Rua Cristiano Viana 401, Cj. 209
– São Paulo
+55 11 99584-4675
O adenoma hipofisário é um tumor que se origina das células da hipófise — pequena glândula localizada na base do cérebro responsável pela produção de hormônios que regulam várias funções vitais (crescimento, metabolismo, reprodução, resposta ao estresse). É um tumor quase sempre benigno e representa cerca de 10-15% de todos os tumores intracranianos. Pode ser funcionante (secreta hormônios em excesso, gerando síndromes endócrinas específicas) ou não funcionante (silencioso do ponto de vista hormonal, mas pode causar sintomas por efeito de massa).
O tratamento é altamente individualizado e multidisciplinar. Em alguns tipos (como o prolactinoma), o tratamento medicamentoso é a primeira escolha. Na maioria dos demais casos sintomáticos, a cirurgia transesfenoidal endoscópica — abordagem moderna que acessa o tumor pela narina, sem incisão visível externamente — é o tratamento padrão. Em casos selecionados, a radiocirurgia (Gamma Knife) complementa o tratamento.
Em Resumo
O que é
Tumor benigno (>99%) da hipófise — glândula da base do cérebro que controla hormônios essenciais.
Por tamanho
Microadenoma (<10mm) ou Macroadenoma (≥10mm). Macroadenoma gigante: ≥4cm.
Funcionantes
Prolactinoma (mais comum), GH (acromegalia), ACTH (Cushing), TSH, FSH/LH.
Não funcionantes
~30-40% dos casos. Causam sintomas por efeito de massa ou hipopituitarismo.
Sintomas por massa
Cefaleia, perda visual (hemianopsia bitemporal por compressão do quiasma óptico).
Diagnóstico
RM cerebral com protocolo de sela turca + avaliação hormonal completa + campimetria visual.
Diferencial técnico
Cirurgia Transesfenoidal Endoscópica — acesso pela narina, sem cicatriz externa.
Prognóstico
Excelente em microadenomas. Cura cirúrgica em 60-80% dos macroadenomas bem indicados.
A hipófise é uma pequena glândula (~6mm × 10mm) localizada em uma cavidade óssea na base do cérebro chamada sela turca, conectada ao hipotálamo pelo pedículo hipofisário. Apesar do tamanho diminuto, é chamada de "glândula mestre" porque controla a maioria dos demais sistemas endócrinos do corpo — tireoide, suprarrenais, gônadas, crescimento, metabolismo da água e produção de leite materno.
É dividida em dois lobos com funções distintas: a adeno-hipófise (anterior), que produz seis hormônios principais (GH, ACTH, TSH, LH, FSH e prolactina), e a neuro-hipófise (posterior), que armazena e libera ADH (hormônio antidiurético) e ocitocina. O adenoma hipofisário origina-se quase sempre na adeno-hipófise.
Tumor pequeno, geralmente confinado à sela turca. Sintomas frequentemente decorrem de hipersecreção hormonal (em adenomas funcionantes), não de efeito de massa.
Prognóstico: excelente. Cura cirúrgica em >90% dos casos bem indicados.
Tumor maior, frequentemente com extensão extrasselar — pode comprimir estruturas adjacentes (quiasma óptico, seios cavernosos, terceiro ventrículo).
Prognóstico: cura cirúrgica em 60-80%. Acompanhamento prolongado essencial.
Tumores grandes com extensão importante, frequentemente invasivos. Podem exigir abordagem combinada (transesfenoidal + transcraniana) ou em tempos cirúrgicos.
Prognóstico: mais reservado. Frequentemente requer múltiplas modalidades terapêuticas.
Cerca de 60-70% dos adenomas hipofisários são funcionantes — secretam um hormônio em excesso, gerando síndromes clínicas características. O hormônio produzido define o tipo do adenoma:
~40-50% dos funcionantes
Secreta prolactina em excesso. Em mulheres: amenorreia (parada da menstruação), galactorreia (saída de leite fora do pós-parto), infertilidade. Em homens: redução da libido, disfunção erétil, infertilidade, ginecomastia.
Tratamento de escolha: agonistas dopaminérgicos (Cabergolina) — tratamento medicamentoso é primeira linha.
~10-15% dos funcionantes
Secreta hormônio do crescimento (GH) em excesso. Em adultos, causa acromegalia: crescimento de mãos, pés, mandíbula, alterações faciais, dores articulares, apneia do sono, diabetes, hipertensão. Em crianças/adolescentes (antes do fechamento das epífises), causa gigantismo.
Tratamento: cirurgia transesfenoidal + análogos de somatostatina (Octreotide).
~10-15% dos funcionantes
Secreta ACTH em excesso, levando a hipersecreção de cortisol pelas suprarrenais. Causa: face em lua, obesidade central, gibosidade, estrias roxas largas, hipertensão, diabetes, osteoporose, fragilidade cutânea, alterações de humor.
Tratamento: cirurgia transesfenoidal (1ª linha). Casos refratários: radiocirurgia ou medicação.
< 2% dos funcionantes
Raro. Secreta TSH em excesso, causando hipertireoidismo central com sintomas típicos (taquicardia, perda de peso, intolerância ao calor, tremor), associado a aumento da tireoide.
Tratamento: cirurgia transesfenoidal + análogos de somatostatina.
RAROS — clinicamente silenciosos
Apesar de produzirem FSH e/ou LH, geralmente são clinicamente silenciosos do ponto de vista endócrino — manifestam-se por efeito de massa quando atingem dimensões maiores (macroadenomas).
Tratamento: cirurgia transesfenoidal quando sintomáticos.
~30-40% dos adenomas
Não secreta hormônio em quantidade clinicamente relevante. Apresenta-se quase sempre como macroadenoma, com sintomas decorrentes de efeito de massa (cefaleia, perda visual) ou hipopituitarismo (déficit de hormônios pela compressão da hipófise normal).
Tratamento: cirurgia transesfenoidal quando sintomático ou em crescimento.
Os sintomas do adenoma hipofisário podem ser agrupados em três mecanismos: efeito de massa (compressão de estruturas adjacentes), hipersecreção hormonal (em adenomas funcionantes) e hipopituitarismo (déficit hormonal por compressão da hipófise normal):
Cefaleia
Dor de cabeça frontal ou retro-orbital, geralmente persistente, por distensão das estruturas selares.
Hemianopsia Bitemporal
Perda do campo visual lateral em ambos os olhos por compressão do quiasma óptico — sinal mais característico de macroadenoma.
Diplopia
Visão dupla por invasão do seio cavernoso e compressão dos nervos oculomotores (III, IV, VI).
Redução da Acuidade Visual
Perda progressiva da nitidez visual, particularmente em macroadenomas com compressão quiasmática prolongada.
Quando o adenoma comprime a hipófise normal, pode causar déficit de produção de hormônios. Os sintomas dependem de qual hormônio está em falta:
Hipotireoidismo Central
Insuficiência Adrenal
Hipogonadismo
Déficit de GH
Diabetes Insípido (raro)
Pan-hipopituitarismo
Emergência Neurocirúrgica
A apoplexia hipofisária é um quadro raro mas grave em que ocorre sangramento ou necrose súbita dentro do adenoma, gerando aumento brusco de volume. Sintomas típicos:
Quadro suspeito: pronto-socorro hospitalar imediato. Pode exigir cirurgia descompressiva de urgência + reposição de hidrocortisona endovenosa.
O diagnóstico do adenoma hipofisário combina três pilares: imagem (RM com protocolo de sela turca), avaliação hormonal completa e campimetria visual. A avaliação é multidisciplinar — envolve neurocirurgião, endocrinologista e neuro-oftalmologista:
RM com Protocolo de Sela Turca
Exame padrão-ouro. Cortes finos da região selar, com e sem contraste, fases dinâmicas — identifica microadenomas de até 3-5mm.
Avaliação Hormonal Completa
Prolactina, GH/IGF-1, ACTH/cortisol, TSH/T4 livre, LH/FSH, testosterona/estradiol. Define se o adenoma é funcionante e qual hormônio secreta.
Campimetria Visual Computadorizada
Exame padrão-ouro para avaliar compressão do quiasma óptico. Detecta hemianopsia bitemporal precoce, mesmo em fase subclínica.
Testes Hormonais Dinâmicos
Em casos específicos (suspeita de Cushing, déficit de GH): teste da dexametasona, ITT, TRH. Realizados por endocrinologista.
OCT de Camada de Fibras Nervosas
Quantifica atrofia do nervo óptico — auxilia no prognóstico visual e no acompanhamento pós-operatório.
Tomografia Computadorizada
Útil em emergências (apoplexia) e no planejamento cirúrgico — avalia anatomia óssea do seio esfenoidal e variações.
A escolha terapêutica depende do tipo do adenoma (funcionante ou não, e qual hormônio secreta), tamanho, sintomas, idade do paciente e desejo reprodutivo (em mulheres). A abordagem é sempre multidisciplinar — neurocirurgião, endocrinologista, neuro-oftalmologista e, quando indicado, radioterapeuta.
Tratamento de escolha para prolactinomas
Indicações cirúrgicas
Diferencial Técnico
Técnica padrão-ouro para o tratamento cirúrgico de adenomas hipofisários. O acesso ao tumor é feito pela narina, atravessando o seio esfenoidal — sem necessidade de incisão externa ou abertura craniana. Toda a cirurgia é realizada sob visualização direta em alta definição com endoscópios 4K.
Comparada à cirurgia transcraniana tradicional, oferece: menor agressão tecidual, ausência de cicatriz visível, internação mais curta, recuperação mais rápida, e melhor visualização das estruturas selares — incluindo o quiasma óptico, os seios cavernosos e os nervos oculomotores. Em mãos experientes, é a abordagem mais segura e eficaz para a maioria dos adenomas.
Acesso
Pela narina
Cicatriz
Nenhuma
Internação
2-4 dias
Retorno
2-3 sem
Complementar à cirurgia em casos selecionados
Formação Internacional
O Dr. Wilson Morikawa Jr. realizou estágio especializado em Neurooncologia na Universidade de Tsukuba — referência internacional em cirurgia de tumores cerebrais e cirurgia da base do crânio. A formação japonesa em neurocirurgia endoscópica é reconhecida pela precisão técnica e rigor anatômico, fundamentais nas abordagens transesfenoidais dos adenomas hipofisários.
Importante: os resultados em cirurgia hipofisária dependem fortemente da experiência da equipe cirúrgica e do volume institucional de casos. Estudos consistentes demonstram que pacientes operados em centros de alto volume têm maior taxa de cura, menor risco de complicações endócrinas e visuais, e melhor preservação da hipófise normal. A escolha do neurocirurgião com expertise específica em cirurgia transesfenoidal tem impacto direto no prognóstico.
Respostas diretas às dúvidas mais comuns de pacientes e familiares.
A avaliação multidisciplinar (neurocirurgião + endocrinologista) define a melhor estratégia para cada caso.
Importante: o tamanho isoladamente não define indicação cirúrgica — depende também de sintomas, tipo funcional e crescimento.
Reposição hormonal pode ser necessária temporária ou permanentemente, conforme função residual da hipófise.
Neuro-Endocrinologia Cirúrgica
Dr. Wilson Morikawa Jr. — Neurocirurgião
CRM-SP 163.410 · RQE 101.438
Avaliação especializada para diagnóstico, decisão terapêutica multidisciplinar e tratamento de adenomas hipofisários — incluindo cirurgia transesfenoidal endoscópica, acompanhamento conjunto com endocrinologista e neuro-oftalmologista, e estágio em Neurooncologia na Universidade de Tsukuba (Japão). Segunda opinião especializada para pacientes já diagnosticados. Para visão completa, leia o Guia Completo de Tumores Cerebrais.
Cirurgia — Hospitais Credenciados
Hospital Sírio-Libanês · Hospital Albert Einstein · Hospital Samaritano · Hospital São Luiz
Agende sua avaliação especializada:
Consultório
Rua Cristiano Viana, 401
Conjunto 209 — Pinheiros
São Paulo / SP
Atendimento
Segunda a Sexta
08h00 às 20h00
Modalidades
Consulta presencial
Teleconsulta disponível