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Dr. Wilson Morikawa Jr.
14 de fevereiro de 2023
A neuralgia pós-herpética é a condição em que há a ocorrência de dor crônica, persistente e debilitante no trajeto do nervo que foi acometido pela infecção viral. Usualmente a dor tem como característica ser lancinante, associado a grande sofrimento do paciente, com alteração da sensibilidade da pele, podendo ter coceira ou ser semelhante a uma “facada” alem de ser comum o paciente apresentar lesões de pele cicatrizadas no mesmo local da dor devido o quadro infeccioso da herpes.
Normalmente, os pacientes que apresentam o quadro de infecção viral pelo Herpes Zooster com resolução em até 3 meses possuem um risco baixo de desenvolver a dor da neuralgia pós-herpética. A não resolução do quadro infeccioso após 3 meses é um dos principais fatores de risco para desenvolver esta síndrome álgica crônica. Outro fator de risco importante para o desenvolvimento deste tipo de dor é a idade maior do que 60 anos, uma vez que estudos demonstram que a dor por neuralgia pós-herpética ocorre em 20% dos casos de hérpes zooster e destes 80% ocorrem em pacientes com mais de 60 anos.
O tratamento de escolha inicial é com o uso da terapia medicamentosa. Os medicamentos recomendados por diversas entidades médicas, como a European Federation of Neurological Societe, são medicamentos antidepressivos e anticonvulsivantes, associado a opioides como tramadol e patchs de capsaicina e lidocaína.
Nos casos em que o quadro álgico é refratário a terapia medicamentosa os procedimentos invasivos são a terapia de escolha. Dentre as possibilidades terapêuticas estão a infiltração dos nervos doentes, a rizotomia pulsada e as técnicas de neuromodulação com pequenos eletrodos implantados na coluna ou nos nervos. Cada uma das técnicas tem benefícios e podem ser utilizadas conjuntamente para atingir o melhor resultado no controle da dor.
Se você tem dor crônica pela neuralgia pós-herpética consulte um médico especialista em dor ou entre em contato para mais informações
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Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo com residência médica em Neurocirurgia na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e especialização em Neurocirurgia Funcional, voltado no tratamento de Distúrbios do Movimento (como na Doença de Parkinson, Distonia e Tremor Essêncial), tratamento da Dor Crônica e Espasticidade.
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