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Dr. Wilson Morikawa Jr.
12 de abril de 2024
A dor oncológica não precisa fazer parte do tratamento do câncer. Hoje existem múltiplas opções terapêuticas — da medicação oral às tecnologias mais avançadas como bombas de infusão intratecal e neuromodulação — que permitem controlar a dor e devolver qualidade de vida ao paciente. O acompanhamento por especialista em medicina da dor, integrado à equipe oncológica, faz diferença enorme no conforto e na funcionalidade durante e após o tratamento do câncer.
Portanto, encontrar um especialista que saiba diferenciar o tipo de dor e qual o melhor tratamento, pode trazer conforto e qualidade de vida ao paciente. Saiba mais sobre as diferenças de dor oncológica e tratamentos disponíveis.
A equipe de cuidados paliativos desempenha um papel fundamental no gerenciamento da dor. São os paliativistas que fornecem suporte emocional, social e espiritual aos pacientes e seus familiares durante todo o curso da doença.
Uma abordagem abrangente e multidisciplinar é essencial para garantir um tratamento eficaz da dor oncológica. Com isso, é possível atingir a melhora na qualidade de vida dos pacientes afetados por esta condição desafiadora.
Em 1986, a Organização Mundial da Saúde estabeleceu uma escala de três degraus para tratamento da dor oncológica. É o protocolo internacional usado até hoje (com atualizações):
Medicações: Analgésicos comuns (paracetamol, dipirona) e anti-inflamatórios não-esteroidais.
Adjuvantes: Pode incluir gabapentinoides ou antidepressivos se houver componente neuropático.
Medicações: Opioides fracos (codeína, tramadol) — geralmente combinados com analgésicos do degrau 1.
Adjuvantes: Continuam os do degrau 1; pode-se adicionar corticoides em casos específicos.
Medicações: Opioides fortes (morfina, oxicodona, fentanil, metadona) por via oral, transdérmica ou subcutânea.
Adjuvantes: Combinações conforme o tipo de dor (neuropática, óssea, visceral).
Quando os opioides não controlam ou geram efeitos colaterais limitantes, indica-se procedimentos especializados:
O escalonamento não é "fila" rígida — pacientes podem pular degraus se a dor for grave desde o início. E os procedimentos avançados podem ser indicados precocemente em alguns casos selecionados.
Uma das tecnologias mais transformadoras em dor oncológica avançada. A bomba é um pequeno dispositivo implantado abaixo da pele, conectado a um cateter que libera medicação diretamente no líquor (líquido que envolve a medula espinhal).
| Característica | Via Oral Convencional | Bomba de Infusão Intratecal |
|---|---|---|
| Dose de morfina necessária | Doses altas | ~300x menor que via oral |
| Efeitos colaterais sistêmicos | Sonolência, constipação, náuseas | Muito reduzidos |
| Eficácia no controle da dor | Variável | Superior em casos selecionados |
| Qualidade de vida | Comprometida pela dor + efeitos | Significativamente melhor |
| Reversibilidade | Apenas suspender medicação | Bomba pode ser retirada se necessário |
Quando considerar? Pacientes com dor oncológica refratária à medicação oral em doses máximas, ou com efeitos colaterais limitantes dos opioides sistêmicos. Avaliação detalhada por equipe especializada em medicina da dor é fundamental.
Legenda: O eletrodo para dor pode ajudar pacientes que sofrem com a dor oncológica, principalmente nos pacientes com dor neuropática. Entenda como funciona.
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Publicado por: Dr. Wilson Morikawa Jr. – Neurocirurgião – CRM 163.410 RQE:101438.
Neurocirurgião de São Paulo especialista no tratamento da Doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento.