Dr. Wilson Morikawa Jr.

11 principais sintomas da Doença de Parkinson

Neurocirurgião especialista na cirurgia da doença de Parkinson - Dr. Wilson Morikawa Jr.

Doença de Parkinson

11 principais sintomas da Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson acomete, sobretudo, pessoas acima dos 60 anos de idade, embora alguns jovens também sejam afetados com sintomas de Parkinson precoce.
A condição neurodegenerativa traz alterações motoras e não-motoras, que passam a dificultar progressivamente o cotidiano dos pacientes.
Apesar do Parkinson ser comumente associado aos tremores nas mãos, seu sintoma mais característico é a bradicinesia. Conheça os principais sintomas da Doença de Parkinson.

Como descobrir se uma pessoa tem Parkinson?

Os primeiros sintomas do Parkinson costumam ser sutis, de maneira que alguém que não convive diariamente com o paciente mal consegue notar diferenças em seu comportamento. Porém, se um indivíduo passa a sofrer com os 11 seguintes sintomas, recomenda-se que um neurologista seja consultado:

Existe algum exame para detectar o Parkinson?

O diagnóstico de Parkinson é feito a partir do histórico do paciente e da análise do neurologista. Um dos exames que pode auxiliar no diagnóstico do Parkinson é a ressonância magnética (RM), que permite a observação do cérebro em alta resolução, bem como a identificação de possíveis lesões causadas pela neurodegeneração.
Outros exames de imagem também podem ser solicitados. Dentre eles está o TRODAT utilizado para avaliar o sistema dopaminérgico e pode ser útil auxiliando o diagnóstico do mal de Parkinson.

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Dr. Wilson Morikawa Jr.

Publicado por: Dr. Wilson Morikawa Jr. – Neurocirurgião – CRM 163.410 RQE:101438.
Neurocirurgião de São Paulo especialista no tratamento da Doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento.

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Bradicinesia, distúrbio do movimento, Doença de Parkinson, Sintomas Parkinson, Tremores

Quanto tempo vive um paciente com Parkinson?

Quanto tempo vive um paciente com Parkinson?

Doença de Parkinson

Qual a sobrevida de um paciente com Doença de Parkinson?

O mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa que afeta o sistema nervoso central. Sua incidência é maior em homens, mas nas mulheres a progressão é mais agressiva. Os principais sintomas da Doença de Parkinson giram em torno de condições motoras, como tremores no corpo e nas mãos, rigidez muscular, dificuldade de fala, problemas de equilíbrio, entre outros. A doença, no entanto, não é fatal, de forma que após o diagnóstico, a expectativa de vida do paciente pode ser superior a 20 anos.

Estágios da doença de Parkinson

A evolução do Parkinson costuma ser bastante lenta, embora isso varie em cada caso. Os fatores de maior influência são: idade de início dos sintomas, tipo de tratamento seguido e presença de outras condições clínicas.
Os sintomas tendem a piorar com o passar do tempo, o que termina por debilitar gradativamente o paciente. E para determinar o estágio exato em que a doença se encontra, os neurologistas utilizam sobretudo dois métodos de avaliação.
O primeiro deles é a Escala Unificada de Classificação da Doença de Parkinson (UPDRS). Dividida em quatro partes, ela analisa por meio de um questionário a função intelectual, os níveis de humor e comportamento, as atividades de vida diária, a função e também as complicações do sistema motor. Respondidas as perguntas, o paciente pode atingir uma pontuação que varia de zero a 199, na qual zero significa nenhuma deficiência e 199 total comprometimento pelo Parkinson.

A Escala de Hoehn e Yahr, contudo, é a principal forma de identificar o grau de progressão do Parkinson. Nela, existem cinco grandes estágios da doença:

Estágio 1:

Assim que começa a se manifestar, o Parkinson afeta apenas um dos lados do corpo. É possível que haja tremores, alteração de postura, rigidez muscular e dificuldade para realizar movimentos precisos em áreas como mãos, pés, dedos e até no rosto. Os sintomas são bastante leves, e quase imperceptíveis para quem não conhece o paciente a fundo;

Estágio 2:

A manifestação da doença passa a se intensificar e atingir ambos os lados do corpo. A fala começa a ser projetada com menos clareza e as tarefas básicas diárias são executadas com muito mais dificuldade. Os problemas de locomoção e equilíbrio também são latentes;

Estágio 3:

A partir daqui, o Parkinson assume proporções mais graves. O paciente não consegue mais realizar as atividades de seu dia-dia sem ajuda, mas ainda pode morar sozinho, por exemplo. No entanto, quando atinge este estágio, o parkinsoniano fica mais propenso a sofrer quedas, que podem comprometer ainda mais sua saúde;

Estágio 4:

Os sintomas comprometem severamente a autonomia do paciente, que passa a não mais conseguir realizar funções básicas sozinho. Os tremores recorrentes nos primeiros estágios da doença, porém, podem desaparecer nesta fase. Além disso, por conta da drástica mudança de qualidade de vida, os problemas emocionais também se tornam mais comuns;

Estágio 5:

Quando atinge este estágio, o paciente torna-se totalmente dependente de um cuidador e/ou enfermeiro. Normalmente, pela impossibilidade de manter-se em pé, ele fica acamado ou em cadeira de rodas e pode apresentar alucinações ou delírios;

Quanto tempo alguém com Parkinson vive?

Ninguém morre de Parkinson, e sim por conta das complicações trazidas pela doença. A depender da idade em que recebe o diagnóstico, o paciente mantém sua expectativa de vida praticamente inalterada, podendo conviver de 10 a 20 anos com a condição e mantendo uma boa qualidade de vida. O Mal de Parkinson pode levar meses ou até anos para progredir de um estágio para outro e, enquanto algumas pessoas permanecem anos em estágio inicial, outras evoluem rapidamente para o último estágio.
No estágio avançado, contudo, as quedas às quais os pacientes estão expostos podem provocar lesões capazes de diminuir consideravelmente sua longevidade. Já na fase terminal do Parkinson, também podem surgir doenças secundárias fatais, como pneumonia, infecções respiratórias e outras. Estão entre algumas complicações comuns, a dificuldade de deglutição e para tossir, agravando consequentemente o risco de aspiração de alimentos ou líquidos para os pulmões.

Como saber que o Parkinson está evoluindo?

Com o passar dos anos, o protocolo de tratamento do Parkinson vai sendo reavaliado pelo neurologista. Uma vez que a medicação para de fazer efeito e sintomas como a discinesia, o déficit de sono e a ansiedade se intensificam, o paciente pode tornar-se candidato à Estimulação Cerebral Profunda, também conhecida como implantação de eletrodos ou de chip para o Parkinson.
Por isso, quanto mais cedo o Parkinson for diagnosticado, mais relevantes são as chances de reduzir as complicações que podem encurtar a expectativa de vida do paciente. Fique atento aos sintomas. Se você ou alguém que você conhece apresentar algum deles, procure um médico!

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Neurocirurgia para Parkinson: quando é indicado realizá-la?

Neurocirurgião especialista na cirurgia para Doença de Parkinson - Dr. Wilson Morikawa Jr.

Doença de Parkinson

Quando é indicado realizar a neurocirurgia para Parkinson?

O Mal de Parkinson tem diversos efeitos motores e não motores, afetando a qualidade de vida dos seus portadores. Em geral, o tratamento inicial é medicamentoso e visa controlar os sintomas.

Porém, alguns anos após o diagnóstico, é comum que os pacientes parem de responder à medicação ou apresentem efeitos colaterais relacionados às altas doses necessárias. Nestes casos, a Neurocirurgia para o Parkinson é uma alternativa para oferecer conforto e autonomia ao portador da doença. Hoje, a técnica mais moderna e mais recomendada pelos neurocirurgiões é a Estimulação Cerebral Profunda ou “Deep Brains Stimulation“ (DBS)

Quando procurar um neurocirurgião?

O paciente e seus familiares devem buscar um neurocirurgião quando as demais terapias param de apresentar respostas satisfatórias.
No final dos anos 60, o surgimento da levodopa revolucionou o tratamento para Mal de Parkinson. O medicamento, que é convertido em dopamina pelas células nervosas, ajuda a reduzir os sintomas da doença. No entanto, com o avanço da neurodegeneração, a dose de levodopa necessária para controlar os sintomas da doença tende a aumentar.

Posteriormente, o remédio passa a perder sua eficácia com aumento da resistência a medicação e aumento da presença de efeitos colaterais motores( discinesias induzidas pela medicação)

E é justamente quando se esgotam os demais recursos terapêuticos – inclusive os relacionados ao acompanhamento com profissionais como fisioterapeutas, fonoaudiólogos e neuropsicólogos – que o paciente e sua família precisam procurar um neurocirurgião especializado na técnica.

Qualquer paciente pode realizar a cirurgia?

O tratamento cirúrgico para Parkinson é indicado aos pacientes que apresentam com bom estado clínico e com capacidade cognitiva preservada. Os pacientes com idade avançada devem ser avaliados cuidadosamente por um neurocirurgião especialista neste tipo de cirurgia.

Estimulação Cerebral Profunda (Deep Brain Stimulation – DBS)

A Estimulação Cerebral Profunda, do inglês Deep Brain Stimulation (DBS), consiste na implantação de eletrodos no cérebro a fim de compensar a falta de dopamina no organismo causada pelo Mal de Parkinson. Quando os estimuladores elétricos são ativados nos núcleos subtalâmicos ou no globo pálido interno, eles auxiliam na ação da dopamina e os sintomas mais comuns do Parkinson, como movimentos involuntários, tremores, bradicinesia e rigidez muscular, são aliviados.
A principal vantagem do Deep Brain Stimulation (DBS) como tratamento para a doença de Parkinson corresponde ao fato desta cirurgia não lesionar o tecido cerebral. Sendo assim, a intervenção é muito menos invasiva que outras técnicas cirúrgicas como as palidotomias ou subtalamotomias.

O que é preciso para realizar o DBS?

Pode parecer estranho, mas o pré-requisito básico do tratamento cirúrgico para Parkinson é a confirmação do diagnóstico. Muitas vezes a doença pode ser confundida com o Parkinsonismos atípicos, termo que engloba distúrbios com sintomas semelhantes ao do Mal de Parkinson.

Assim, só é possível ter certeza se um paciente foi acometido pelo Parkinson cerca de 5 anos após o início dos sintomas. Além disso, para dar seguimento à Estimulação Cerebral Profunda, o neurocirurgião costuma solicitar:

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Neuropatia e qualidade de vida: é possível ter as duas coisas?

Neuropatia e qualidade de vida: é possível ter as duas coisas?

Neuropatia

Neuropatia: o que é?

Caracterizada pelo comprometimento dos nervos periféricos, a Neuropatia surge a partir de outras doenças ou de um evento traumático, como quedas ou colisões. O Diabetes é o principal diagnóstico associado a esta doença que acomete as terminações nervosas, de forma que os nervos em questão são danificados pelos altos níveis de açúcar no sangue.
Pacientes oncológicos em tratamento de quimio ou radioterapia também são potenciais candidatos à Neuropatia, sobretudo se estiverem desnutridos durante o tratamento. Além disso, os nervos periféricos ainda podem ser lesionados por outras doenças como hipotiroidismo, insuficiência renal, HIV, lúpus, hepatite C e herpes.
Na prática, o principal sintoma da Neuropatia gira em torno de dores intensas com algumas características específicas:

Como tratar a Neuropatia?

O tratamento varia de acordo com a causa, como por exemplo, no caso da Neuropatia Diabética em que a principal medida a ser adotada é o controle rigoroso da glicose no sangue. Sempre que a dor for um dos sintomas, será necessário o uso de medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios, antidepressivos, anticonvulsivante e cremes tópicos para dores localizadas.
Recomenda-se ainda, para o paciente neuropata, o acompanhamento com uma equipe multidisciplinar composta por fisioterapeutas, reumatologistas, fisiatras e psicólogos.
Quando todos os recursos terapêuticos citados acima, porém, passam a se mostrar ineficazes, o seu médico deve considerar a cirurgia com o implante de neuroestimuladores para tratamento da Neuropatica (chips implantados para o tratamento da dor). Apesar de não serem recomendadas para todos os doentes com lesão dos nervos, as cirurgias para tratamento desta dor apresentam resultados satisfatórios em alguns casos específicos.
Caso você tenha dor neuropática e esteja sofrendo com esta condição, consulte o seu médico para avaliar outras possibilidades terapêuticas.

É possível ter qualidade de vida com uma Neuropatia?

Apesar das limitações físicas, um paciente com Neuropatia pode levar uma vida praticamente normal. É importante, contudo, incorporar hábitos, como:
Alguns fatores externos também são fundamentais para o tratamento da doença dos nervos. Um dos pilares da qualidade de vida do paciente consiste em ter uma rede de apoio sólida, que esteja sempre disposta a acolhê-lo e incentivá-lo.
Ademais, é interessante que se disponha a pesquisar sobre a doença que o acomete, para que assim, esteja melhor preparado para enfrentar os momentos de dor aguda e possa se identificar com outras pessoas que passam pelo mesmo que ele.
Por fim, lutar contra a Neuropatia exige muita resiliência, o que nem sempre o paciente consegue processar sozinho. Em situações deste tipo, o ideal é que se possa contar com um psicoterapeuta ou com um terapeuta ocupacional, que vão auxiliar o neuropata a recuperar sua identidade e enfrentar com mais leveza os desafios de seu cotidiano.

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Distonia: sintomas, causa e tratamento

Distonia: sintomas, causa e tratamento

Doença de Parkinson

O que é distonia?

A distonia é uma síndrome em que há contração muscular sustentada com movimentos anormais repetitivos ou posturas patológicas. Esta doença difere de outros distúrbios do movimento pois apresenta contração simultânea da musculatura agonista e antagonista necessitando esforço desproporcional entre a musculatura opositora.

Outra característica dos movimentos distônicos é a presença frequente de “sensory tricks” (táticas sensitivas para controlar os movimentos anormais). Geralmente com o toque de alguma região do corpo é possível reduzir as contrações musculares.

Os tipos de distonia podem ser diferenciados de acordo com diversas classificações. Podemos diferenciá-las pela idade de início dos sintomas (< 26 anos: início precoce; > 26 anos início tardio); pela distribuição do movimentos involuntários ( focal; segmentar; multifocal; generalizada); e pela etiologia ( se a causa é genética-primária; secundário a medicamentos ou outras causa)

Por que ocorre a distonia?

A fisiopatologia da distonia é complexa e ainda não é totalmente esclarecida. Estudos demonstram que ocorre a perda do controle cortical e dos gânglios da base responsáveis pela elaboração e controle dos movimentos do corpo. Com isso, algumas áreas cerebrais se tornam hiperexcitadas e outras apresentam sua atividade deprimida e esse desbalanço é a principal causa dos movimentos distônicos.

Quem tem indicação de realizar cirurgia para distonia?

A cirurgia para implante de eletrodo de estimulação cerebral profundo (DBS) é indicada para algumas síndromes distônicas que realizaram o tratamento medicamentoso associado a toxina botulínica, e que mantêm desconforto motor e social importante devido aos movimentos involuntários. A estimulação cerebral com o DBS apresenta bons resultados em alguns subtipos das distonias e devem ser avaliados por um médico especializado para a sua correta indicação.

O procedimento cirúrgico de implante de DBS é bem semelhante ao realizado nos pacientes com Doença de Parkinson, porém a resposta da neuroestimulação é mais demorada. Geralmente, após a programação os resultados ocorrem gradualmente em alguns dias e isso deve ser informado ao paciente para que a expectativa esteja alinhada e não ocorra frustração em relação ao procedimento cirúrgico.

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O que é tremor essencial?

O que é tremor essencial?

Doença de Parkinson

O que é tremor essencial?

O tremor essencial é o distúrbio de movimento mais comum em adultos, ocorre principalmente no sexo masculino e está presente em aproximadamente 5% das pessoas com mais de 65 anos de vida. Os sintomas normalmente iniciam na quarta década de vida afetando principalmente as mãos. 

O começo dos sintomas ocorre de forma lenta podendo progredir com o tempo. Ocorrem movimentos rítmicos com frequência de 8 a 12 Hz e uma das principais características deste tipo de tremor é que ele está ausente ou presente em menor intensidade durante o repouso.

Além do tremor nos braços e mãos, tambem pode ocorrer em outras partes do corpo como na cabeça ou apenas no queixo, podendo alterar a voz e influenciar negativamente o convívio social do indivíduo.

O tremor essencial é o início da doença de Parkinson?

Uma das principais dúvidas que ocorre no consultório é se o tremor essencial poderia ser o início da doença de Parkinson ou se poderia progredir no mal de Parkinson. A resposta para essa pergunta é NÃO. O quadro tremulante na doença de Parkinson tem outras características como ter uma frequência um pouco maior e tipicamente ser mais evidente durante o repouso. Além disso, na Doença de Parkinson há a presença de outros sintomas associados como: a rigidez e a bradicinesia.

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Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico para essa síndrome tremulante é realizado através da histórica clínica e do exame físico. É necessário a avaliação das características do tremor com pesquisa de sinais e sintomas associados, pesquisa e exclusão de diagnósticos diferenciais. Não existe um exame de imagem que realize o diagnóstico desta doença, porém muitas vezes é necessário a realização de uma ressonância magnética para descartar outras doenças.

Tremor essencial e bebidas alcóolicas

Uma característica típica desse distúrbio do movimento é a redução dos sintomas com a ingestão de substâncias alcoólicas. A melhora do tremor após a ingesta de álcool não é uma condição patognomônica, porém cerca de 50% dos casos apresentam essa característica.

Qual o melhor tratamento?

A terapia medicamentosa é a primeira linha de tratamento com uso de beta-bloqueadores de curta e longa duração sendo que os estudos não encontraram diferença significativa entre os subtipos deste medicamento no controle do tremor.

Outra classe de medicamentos que tambem podem ser utilizados são os anticonvulsivantes com eficácia semelhante à dos betabloqueadores no controle desta doença.

Quando o paciente não apresenta resposta significativa com o tratamento medicamentoso é possível a realização de procedimentos cirúrgicos. Dentre as possibilidades cirúrgicas os principais procedimentos são: o implante de um eletrodo de estimulação cerebral profunda (DBS) ou a talamotomia (lesão cirúrgica de uma porção do tálamo). A diferença entre as técnicas é basicamente que no DBS é realizada a neuromodulação de áreas talâmicas responsáveis pelo controle do movimento, enquanto na talamotomia é realizada a lesão dessas vias.

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Como é a cirurgia de Parkinson?

Como é a cirurgia de Parkinson?

Doença de Parkinson
Como funciona a estimulação cerebral profunda

O que é a estimulação cerebral profunda para a doença de Parkinson?

A estimulação cerebral profunda (DBS) é um procedimento cirúrgico que envolve o implante de eletrodos de estimulação cerebral. Esses eletrodos são conectados a um gerador de sinais elétricos, que é colocado sob a pele do peito. O gerador envia sinais elétricos para os eletrodos, estimulando áreas específicas do cérebro (Ex: núcleo subtalâmico ou globo palido interno) que são responsáveis pela elaboração movimentos do corpo. O DBS pode ajudar a controlar os sintomas da do Parkinson como tremores, rigidez e lentidão de movimentos (bradicinesia), promovendo melhora significativa na qualidade de vida do paciente.

Qual a indicação da cirurgia?

Atualmente, com a evolução das técnicas de imagem com equipamentos modernos (ressonância magnética e tomografia computadorizada) e das técnicas intraoperatórias, esta cirurgia se tornou bem segura e com resultados excelentes quando bem indicada. Usualmente o paciente com mal de Parkinson antes de optar por realizar o procedimento cirúrgico deve ter um longo acompanhamento por neurologistas e neurocirurgiões especializados na área, com otimização da terapia medicamentosa e com um bom processo de reabilitação em conjunto com a fisioterapia e fonoaudiologia.

A indicação de cirurgia fica restrita aos pacientes que apresentem: diagnóstico confirmado, usualmente com história de mais de 5 anos de doença; boa resposta ao teste com Levodopa; apresente efeitos colaterais aos medicamentos, que podem ser resistência a medicação, fenômenos de “Freezing” e discinesia (movimentos involuntários) induzidas pela medicação.

Como é a cirurgia de Parkinson?

O implante do DBS não é simples e necessita de um centro de alta complexidade como alguns hospitais na cidade de São Paulo oferecem. Além do centro cirúrgico estar adequado para o procedimento, é necessária uma equipe multidisciplinar com um neurocirurgião altamente especializado, equipe de anestesia experiente com procedimentos em pacientes acordados, e biomédico especializado no auxílio do planejamento cirúrgico. 

Outro fator importante é a aquisição de imagens de ressonância magnética de alta resolução com protocolos bem estabelecidos e o preparo pré-operatório adequado. Uma ressonância magnética com imagens de qualidade é fundamental para aumentar a precisão durante o implante de eletrodo cerebral profundo, uma vez que o posicionamento final do eletrodo com desvio de alguns milímetros irá prejudicar o resultado do procedimento  com um desempenho desfavorável da programação e da neuromodulação cerebral.

A cirurgia  é um procedimento longo, com duração de aproximadamente 7 horas, e devido esse período prolongado é essencial a sintonia de toda a equipe com o paciente. Durante a cirurgia o paciente estará acordado e totalmente lúcido em alguns momentos, esse passo é necessário para realização de testes motores e de fala durante o implante do eletrodo. Entretando, apesar de estar acordado, não deve ser uma experiência dolorosa.

Inicialmente, ocorre o implante de o halo de estereotaxia, aparelho que possibilita que o neurocirurgião realize o implante do eletrodo no alvo de escolha durante o procedimento cirúrgico. Após, é realizada uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética (a depender da preferência do cirurgião e das possibilidades da estrutura hospitalar) para aquisição de um plano estereotáxico. Com esse plano conseguimos programar o alvo e a trajetória para o correto posicionamento do DBS.

Com a programação feita, ocorre a tricotomia (cortamos o cabelo no local da cirurgia apenas, não é necessário cortar todo o cabelo do paciente), a antissepsia e a colocação de campos estéreis. Este passo, é importante para evitar umas das principais complicações, a infecção cirúrgica, e deve ser rigorosamente seguido. Após todo esse processo a cirurgia pode ser iniciada com segurança.

O implante do DBS é realizado com o paciente acordado para que seja possível a realização da análise neurofisiológica com o microregistro cerebral e com a estimulação neural. Durante essa fase o paciente conversa com a equipe médica e são realizados diversos testes avaliando a resposta da neuroestimulação, assim como os efeitos colaterais. Com essa técnica é possível avaliar que o eletrodo está implantado no local correto e concluir o procedimento.

Quais os riscos da cirurgia?

Um dos principais fatores relacionados ao insucesso da cirurgia é a indicação em um paciente que NÂO tem Doença de Parkinson. Essa correlação parece óbvia, porém no início da doença não é tão fácil a diferenciação de doenças que parecem Parkinson, porém não são. Essas são as chamadas de Síndromes Parkinson Plus e por isso é necessário o acompanhamento por um profissional experiente para conseguir diferenciá-las.

Outros riscos relacionados ao procedimento cirúrgico são: infecção, mal posicionamento do eletrodo, alterações comportamentais, hemorragia intracraniana, piora da fala e contrações involuntárias.

Qual o tempo de internação?

               Usualmente, após a cirurgia o paciente permanece de 24 a 48 horas internado para receber antibióticos profiláticos e trocar  curativos quando necessário.

Quando é realizado a programação do DBS?

               A programação geralmente ocorre após 10 a 14 dias da cirurgia. Este tempo é necessário para a auxiliar na recuperação. A programação do eletrodo de estimulação cerebral profundo é realizada através de uma programadora, que geralmente é um tablet específico para essa função. Através deste aparelho é possível aumentar ou diminuir a amplitude e alterar outros parâmetros como frequência e largura de pulso da estimulação

Se você tem a Doença de Parkinson ou tem algum familiar com esta doença entre em contato com um médico especialista para avaliar se há a indicação do procedimento cirúrgico.

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procedimento cirurgico de implante do DBS para o tratamento da Doença de Parkinson
Procedimento cirurgico de implante do DBS

O que é TRODAT?

O que é TRODAT?

Doença de Parkinson

O que é TRODAT?

O TRODAT é o nome usual para o exame de cintilografia de perfusão cerebral utilizando o Tecnécio-99m como marcador do sistema dopaminérgico. Atualmente, o diagnóstico da doença de Parkinson ainda é realizado a partir de critérios clínicos como história e exame físico, porém esse diagnóstico pode ser incorreto principalmente nas fases iniciais da doença e o TRODAT pode auxiliar nestes casos.

O correto diagnóstico do mal de Parkinson facilita a otimização do tratamento e o melhor seguimento do paciente. Desta forma, a realização de exames são importante na prática clínica.

A doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa com acometimento das células produtoras de Dopamina no sistema nervoso central. Um dos principais sítios de ligação dopaminérgico do sistema nervoso central é o Transportador de Dopamina (DAT) que se encontra na membrana pré-sináptica.

O Tecnécio-99m é uma molécula que se liga a esse marcador dopaminérgico (DAT) e é utilizado para avaliar o Sistema dopaminérgico. O exame de cintilografia de perfusão cerebral (SPECT) utilizando esse marcador do sistema dopaminérgico é chamado popularmente de TRODAT e é um exame útil na investigação e no seguimento da Doença de Parkinson. No mal de Parkinson por haver a diminuição de células produtoras de dopamina há a diminuição da ligação do marcador para dopamina visualizada no exame de cintilografia cerebral.

Outra função do TRODAT que vem sendo bastante estudada é na sua importância no seguimento destes pacientes. Existem estudos comparando indivíduos nos estágios iniciais com aqueles apresentando doença avançada e foi evidenciado boa correlação com a diminuição de marcadores dopaminérgicos no grupo mais grave, mostrando outro papel importante deste exame no seguimento. Porém, ainda não há comprovação e validação deste exame para o seguimento destes pacientes e mais estudos precisam ser realizados.

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Como é realizado o diagnóstico da Doença de Parkinson?

Como é realizado o diagnóstico da Doença de Parkinson?

Doença de Parkinson

Como é realizado o diagnóstico de Doença de Parkinson?

O diagnóstico da doença de Parkinson é baseado em uma combinação de sinais e sintomas clínicos associados à coleta da história clínica e exames de imagem. Não há um teste específico para diagnosticar o mal de Parkinson, e o diagnóstico geralmente é feito com base em uma combinação de sinais e sintomas.

Os sinais e sintomas mais comuns da doença de Parkinson incluem:

Outros sintomas que podem ocorrer incluem:

Para confirmar o diagnóstico, o médico geralmente irá realizar uma série de exames, incluindo:

É importante lembrar que o diagnóstico da doença de Parkinson pode ser difícil e muitas vezes confundir com os Parkinsons atípicos. Desta forma, é sempre recomendável consultar um especialista.

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Diagnóstico, Doença de Parkinson, genética, Mal de Parkinson, Síndrome parkinsoniana
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Dr. Wilson Morikawa Jr.

Dr. Wilson Morikawa Jr.

Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo com residência médica em Neurocirurgia na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e especialização em Neurocirurgia Funcional, voltado no tratamento de Distúrbios do Movimento (como na Doença de Parkinson, Distonia e Tremor Essêncial), tratamento da Dor Crônica e Espasticidade.

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A Doença de Parkinson tem influência genética?

Neurocirurgião especialista na cirurgia para Doença de Parkinson - Dr. Wilson Morikawa Jr.

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A Doença de Parkinson tem influência genética?

Com os achados dos estudos sobre o genoma humano grandes avanços na compreensão da influencia genética no mal de Parkinson estão sendo descobertos. Os estudos internacionais tem demonstrado que a arquitetura genética da doença de Parkinson é complexa, com envolvimento de variações genéticas comuns e raras no seu desenvolvimento. Existem pelo menos 20 mutações conhecidas que estão envolvidas no Parkinson hereditário, e mais de 90 outras alterações que podem ter influência relevante no mecanismo de desenvolvimento.

A pesquisa genética das mutações relacionadas ao Parkinson tem aumentado com a maior facilidade em realizar a sua investigação e deve ser considerada em pacientes com início precoce (início dos sintomas antes dos 40 anos de vida), pacientes com histórico familiar e populações com alto risco de formas monogenéticas da doença. As meta análises (revisões de estudos científicos) sugerem que a presença de um familiar com mal de Parkinson aumentam em 3 a 4 vezes o risco de desenvolver a doença.

Uma das características fisiopatológicas do Parkinson é a presença de corpos de Lewy, que são agregados da proteína alfa-sinucleína. Esta proteína é codificada pelo gene SNCA e por isso a sua mutação genética tem grande influência no panorama genético da Doença de Parkinson desde a sua descoberta em 1997.

Estudos apontam que as variações genéticas mais comuns podem influenciar em até 25% no risco de desenvolvimento de Parkinson, enquanto algumas variações mais raras podem influenciar isoladamente no seu desenvolvimento. As principais causas monogenéticas da doença de Parkinson são: SNCA, PARK7, PRKN, FBX07, ATP13A2, PINK1, PARKN, VSP35 e PLAG2G6. Todas essas variações são raras, mas quando encontradas devem ser valorizadas na avaliação médica.

Qual a importância da genética no tratamento da Doença de Parkinso?

Atualmente, ainda não existe cura para esta doença neurodegenerativa. Os tratamentos são especificamente voltados para melhora dos sintomas associado a melhora na qualidade de vida de cada paciente. O que se observa na prática clínica e em diversos estudos é que os paciente com Doença de Parkinson apresentam características semelhantes, o que os englobam na mesma doença, porém na maioria das vezes o prognóstico e a evolução difere em cada indivíduo. Isso torna necessário a individualização do tratamento em cada caso.

Uma das possíveis estratégias futuras para o tratamento e o entendimento do Parkinson é o melhor conhecimento das variações genéticas podendo guiar terapias alvo em cada mutação. Outra importância da genética é estabelecer prognósticos mais assertivos para cada indivíduo, subdividindo em subgrupos determinados pelas variações genéticas e, dessa forma, promover tratamentos individualizados para cada subgrupo. Este tipo de análise é fundamental para o que chamamos de “medicina de precisão” em que cada estratégia terapêutica é individualizada.

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Doença de Parkinson, genética, Mal de Parkinson
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