.
Características clínicas:
✅ Resposta excelente ao tratamento: fisioterapia estruturada + correção postural + atividade física regular resolve a grande maioria. Cirurgia praticamente nunca é indicada.
Atenção — ciática NÃO é uma doença, é um sintoma. Refere-se à dor que irradia ao longo do trajeto do nervo ciático: nádega, face posterior da coxa, panturrilha e pé. A causa mais comum é hérnia de disco lombar, mas pode decorrer de estenose, espondilolistese ou síndrome do piriforme.
Características da dor ciática:
💡 Importante: tratar a ciática começa por identificar a causa. O tratamento de uma ciática por hérnia é diferente do tratamento de uma ciática por estenose ou síndrome do piriforme.
Avaliação neurocirúrgica em 24 a 48 horas
A maioria das dores de coluna NÃO são emergências — e a ansiedade muitas vezes piora a dor. Porém, alguns sinais nunca devem ser ignorados. Se você apresentar qualquer um destes sintomas, procure avaliação neurocirúrgica imediatamente:
💪Perda de força em braço ou perna
🚽Perda de controle para urinar ou evacuar
🪑Anestesia em sela — dormência na região genital, períneo e parte interna das coxas
🚑Dor súbita e intensa após trauma significativo
🌙Dor noturna progressiva que acorda você, com perda de peso ou febre
🚶Descoordenação ou dificuldade de marcha com dor cervical irradiada
⚡ EMERGÊNCIA NEUROCIRÚRGICA ⚡
A combinação de anestesia em sela + perda de controle esfincteriano + fraqueza nas pernas caracteriza a Síndrome da Cauda Equina — uma emergência cirúrgica absoluta. Cada hora conta para evitar sequelas permanentes. Vá direto ao pronto-socorro hospitalar.
Está com algum desses sintomas agora?
📞 Falar com a Equipe Agora →WhatsApp: +55 11 99584-4675 · Atendimento de Segunda a Sexta, 8h–20h
Combinação de três pilares: história clínica detalhada, exame neurológico e exames de imagem (raio-X, ressonância magnética, tomografia, eletroneuromiografia quando necessária).
Importante: mais de 30% de adultos sem dor têm hérnia de disco visível em ressonância. Por isso o diagnóstico deve ser sempre clínico-radiológico — exame + história + imagem juntos.
Para a grande maioria das doenças da coluna, o tratamento começa SEM cirurgia.
É a base do tratamento. Programa estruturado por semanas com profissional especializado em coluna. Não é "alongamento genérico".
Sem isso, todo o resto se perde. Perda de peso, fortalecimento de core, correção postural, redução do tempo sentado, sono adequado, parar de fumar.
A indicação cirúrgica nunca é só pela imagem — é pela combinação de:
A escolha da técnica depende do diagnóstico, da localização da lesão e das características individuais do paciente. Conheça as cinco principais cirurgias modernas — ordenadas da menos invasiva para a mais complexa:
Incisão menor que 1 cm
Câmera HD e instrumentos miniaturizados introduzidos por incisão mínima. Preserva musculatura, sangramento mínimo, retorno acelerado.
Indicação: hérnias selecionadas, casos compatíveis com acesso endoscópico.
Microscópio cirúrgico HD
Cirurgia clássica para hérnia de disco com microscopia. Padrão-ouro consolidado: taxa de sucesso acima de 90% em casos bem selecionados.
Indicação: hérnia de disco refratária ao tratamento conservador.
Acesso anterior cervical
Discectomia cervical anterior com fusão. Acesso pequeno na frente do pescoço, descompressão e estabilização em mesmo tempo cirúrgico.
Indicação: hérnia ou estenose cervical com mielopatia ou radiculopatia.
Acesso posterior aberto
Remoção parcial da lâmina vertebral para descomprimir a medula ou raízes. Indicada quando a área de estenose é extensa demais para via endoscópica.
Indicação: estenose lombar sintomática multinível ou refratária.
Fusão vertebral com instrumental
Fusão de duas ou mais vértebras com parafusos, barras e enxerto. Versões modernas: MIS-TLIF, OLIF, XLIF — minimamente invasivas e com recuperação melhor.
Indicação: instabilidade vertebral, espondilolistese, deformidades, recidivas.
📌 A escolha da técnica é individualizada. A mesma hérnia pode ter indicações cirúrgicas diferentes conforme idade, atividade, anatomia e comorbidades do paciente. Nenhuma técnica é universalmente "melhor" — o que importa é qual técnica é a melhor para o seu caso específico.
Fisioterapia pós-operatória é essencial — não opcional.
Preparo pré-cirúrgico: Cuidados pré-operatórios para a Cirurgia de Coluna
Uma minoria dos pacientes operados pode evoluir com dor crônica persistente. Causas: fibrose epidural, recidiva, estenose adjacente, dor neuropática residual. Tem tratamento próprio, frequentemente com neuromodulação medular.
Respostas diretas às dúvidas mais comuns de pacientes em consultório — sem rodeios técnicos.
Reabilitação ativa com fisioterapia é parte da recuperação — não é opcional.
A retomada deve ser sempre orientada por fisioterapeuta especializado em coluna.
Tratamento Especializado
Dr. Wilson Morikawa Jr. — Neurocirurgião
CRM-SP 163.410 · RQE 101.438
Avaliação especializada para identificar a causa exata da sua dor, distinguir entre diagnósticos diferenciais e oferecer o tratamento mais adequado — do conservador às técnicas cirúrgicas modernas como endoscopia de coluna, microdiscectomia e artrodese minimamente invasiva.
Hospitais Credenciados
Hospital Sírio-Libanês · Hospital Albert Einstein · Hospital Samaritano · Hospital São Luiz
Agende sua avaliação especializada:
Consultório
Rua Cristiano Viana, 401
Conjunto 209 — Pinheiros
São Paulo / SP
Atendimento
Segunda a Sexta
08h00 às 20h00
Modalidades
Consulta presencial
Teleconsulta disponível