Dr. Wilson Morikawa Jr.

HIFU no tratamento da Doença de Parkinson: Evolução das cirurgias, comparação com DBS e qual a melhor opção atualmente

procedimento cirurgico de implante do DBS para o tratamento da Doença de Parkinson

Dr. Wilson Morikawa Jr. - Médico Especialista no Tratamento da Doença de Parkinson

Doença de Parkinson,Neuromodulação

HIFU no tratamento da Doença de Parkinson: evolução das cirurgias, comparação com DBS e qual a melhor opção atualmente

A Doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente o sistema motor, levando a sintomas como tremor, rigidez, lentidão dos movimentos (bradicinesia) e instabilidade postural. Com a evolução da doença, muitos pacientes passam a apresentar limitações importantes na qualidade de vida, mesmo com tratamento medicamentoso otimizado.

Nesse cenário, o tratamento cirúrgico se torna uma alternativa relevante. Entre as opções disponíveis atualmente, destacam-se a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) e o HIFU (High-Intensity Focused Ultrasound).

Mas afinal:
👉 Qual é a melhor opção?
👉 O HIFU substitui a neuromodulação?
👉 Por que as cirurgias lesionais foram abandonadas no passado e agora estão voltando?

Para entender essas questões, é fundamental revisitar a história da cirurgia para Parkinson e compreender os mecanismos de cada técnica.

A evolução da cirurgia na Doença de Parkinson

As primeiras cirurgias: a era das lesões cerebrais

Antes da introdução da levodopa, o principal medicamento no tratamento da doença de Parkinson, a cirurgia do Parkinson era baseado na criação de lesões em estruturas específicas do cérebro, especialmente nos núcleos da base.

As principais técnicas incluíam:

Esses procedimentos tinham como objetivo interromper circuitos neuronais disfuncionais responsáveis pelos sintomas motores. Porém, quando estas técnicas foram criadas, os métodos de anestesia e os exames de imagens eram muito rudimentares, o que tornava o procedimento cirúrgico perigoso.

Por que as lesões funcionavam?

A Doença de Parkinson está associada a um desequilíbrio nos circuitos dos núcleos da base, especialmente envolvendo o Núcleo subtalâmico (STN), o Globo pálido interno (GPi) e o Tálamo

A criação de lesões nessas estruturas reduzia a hiperatividade patológica desses circuitos, melhorando sintomas como tremor e rigidez.

Para entendermos melhor, devemos pensar que existe uma balança que estabiliza a resposta motora criada no sistema nervoso central e na doença de Parkinson essa balança se torna desequilibrada. O intuito das lesões seriam o de reequilibrar essa balança atuando no funcionamento das vias motoras no sistema nervoso central.

Limitações das cirurgias lesionais

Apesar da eficácia inicial, as cirurgias lesionais apresentavam importantes limitações:

  1. Irreversibilidade

Uma vez realizada a lesão, não havia possibilidade de ajuste ou reversão. Isso era particularmente problemático porque:

    • A Doença de Parkinson é progressiva
    • Os sintomas mudam ao longo do tempo
    • A resposta individual varia entre pacientes
  1. Risco de efeitos colaterais permanentes

As lesões podiam causar:

    • Disartria (alteração da fala)
    • Hemiparesia
    • Distúrbios cognitivos
    • Ataxia

E esses efeitos eram definitivos.

  1. Dificuldade de tratamento bilateral

Realizar lesões em ambos os lados do cérebro aumentava significativamente o risco de complicações graves, especialmente:

    • Alterações da fala
    • Distúrbios de deglutição
    • Déficits cognitivos

👉 Por isso, a maioria dos procedimentos era unilateral, limitando o benefício clínico.

O impacto da levodopa e o declínio das cirurgias

Com a introdução da levodopa na década de 1960, houve uma revolução no tratamento do Parkinson. Muitos pacientes passaram a ter controle significativo dos sintomas sem necessidade de cirurgia. Com o melhor entendimento da fisiopatologia da doença de Parkinson e da fisiologia envolvendo os núcleos da base com o papel da dopamina no controle motor não havia motivos mais para realizar procedimentos cirurgicos após os anos 60. Os medicamentos eram muito eficazes e a cirurgia ainda era muito arriscada. Com isso, as cirurgias lesionais foram praticamente abandonadas

O retorno da cirurgia: limitações do tratamento medicamentoso

No fim do século XX, com o envelhecimento populacional e aumento da sobrevida média dos pacientes com Parkinson, graças a ótima resposta aos medicamentos, notou-se que aqueles pacientes que eram ótimos respondedores e que apresentaram respostas excelentes com a levodopa ja não estavam mais tão contentes apenas com os remédios. 

Estes pacientes, agora apresentavam menor resposta terapêutica:

Com isso, o interesse na cirurgia voltou à discussão academica como uma possibilidade de acrescentar uma terapia ao tratamento destes doentes. Outro fato importante foi o desenvolvimento de novas técnicas anestésicas e a melhoria nos métodos de imagem que estavam proporcionando melhor acurácia nos procedimentos guiados por imagem e mais segurança aos procedimentos cirúrgicos.

A revolução da neuromodulação: Estimulação Cerebral Profunda (DBS)

A introdução da DBS nos anos 1990, em Grenoble ( França), marcou uma mudança completa no paradigma do tratamento cirúrgico do Parkinson.

O que foi descoberto nesta época é que ao invés de destruir tecido cerebral,  o eletrodo de estimulação cerebral profunda (DBS) poderia modular a atividade neuronal por meio de estímulos elétricos e com isso imitar lesões com a vantagem de ser REVERSíVEL e AJUSTÁVEL ao longo do tratamento. 

Assim, o tratamento cirúrgico do Mal de Parkinson teve um avanço significativo tornando-se mais seguro (o eletrodo não precisa mais causar uma lesão no tecido) e replicável (a melhora dos equipamentos de imagem com tomografia computadorizada e ressonancia magnética facilitou o entendimento destes núcleos cerebrais profundos). Com isso, às técnicas ablativas perderam a sua importância e iniciou-se a era da NEUROMODULAÇÃO  na doença de Parkinson.

Mas o que é o HIFU?

O HIFU (High-Intensity Focused Ultrasound) representa uma evolução tecnológica das cirurgias lesionais.

Ele permite criar lesões cerebrais de forma não invasiva, utilizando ultrassom focalizado guiado por ressonância magnética.

Como o HIFU funciona?

    • Ondas de ultrassom são concentradas em um ponto específico do cérebro
    • Esse ponto atinge temperaturas elevadas (até ~60°C)
    • O tecido é destruído de forma controlada
    • O procedimento é monitorado em tempo real por ressonância

Então o HIFU faz a mesma coisa que as primeiras técnicas da cirurgia de Parkinson?

Correto!

O HIFU é uma técnica moderna que consegue fazer lesões semelhantes as primeiras talamotomias ou palidotomias que foram realizadas na antiguidade, porém, tem a vantagem de não necessitar mais a abertura do osso craniano.

Entretanto, o que as pessoas confundem é que não necessitar da realização da abertura do osso não torna o procedimento mais seguro, uma vez que é realizada uma LESÃO cerebral profunda para alcançar os mesmos objetivos almejados no início de toda esta história. 

Devemos lembrar que esta LESÃO é irreversível e que não pode ser mudada nunca mais após ser realiziada.

Por que a neuromodulação é superior na maioria dos casos?

A Doença de Parkinson é dinâmica e progressiva. Isso exige um tratamento que também seja dinâmico.

👉 A DBS atende exatamente essa necessidade.

Ela permite:

  • Ajustar o tratamento conforme a evolução
  • Reduzir efeitos colaterais
  • Personalizar a terapia
  • Revisar estratégias ao longo dos anos

Já o HIFU:

  • É estático
  • Não acompanha a doença
  • Não permite correção de erros

Quando o HIFU pode ser considerado?

Apesar das limitações, o HIFU tem seu espaço.

Pode ser considerado em pacientes com:

    • Tremor predominante
    • Contraindicação cirúrgica para DBS
    • Alto risco anestésico
    • Recusa de implantes

👉 Ou seja, é uma opção para casos selecionados, não a primeira escolha na maioria dos pacientes.

Conclusão

A história da cirurgia para Doença de Parkinson mostra uma evolução clara:

➡️ Início com lesões cerebrais
➡️ Abandono com a chegada da levodopa
➡️ Retorno da cirurgia com a neuromodulação
➡️ Reintrodução das lesões com tecnologia moderna (HIFU)

No entanto, é fundamental compreender:

👉 O HIFU é, essencialmente, uma técnica lesional moderna
👉 A DBS representa um avanço por ser reversível, ajustável e personalizada

O HIFU é melhor que a DBS na Doença de Parkinson?

Não na maioria dos casos. A DBS oferece maior controle, flexibilidade e melhores resultados globais

O HIFU é definitivo?

Sim. Ele cria uma lesão permanente no cérebro.

O eletrodo DBS pode ser ajustado?

Sim. Essa é uma das maiores vantagens da neuromodulação e isto torna a terapia superior ao HIFU, uma vez que o Parkinson é uma doença neurodegenerativa e progride ao longo do tempo.

O HIFU pode ser feito dos dois lados?

Em geral, não é recomendado rotineiramente devido ao risco de efeitos colaterais. Por ser uma lesão térmica nos núcleos profundos do cérebro é recomendados que seja realizada em apenas de um lado para que possa ser avaliada a presença de lesões irreversíveis.
Como funciona a estimulação cerebral profunda
procedimento cirurgico de implante do DBS para o tratamento da Doença de Parkinson
Implante de eletrodo de estimulação cerebral profunda

Dr. Wilson Morikawa Jr.

Publicado por: Dr. Wilson Morikawa Jr. – Neurocirurgião – CRM 163.410 RQE:101438.
Neurocirurgião de São Paulo especialista no tratamento de Parkinson,  dor crônica e espasticidade.

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Cirurgia para Doença de Parkinson: como o tratamento pode transformar a qualidade de vida do paciente

procedimento cirurgico de implante do DBS para o tratamento da Doença de Parkinson

Dr. Wilson Morikawa Jr. - Médico Especialista no Tratamento da Doença de Parkinson

Doença de Parkinson,Neuromodulação

Cirurgia para Doença de Parkinson: como o tratamento pode transformar a qualidade de vida do paciente

A Doença de Parkinson é uma condição neurológica degenerativa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Os sintomas mais conhecidos incluem tremor, rigidez muscular, lentidão dos movimentos e dificuldade para realizar atividades simples do dia a dia.

Embora os medicamentos sejam fundamentais no tratamento, muitos pacientes acabam apresentando, ao longo dos anos, flutuações motoras e perda de eficácia das medicações. Nesses casos, a cirurgia para doença de Parkinson pode representar uma alternativa capaz de melhorar significativamente a qualidade de vida.

Neste artigo, vamos explicar como funciona esse tratamento e mostrar um depoimento real de paciente que passou pela cirurgia.

Depoimento real: a experiência de um paciente após a cirurgia

No vídeo abaixo, um paciente relata como era sua vida antes do tratamento cirúrgico e como ocorreu a melhora após o procedimento.

O relato mostra um aspecto muito importante: quando bem indicada, a cirurgia pode proporcionar melhora significativa dos sintomas e da independência funcional do paciente.

O que é a cirurgia para Doença de Parkinson?

A principal cirurgia utilizada atualmente é a estimulação cerebral profunda (Deep Brain Stimulation – DBS).

Nesse procedimento, são implantados eletrodos em regiões específicas do cérebro responsáveis pelo controle dos movimentos, que passam a ser estimuladas por um dispositivo semelhante a um marcapasso.

Essa estimulação elétrica ajuda a regular os circuitos cerebrais alterados pela doença, reduzindo diversos sintomas motores.

Quais sintomas podem melhorar com a cirurgia?

A cirurgia pode ajudar principalmente em sintomas como:

  • tremor persistente

  • rigidez muscular

  • lentidão dos movimentos (bradicinesia)

  • flutuações motoras relacionadas à levodopa

  • discinesias induzidas por medicação

Em muitos pacientes, o procedimento também permite reduzir a quantidade de medicamentos utilizados, diminuindo efeitos colaterais.

Impacto na qualidade de vida

Um dos maiores benefícios da cirurgia é a melhora da autonomia e da qualidade de vida.

Pacientes frequentemente relatam:

✔ maior facilidade para caminhar
✔ melhora do tremor
✔ maior independência nas atividades diárias
✔ retorno a atividades sociais
✔ redução das oscilações motoras ao longo do dia

O depoimento apresentado no vídeo ilustra bem esse impacto positivo, mostrando como o tratamento pode devolver qualidade de vida ao paciente.

Quem pode fazer a cirurgia para Parkinson?

Nem todos os pacientes com Parkinson são candidatos ao tratamento cirúrgico.

De modo geral, a cirurgia é considerada quando:

  • os sintomas não são mais bem controlados com medicamentos

  • existem flutuações motoras importantes

  • há discinesias significativas

  • o paciente responde à levodopa, mas com efeito instável

A avaliação deve ser realizada por equipe especializada em distúrbios do movimento e neurocirurgia funcional.

Conclusão

A cirurgia para Doença de Parkinson representa um dos avanços mais importantes no tratamento dos distúrbios do movimento. Para pacientes selecionados, ela pode proporcionar controle mais estável dos sintomas e grande melhora na qualidade de vida.

O depoimento apresentado neste artigo mostra como o tratamento pode transformar a rotina de quem convive com a doença.

Se você ou um familiar convivem com Doença de Parkinson e os medicamentos já não controlam bem os sintomas, uma avaliação especializada pode ajudar a identificar se a cirurgia é uma opção.



Como funciona a estimulação cerebral profunda
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Implante de eletrodo de estimulação cerebral profunda

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Estimulação Cerebral para Parkinson: Tem Risco?

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Dr. Wilson Morikawa Jr. - Médico Especialista no Tratamento da Doença de Parkinson

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Estimulação Cerebral para Parkinson: Tem Risco?

A estimulação cerebral profunda (DBS) tem se tornado uma das opções mais promissoras no tratamento da doença de Parkinson, especialmente para pacientes que não obtêm alívio adequado com a terapia medicamentosa. Contudo, uma pergunta frequente é: “Estimulação cerebral para Parkinson tem risco?” Neste artigo, vamos analisar os riscos associados a essa cirurgia, como eles são gerenciados e os benefícios que podem superar os potenciais perigos.

O Que É a Estimulação Cerebral Profunda (DBS)?

A DBS é um procedimento cirúrgico no qual eletrodos finos são implantados em áreas específicas do cérebro, como o núcleo subtalâmico (STN) ou o globo pálido interno (GPi). Esses eletrodos são conectados a um gerador de pulsos, geralmente colocado sob a pele do tórax, que emite impulsos elétricos controlados. O objetivo é modular a atividade neural e reduzir os sintomas motores do Parkinson – como tremores, rigidez e bradicinesia – proporcionando uma melhora significativa na qualidade de vida.

Quais São os Riscos Associados à DBS?

Como qualquer procedimento cirúrgico, a DBS envolve riscos que devem ser cuidadosamente avaliados. Entre os principais riscos estão:

1. Riscos Cirúrgicos

  • Infecção: Como em qualquer cirurgia, há risco de infecção no local da incisão ou ao redor do dispositivo implantado. Protocolos rigorosos de esterilização e o uso de antibióticos profiláticos ajudam a minimizar essa ocorrência.
  • Hemorragia Cerebral: Embora rara, a perfuração de vasos sanguíneos durante a inserção dos eletrodos pode levar a sangramentos intracranianos. Este risco é monitorado através de técnicas de imagem de alta precisão e acompanhamento intraoperatório.
  • Complicações Anestésicas: A anestesia, seja local ou geral, também apresenta seus próprios riscos, principalmente em pacientes com comorbidades.

2. Riscos Relacionados ao Dispositivo

  • Malfuncionamento: O gerador de pulsos ou os eletrodos podem apresentar falhas técnicas, exigindo ajustes ou, em casos raros, reintervenção cirúrgica.
  • Deslocamento dos Eletrodos: Em alguns casos, os eletrodos podem se mover do local ideal, comprometendo a eficácia do tratamento e necessitando de reposicionamento.
  • Interferência Eletromagnética: Pacientes com DBS devem ter cautela com aparelhos que possam interferir no dispositivo, como alguns tipos de equipamentos médicos e campos magnéticos intensos.

3. Efeitos Neurológicos e Cognitivos

  • Alterações Cognitivas: Embora não seja comum, alguns pacientes podem apresentar dificuldades na memória, concentração ou outras funções cognitivas após a cirurgia.
  • Modificações no Humor: Mudanças de humor, depressão ou ansiedade podem ocorrer, em parte devido à modulação dos circuitos neurais. O acompanhamento por uma equipe multidisciplinar, que inclui neurologistas e psiquiatras, é fundamental para gerenciar esses efeitos.

Medidas para Minimizar os Riscos

A segurança da DBS tem sido aprimorada ao longo dos anos, graças a avanços tecnológicos e protocolos cirúrgicos rigorosos. Algumas das medidas adotadas incluem:

  • Avaliação Rigorosa dos Pacientes: Antes da cirurgia, uma avaliação completa (incluindo exames de imagem, testes neuropsicológicos e avaliação de comorbidades) ajuda a identificar os candidatos ideais e reduzir riscos.
  • Técnicas de Cirurgia Guiada por Imagem: O uso de ressonância magnética e outros métodos de imagem de alta resolução permite a colocação precisa dos eletrodos, diminuindo a probabilidade de complicações.
  • Monitoramento Intraoperatório: Durante a cirurgia, o monitoramento contínuo da função neurológica (às vezes com o paciente acordado) permite ajustes imediatos, garantindo que os eletrodos estejam no local correto.
  • Acompanhamento Pós-Operatório: Consultas regulares para ajustes do dispositivo e acompanhamento neurológico são essenciais para identificar e tratar precocemente quaisquer complicações.

Segurança e Resultados a Longo Prazo

Diversos estudos científicos demonstram que, apesar dos riscos inerentes, a DBS é considerada uma técnica segura e eficaz para o tratamento do Parkinson. Dados de estudos de longo prazo indicam:

  • Melhora Sustentada dos Sintomas Motores: A maioria dos pacientes experimenta uma redução significativa dos sintomas motores, o que melhora a qualidade de vida e a capacidade de realizar atividades diárias.
  • Redução na Dependência de Medicamentos: Com a DBS, muitos pacientes conseguem reduzir a dosagem de medicamentos como a levodopa, o que também diminui os efeitos colaterais associados.
  • Estabilidade dos Benefícios: Embora o Parkinson seja uma doença progressiva, os benefícios da DBS tendem a ser mantidos ao longo dos anos, especialmente com o acompanhamento e ajustes adequados do dispositivo.

Estudos sistemáticos e metanálises reforçam que os riscos da DBS são baixos quando realizados por equipes experientes e em centros especializados. Pacientes que se submetem a esse procedimento relatam uma melhora expressiva não apenas nos sintomas motores, mas também na qualidade de vida e na autonomia.

Depoimentos e Experiências de Pacientes

Muitos pacientes que passaram pela cirurgia de DBS compartilham depoimentos positivos, destacando:

  • A significativa redução dos tremores e da rigidez muscular.
  • A capacidade de retomar atividades cotidianas que antes eram impossíveis.
  • A satisfação geral com a redução dos efeitos colaterais dos medicamentos.

Essas experiências reforçam que, embora existam riscos, os benefícios da DBS podem ser transformadores para pacientes com Parkinson avançado.

Conclusão

A estimulação cerebral profunda é uma opção cirúrgica consolidada para pacientes com Parkinson que não obtêm o controle adequado dos sintomas com o tratamento medicamentoso. Apesar dos riscos envolvidos – como infecção, hemorragia, malfuncionamento do dispositivo e possíveis alterações cognitivas – os avanços tecnológicos e os protocolos rigorosos de avaliação e monitoramento têm minimizado esses problemas.

Para muitos pacientes, os benefícios superam os riscos, proporcionando uma melhora significativa na mobilidade, redução da dependência de medicamentos e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida. Se você ou um ente querido está considerando a DBS, é fundamental discutir todos os aspectos com uma equipe especializada em neurocirurgia e neurologia, que poderá oferecer uma avaliação personalizada e orientações adequadas.

Em resumo, a estimulação cerebral para Parkinson apresenta riscos, mas estes são geralmente bem controlados em centros especializados, fazendo com que a cirurgia seja uma opção viável e eficaz para muitos pacientes. Consulte um especialista para saber se essa intervenção é a melhor alternativa para o seu caso e para entender todos os detalhes do procedimento.

Como funciona a estimulação cerebral profunda
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Cirurgia para Parkinson Funciona? Estudos e Resultados Recentes

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Dr. Wilson Morikawa Jr. - Médico Especialista no Tratamento da Doença de Parkinson

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Cirurgia para Parkinson Funciona? Estudos e Resultados Recentes

A cirurgia para Parkinson, especialmente a Estimulação Cerebral Profunda (DBS), tem ganhado cada vez mais destaque como uma alternativa eficaz para pacientes que não respondem de forma satisfatória ao tratamento medicamentoso. Mas afinal, essa cirurgia funciona? Quais são os resultados e estudos recentes que comprovam sua eficácia? Neste artigo, vamos abordar esses pontos, trazendo uma visão completa dos avanços na neurocirurgia para Parkinson e os benefícios reais para os pacientes.

O Que É a Estimulação Cerebral Profunda (DBS)?

A Estimulação Cerebral Profunda (DBS) é um procedimento cirúrgico no qual eletrodos finos são implantados em áreas específicas do cérebro, geralmente no núcleo subtalâmico (STN) ou no globo pálido interno (GPi). Esses eletrodos são conectados a um gerador de pulsos implantado no tórax, que emite impulsos elétricos controlados para modular a atividade neural. O principal objetivo do DBS é reduzir os sintomas motores do Parkinson – como tremores, rigidez e bradicinesia – melhorando significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Estudos e Evidências Científicas

Resultados de Pesquisas Clínicas

Diversos estudos clínicos têm demonstrado a eficácia da cirurgia de DBS para o tratamento do Parkinson. Alguns pontos relevantes incluem:

  • Redução dos Sintomas Motores: Estudos indicam que, em média, os pacientes submetidos à DBS experimentam uma redução de 40% a 60% nos sintomas motores, o que se traduz em menor rigidez, tremores e melhor controle dos movimentos.
  • Qualidade de Vida Melhorada: Pesquisas mostram que, após a cirurgia, os pacientes relatam uma melhora significativa na capacidade de realizar atividades diárias, com um aumento considerável da independência.
  • Diminuição da Dependência de Medicamentos: Um dos benefícios mais notáveis da DBS é a possibilidade de reduzir a dosagem de medicamentos, como a levodopa, diminuindo os efeitos colaterais e os episódios de discinesia (movimentos involuntários).

Estudos de Longo Prazo

Estudos de seguimento a longo prazo demonstram que os benefícios da DBS se mantêm por muitos anos após a cirurgia. Embora o Parkinson seja uma doença progressiva, os resultados mostram que a modulação contínua da atividade neural pode retardar a progressão dos sintomas motores e proporcionar estabilidade na qualidade de vida.

Revisões Sistemáticas e Metanálises

Revisões sistemáticas de múltiplos estudos clínicos reforçam que a DBS é uma opção terapêutica consolidada para pacientes com Parkinson em estágio avançado, sobretudo para aqueles que apresentam flutuações motoras significativas e efeitos colaterais adversos relacionados ao tratamento medicamentoso.

Vantagens da Cirurgia para Parkinson

A cirurgia de DBS oferece diversos benefícios que vão além do simples alívio dos sintomas motores:

1. Controle Personalizado

Uma das grandes vantagens da DBS é a possibilidade de ajustar a intensidade e a frequência dos impulsos elétricos de acordo com as necessidades específicas de cada paciente. Isso permite um controle fino dos sintomas, adaptando o tratamento à evolução da doença.

2. Melhora na Função Motora

Pacientes submetidos à cirurgia frequentemente relatam uma melhora significativa na coordenação e mobilidade. Essa melhora na função motora permite que o paciente retome atividades diárias com mais segurança e autonomia.

3. Redução de Efeitos Colaterais

Ao diminuir a necessidade de medicamentos em altas doses, a DBS ajuda a reduzir os efeitos colaterais associados ao tratamento farmacológico, como a discinesia e outras complicações neurológicas.

4. Impacto Positivo na Saúde Mental

A melhora dos sintomas motores e a redução da dependência medicamentosa têm um impacto positivo na saúde mental dos pacientes. Muitos relatam uma melhora na autoestima e uma redução da depressão e ansiedade associadas ao Parkinson.

Possíveis Riscos e Considerações

Como qualquer procedimento cirúrgico, a DBS também apresenta riscos que devem ser considerados:

Riscos Cirúrgicos

  • Infecção e Hemorragia: Embora raros, riscos de infecção e hemorragia cerebral podem ocorrer durante o procedimento.
  • Problemas com o Dispositivo: Pode haver complicações relacionadas ao posicionamento dos eletrodos ou ao funcionamento do gerador de pulsos, que podem necessitar de ajustes ou reintervenção.

Seleção dos Pacientes

Não são todos os pacientes com Parkinson que são candidatos ideais para a DBS. Geralmente, a cirurgia é recomendada para aqueles que:

  • Têm resposta insatisfatória ao tratamento medicamentoso.
  • Apresentam flutuações motoras severas e complicações decorrentes da terapia com levodopa.
  • Possuem uma avaliação neuropsicológica favorável e estão em estágio estável da doença.

A avaliação criteriosa por uma equipe multidisciplinar – composta por neurologistas, neurocirurgiões, psicólogos e fisioterapeutas – é essencial para identificar os candidatos ideais.

Conclusão: A DBS Vale a Pena?

Com base nos estudos recentes e nos dados clínicos disponíveis, a cirurgia para Parkinson com DBS tem se mostrado uma opção eficaz e transformadora para muitos pacientes. Os benefícios, que incluem a melhoria dos sintomas motores, a redução da dependência de medicamentos e a melhoria da qualidade de vida, superam, para a maioria dos casos, os riscos associados ao procedimento.

Se você ou um ente querido convive com sintomas avançados de Parkinson e os tratamentos convencionais não estão proporcionando o alívio necessário, a DBS pode ser uma alternativa viável. É fundamental buscar uma avaliação com especialistas em neurocirurgia e neurologia para determinar se essa intervenção é adequada para o seu caso específico.

A cirurgia para Parkinson funciona, sim, e os resultados recentes indicam que ela pode proporcionar uma melhora significativa na funcionalidade e na qualidade de vida dos pacientes, transformando a forma como a doença é gerenciada a longo prazo.

Como funciona a estimulação cerebral profunda
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O que é a Bradicinesia?

Bradicinesia consiste na diminuição da velocidade dos movimentos voluntários, de forma que o corpo responde ao comando do cérebro. Dr Wilson Morikawa

Dr. Wilson Morikawa Jr. - Médico Especialista em Doença de Parkinson

Doença de Parkinson

O que é a Bradicinesia?

A bradicinesia consiste na diminuição da velocidade dos movimentos voluntários, de forma que o corpo responde ao comando do cérebro mais lentamente. Pessoas afetadas pela bradicinesia costumam ter dificuldades para iniciar ou concluir movimentos, bem como realizá-los com menos destreza. Este é um dos primeiros sintomas da doença de Parkinson. Também há tremor de repouso, rigidez e alterações na postura e equilíbrio do paciente. 

Alterações de Movimento na Bradicinesia

O sintoma em questão pode acometer diversas áreas do corpo, como os membros superiores e inferiores, a face e até a fala. Na bradicinesia, a impressão é de que o movimento é rígido e pausado, fluindo menos. Além disso, ocorre também a diminuição da amplitude do mesmo, o que termina por afetar diretamente as atividades básicas do cotidiano do paciente. 

A bradicinesia pode ser causada por alguns tipos de doenças neurodegenerativas. Conforme citado anteriormente, a doença de Parkinson é a principal delas, mas não é a única. Podem ter a bradicinesia como sintoma em pacientes com acidente vascular cerebral (AVC), após um trauma craniano e até em distúrbios metabólicos.

Bradicinesia no Mal de Parkinson

A bradicinesia no Parkinson é um dos principais sintomas desta doença. Este sintoma é perceptível nas tarefas diárias, como abotoar uma camisa. Também é notado durante a marcha, com passos curtos e dificuldade de mudança de direção. Há também:

  • Alterações na fala: torna-se mais dificultosa, monótona e com menor potencial de entonação.
  • Perda de expressão facial: o rosto pode mostrar-se praticamente congelado, com menos movimentos e variação de expressões.
  • Micrografia: Letra torna-se menor durante a escrita. Movimento das mãos com menor amplitude. Paciente não consegue mais realizar assinaturas.
  • Alteração da marcha: marcha com passos curtos e dificuldade de mudança de direção são características comuns.

Qual a diferença entre Bradicinesia e Acinesia?

Apesar de estarem relacionados, existe uma diferença importante entre os sintomas de bradicinesia e acinesia, que reside justamente no grau de redução do movimento. Enquanto no primeiro, o movimento acontece de maneira lenta e custosa, no segundo, ele não chega a acontecer. 

Assim, a acinesia é definida por uma ausência ou diminuição drástica de movimentos voluntários. Um paciente que experimenta este sintoma pode sentir uma falta de iniciativa motora ou uma sensação de estar “congelado”, o que chamamos tecnicamente de freezing. No entanto, a bradicinesia e a acinesia são igualmente recorrentes na Doença de Parkinson. 

Como diminuir a Bradicinesia?

O controle da bradicinesia é feito atuando a causa subjacente. O tratamento para pacientes com Mal de Parkinson, por exemplo, inclui o uso de medicamentos para aumentar os níveis de dopamina no cérebro. Em casos nos quais os sintomas da doença de Parkinson progride para estágios moderados ou graves, passa-se a se considerar a Estimulação Cerebral Profunda (DBS)

Para que o paciente com mal de parkinson possa viver com qualidade de vida, é recomendado ainda um programa de fisioterapia e com exercícios específicos, que inclua alongamentos, fortalecimento muscular, treinamento de equilíbrio e exercícios funcionais. Somado a isso, é importante manter-se mentalmente ativo e engajado, o que auxilia na coordenação motora e na agilidade mental.

Caso tenha outras dúvidas agende uma consulta ou entre em contato nos nossos canais de atendimento e deixe o seu comentário.

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Publicado por: Dr. Wilson Morikawa Jr. – Neurocirurgião – CRM 163.410 RQE:101438.
Neurocirurgião de São Paulo especialista no tratamento da Doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento.

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11 Principais Sintomas da Doença de Parkinson

Sintomas da doença de Parkinson acomete, sobretudo, pessoas acima dos 60 anos de idade, embora alguns jovens também sejam afetados. Dr Wilson Morikawa

Neurocirurgião especialista na cirurgia da doença de Parkinson - Dr. Wilson Morikawa Jr.

Doença de Parkinson

11 principais sintomas da Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson acomete, sobretudo, pessoas acima dos 60 anos de idade, embora alguns jovens também sejam afetados com sintomas de Parkinson precoce.
A condição neurodegenerativa traz alterações motoras e não-motoras, que passam a dificultar progressivamente o cotidiano dos pacientes.
Apesar do Parkinson ser comumente associado aos tremores nas mãos, seu sintoma mais característico é a bradicinesia. Conheça os principais sintomas da Doença de Parkinson.

Como descobrir se uma pessoa tem Parkinson?

Os primeiros sintomas do Parkinson costumam ser sutis, de maneira que alguém que não convive diariamente com o paciente mal consegue notar diferenças em seu comportamento. Porém, se um indivíduo passa a sofrer com os 11 seguintes sintomas, recomenda-se que um neurologista seja consultado:

Existe algum exame para detectar o Parkinson?

O diagnóstico de Parkinson é feito a partir do histórico do paciente e da análise do neurologista. Um dos exames que pode auxiliar no diagnóstico do Parkinson é a ressonância magnética (RM), que permite a observação do cérebro em alta resolução, bem como a identificação de possíveis lesões causadas pela neurodegeneração.
Outros exames de imagem também podem ser solicitados. Dentre eles está o TRODAT utilizado para avaliar o sistema dopaminérgico e pode ser útil auxiliando o diagnóstico do mal de Parkinson.

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Dr. Wilson Morikawa Jr.

Publicado por: Dr. Wilson Morikawa Jr. – Neurocirurgião – CRM 163.410 RQE:101438.
Neurocirurgião de São Paulo especialista no tratamento da Doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento.

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Bradicinesia, distúrbio do movimento, Doença de Parkinson, Sintomas Parkinson, Tremores

Eletrodo para Mal de Parkinson: Quais as Vantagens?

Eletrodo para Mal de Parkinson, uma cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda realizada para tratar doenças como Parkinson. Dr Wilson Morikawa

Médico especialista em cirurgia para mal de Parkinson - Dr. Wilson Morikawa Jr.

Doença de Parkinson

Eletrodo para Mal de Parkinson: quais as vantagens da técnica cirúrgica?

Do inglês Deep Brain Stimulation (DBS), a cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda é realizada para tratar doenças como Parkinson, tremor essencial, distonia e outras. O procedimento consiste na implantação de profundos eletrodos em pontos estratégicos do cérebro, definidos a partir da atividade neural observada em exames de imagem pré-operatórios.

No caso do Mal de Parkinson, os estimuladores elétricos, que são controlados por uma espécie de chip ou marca-passo, visam suprir a falta da dopamina na comunicação dos neurotransmissores com os movimentos do corpo. Assim, a Estimulação Cerebral Profunda termina por aliviar sintomas da doença de Parkinson, sobretudo os que estão relacionados ao movimento do corpo.

Legenda: Os eletrodos implantados no cérebro são controlados por um neuroestimulador, que atua como marca-passo.

Vantagens da Estimulação Cerebral Profunda (DBS)

A principal vantagem da estimulação elétrica como tratamento para a doença de Parkinson corresponde ao fato desta cirurgia não lesionar o tecido cerebral. Sendo assim, a intervenção é muito menos invasiva que outras técnicas ablativas.
A Estimulação Cerebral Profunda ainda diminui consideravelmente a ocorrência de sintomas comuns da doença, como tremores (sejam eles nas mãos, nos olhos ou no corpo), bradicinesia, rigidez muscular, falta de equilíbrio e lentidão nos movimentos. A melhora de fatores motores como estes permite que o paciente seja mais independente e, consequentemente, mais ativo, o que contribui também para um estilo de vida mais saudável.
O DBS tem outro grande ponto positivo: a potencialização do efeito da medicação para Parkinson. Assim, as doses do tratamento muitas vezes são reduzidas significativamente.

O Deep Brain Stimulation (DBS) será capaz de curar o paciente com Parkinson?

Os eletrodos apresentam resultados significativos no controle e redução dos sintomas da Doença de Parkinson, proporcionando mais conforto àqueles que são acometidos por ela. Entretanto, vale salientar que o Mal de Parkinson ainda não tem cura e nem mesmo os tratamentos cirúrgicos podem prometer este resultado.

Portanto, é importante que, durante a consulta, se discuta com o neurocirurgião os riscos e benefícios do tratamento cirúrgico. Neste momento, a presença dos familiares ou cuidadores imediatos pode fazer muita diferença. Saiba como se preparar para uma cirurgia de Parkinson clique aqui. 

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Quanto tempo vive um paciente com Parkinson?

Tremor Essencial é o distúrbio de movimento mais comum em adultos e ocorre principalmente no sexo masculino. Dr Wilson Morikawa

Quanto tempo vive um paciente com Parkinson?

Doença de Parkinson

Qual a sobrevida de um paciente com Doença de Parkinson?

O mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa que afeta o sistema nervoso central. Sua incidência é maior em homens, mas nas mulheres a progressão é mais agressiva. Os principais sintomas da Doença de Parkinson giram em torno de condições motoras, como tremores no corpo e nas mãos, rigidez muscular, dificuldade de fala, problemas de equilíbrio, entre outros. A doença, no entanto, não é fatal, de forma que após o diagnóstico, a expectativa de vida do paciente pode ser superior a 20 anos.

Estágios da doença de Parkinson

A evolução do Parkinson costuma ser bastante lenta, embora isso varie em cada caso. Os fatores de maior influência são: idade de início dos sintomas, tipo de tratamento seguido e presença de outras condições clínicas.
Os sintomas tendem a piorar com o passar do tempo, o que termina por debilitar gradativamente o paciente. E para determinar o estágio exato em que a doença se encontra, os neurologistas utilizam sobretudo dois métodos de avaliação.
O primeiro deles é a Escala Unificada de Classificação da Doença de Parkinson (UPDRS). Dividida em quatro partes, ela analisa por meio de um questionário a função intelectual, os níveis de humor e comportamento, as atividades de vida diária, a função e também as complicações do sistema motor. Respondidas as perguntas, o paciente pode atingir uma pontuação que varia de zero a 199, na qual zero significa nenhuma deficiência e 199 total comprometimento pelo Parkinson.

A Escala de Hoehn e Yahr, contudo, é a principal forma de identificar o grau de progressão do Parkinson. Nela, existem cinco grandes estágios da doença:

Estágio 1:

Assim que começa a se manifestar, o Parkinson afeta apenas um dos lados do corpo. É possível que haja tremores, alteração de postura, rigidez muscular e dificuldade para realizar movimentos precisos em áreas como mãos, pés, dedos e até no rosto. Os sintomas são bastante leves, e quase imperceptíveis para quem não conhece o paciente a fundo;

Estágio 2:

A manifestação da doença passa a se intensificar e atingir ambos os lados do corpo. A fala começa a ser projetada com menos clareza e as tarefas básicas diárias são executadas com muito mais dificuldade. Os problemas de locomoção e equilíbrio também são latentes;

Estágio 3:

A partir daqui, o Parkinson assume proporções mais graves. O paciente não consegue mais realizar as atividades de seu dia-dia sem ajuda, mas ainda pode morar sozinho, por exemplo. No entanto, quando atinge este estágio, o parkinsoniano fica mais propenso a sofrer quedas, que podem comprometer ainda mais sua saúde;

Estágio 4:

Os sintomas comprometem severamente a autonomia do paciente, que passa a não mais conseguir realizar funções básicas sozinho. Os tremores recorrentes nos primeiros estágios da doença, porém, podem desaparecer nesta fase. Além disso, por conta da drástica mudança de qualidade de vida, os problemas emocionais também se tornam mais comuns;

Estágio 5:

Quando atinge este estágio, o paciente torna-se totalmente dependente de um cuidador e/ou enfermeiro. Normalmente, pela impossibilidade de manter-se em pé, ele fica acamado ou em cadeira de rodas e pode apresentar alucinações ou delírios;

Quanto tempo alguém com Parkinson vive?

Ninguém morre de Parkinson, e sim por conta das complicações trazidas pela doença. A depender da idade em que recebe o diagnóstico, o paciente mantém sua expectativa de vida praticamente inalterada, podendo conviver de 10 a 20 anos com a condição e mantendo uma boa qualidade de vida. O Mal de Parkinson pode levar meses ou até anos para progredir de um estágio para outro e, enquanto algumas pessoas permanecem anos em estágio inicial, outras evoluem rapidamente para o último estágio.
No estágio avançado, contudo, as quedas às quais os pacientes estão expostos podem provocar lesões capazes de diminuir consideravelmente sua longevidade. Já na fase terminal do Parkinson, também podem surgir doenças secundárias fatais, como pneumonia, infecções respiratórias e outras. Estão entre algumas complicações comuns, a dificuldade de deglutição e para tossir, agravando consequentemente o risco de aspiração de alimentos ou líquidos para os pulmões.

Como saber que o Parkinson está evoluindo?

Com o passar dos anos, o protocolo de tratamento do Parkinson vai sendo reavaliado pelo neurologista. Uma vez que a medicação para de fazer efeito e sintomas como a discinesia, o déficit de sono e a ansiedade se intensificam, o paciente pode tornar-se candidato à Estimulação Cerebral Profunda, também conhecida como implantação de eletrodos ou de chip para o Parkinson.
Por isso, quanto mais cedo o Parkinson for diagnosticado, mais relevantes são as chances de reduzir as complicações que podem encurtar a expectativa de vida do paciente. Fique atento aos sintomas. Se você ou alguém que você conhece apresentar algum deles, procure um médico!

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Neurocirurgia para Parkinson: quando é indicado realizá-la?

Neurocirurgia para Parkinson pode auxiliar de forma significativa na qualidade de vida dos pacientes com mal de Parkinson. Dr Wilson Morikawa

Neurocirurgião especialista na cirurgia para Doença de Parkinson - Dr. Wilson Morikawa Jr.

Doença de Parkinson

Quando é indicado realizar a neurocirurgia para Parkinson?

O Mal de Parkinson tem diversos efeitos motores e não motores, afetando a qualidade de vida dos seus portadores. Em geral, o tratamento inicial é medicamentoso e visa controlar os sintomas.

Porém, alguns anos após o diagnóstico, é comum que os pacientes parem de responder à medicação ou apresentem efeitos colaterais relacionados às altas doses necessárias. Nestes casos, a Neurocirurgia para o Parkinson é uma alternativa para oferecer conforto e autonomia ao portador da doença. Hoje, a técnica mais moderna e mais recomendada pelos neurocirurgiões é a Estimulação Cerebral Profunda ou “Deep Brains Stimulation“ (DBS)

Quando procurar um neurocirurgião?

O paciente e seus familiares devem buscar um neurocirurgião quando as demais terapias param de apresentar respostas satisfatórias.
No final dos anos 60, o surgimento da levodopa revolucionou o tratamento para Mal de Parkinson. O medicamento, que é convertido em dopamina pelas células nervosas, ajuda a reduzir os sintomas da doença. No entanto, com o avanço da neurodegeneração, a dose de levodopa necessária para controlar os sintomas da doença tende a aumentar.

Posteriormente, o remédio passa a perder sua eficácia com aumento da resistência a medicação e aumento da presença de efeitos colaterais motores( discinesias induzidas pela medicação)

E é justamente quando se esgotam os demais recursos terapêuticos – inclusive os relacionados ao acompanhamento com profissionais como fisioterapeutas, fonoaudiólogos e neuropsicólogos – que o paciente e sua família precisam procurar um neurocirurgião especializado na técnica.

Qualquer paciente pode realizar a cirurgia?

O tratamento cirúrgico para Parkinson é indicado aos pacientes que apresentam com bom estado clínico e com capacidade cognitiva preservada. Os pacientes com idade avançada devem ser avaliados cuidadosamente por um neurocirurgião especialista neste tipo de cirurgia.

Estimulação Cerebral Profunda (Deep Brain Stimulation – DBS)

A Estimulação Cerebral Profunda, do inglês Deep Brain Stimulation (DBS), consiste na implantação de eletrodos no cérebro a fim de compensar a falta de dopamina no organismo causada pelo Mal de Parkinson. Quando os estimuladores elétricos são ativados nos núcleos subtalâmicos ou no globo pálido interno, eles auxiliam na ação da dopamina e os sintomas mais comuns do Parkinson, como movimentos involuntários, tremores, bradicinesia e rigidez muscular, são aliviados.
A principal vantagem do Deep Brain Stimulation (DBS) como tratamento para a doença de Parkinson corresponde ao fato desta cirurgia não lesionar o tecido cerebral. Sendo assim, a intervenção é muito menos invasiva que outras técnicas cirúrgicas como as palidotomias ou subtalamotomias.

O que é preciso para realizar o DBS?

Pode parecer estranho, mas o pré-requisito básico do tratamento cirúrgico para Parkinson é a confirmação do diagnóstico. Muitas vezes a doença pode ser confundida com o Parkinsonismos atípicos, termo que engloba distúrbios com sintomas semelhantes ao do Mal de Parkinson.

Assim, só é possível ter certeza se um paciente foi acometido pelo Parkinson cerca de 5 anos após o início dos sintomas. Além disso, para dar seguimento à Estimulação Cerebral Profunda, o neurocirurgião costuma solicitar:

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Distonia: Sintomas, Causa e Tratamento

Distonia é uma síndrome em que há contração muscular sustentada com movimentos anormais repetitivos ou posturas patológicas. Dr Wilson Morikawa

Distonia: Sintomas, Causa e Tratamento

Doença de Parkinson

O que é distonia?

A distonia é uma síndrome em que há contração muscular sustentada com movimentos anormais repetitivos ou posturas patológicas. Esta doença difere de outros distúrbios do movimento pois apresenta contração simultânea da musculatura agonista e antagonista necessitando esforço desproporcional entre a musculatura opositora.

Outra característica dos movimentos distônicos é a presença frequente de “sensory tricks” (táticas sensitivas para controlar os movimentos anormais). Geralmente com o toque de alguma região do corpo é possível reduzir as contrações musculares.

Os tipos de distonia podem ser diferenciados de acordo com diversas classificações. Podemos diferenciá-las pela idade de início dos sintomas (< 26 anos: início precoce; > 26 anos início tardio); pela distribuição do movimentos involuntários ( focal; segmentar; multifocal; generalizada); e pela etiologia ( se a causa é genética-primária; secundário a medicamentos ou outras causa)

Por que ocorre a distonia?

A fisiopatologia da distonia é complexa e ainda não é totalmente esclarecida. Estudos demonstram que ocorre a perda do controle cortical e dos gânglios da base responsáveis pela elaboração e controle dos movimentos do corpo. Com isso, algumas áreas cerebrais se tornam hiperexcitadas e outras apresentam sua atividade deprimida e esse desbalanço é a principal causa dos movimentos distônicos.

Quem tem indicação de realizar cirurgia para distonia?

A cirurgia para implante de eletrodo de estimulação cerebral profundo (DBS) é indicada para algumas síndromes distônicas que realizaram o tratamento medicamentoso associado a toxina botulínica, e que mantêm desconforto motor e social importante devido aos movimentos involuntários. A estimulação cerebral com o DBS apresenta bons resultados em alguns subtipos das distonias e devem ser avaliados por um médico especializado para a sua correta indicação.

O procedimento cirúrgico de implante de DBS é bem semelhante ao realizado nos pacientes com Doença de Parkinson, porém a resposta da neuroestimulação é mais demorada. Geralmente, após a programação os resultados ocorrem gradualmente em alguns dias e isso deve ser informado ao paciente para que a expectativa esteja alinhada e não ocorra frustração em relação ao procedimento cirúrgico.

Saiba mais sobre a cirurgia de implante de DBS na doença de Parkinson. Clique aqui

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