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O glioma é o tumor cerebral primário mais comum em adultos — originado das células gliais, que são as células de sustentação do tecido nervoso. Engloba um espectro amplo de subtipos: do astrocitoma pilocítico (benigno, em crianças) ao glioblastoma (o mais agressivo, mais frequente em adultos). A escolha do tratamento depende do subtipo molecular, da localização e do estado clínico do paciente.
A neuro-oncologia evoluiu drasticamente nos últimos anos: a Classificação WHO 2021 integrou marcadores moleculares (IDH, 1p/19q, MGMT) ao diagnóstico, refinando o prognóstico e direcionando terapia. No tratamento cirúrgico, técnicas como a Awake Surgery (cirurgia com o paciente acordado) permitem ressecção máxima preservando linguagem, motor e função executiva — fundamental em gliomas próximos a áreas elocuentes.
Em Resumo
O que é
Tumor primário do SNC originado das células gliais (astrócitos, oligodendrócitos, ependimárias).
Classificação
WHO 2021 — combina histologia + marcadores moleculares (IDH, 1p/19q, MGMT, ATRX, TERT).
Subtipos principais
Astrocitoma, Oligodendroglioma, Glioblastoma, Astrocitoma Pilocítico (pediátrico).
Sintomas comuns
Cefaleia, convulsões (1ª manifestação em ~50%), déficit neurológico focal, alterações cognitivas.
Diagnóstico
Ressonância com contraste + espectroscopia + anatomopatológico com painel molecular completo.
Tratamento
Multidisciplinar: cirurgia (ressecção máxima segura), radioterapia, quimioterapia, terapias-alvo.
Diferencial técnico
Awake Surgery — preserva funções elocuentes (fala, motor) durante a ressecção máxima.
Importância da especialização
Resultados em neuro-oncologia dependem fortemente da experiência da equipe e do volume de casos.
O sistema nervoso central é composto por dois tipos principais de células: os neurônios (que conduzem impulsos elétricos) e as células gliais (que sustentam, nutrem e protegem os neurônios). Os gliomas são tumores que se desenvolvem a partir das células gliais — incluindo astrócitos, oligodendrócitos e células ependimárias.
São tumores infiltrativos: crescem misturando-se ao tecido cerebral normal, o que torna a ressecção cirúrgica completa um desafio técnico. A neurocirurgia moderna combina microscopia de alta definição, navegação intraoperatória, mapeamento funcional em tempo real e ressonância intraoperatória para maximizar a remoção tumoral preservando a função neurológica.
A Classificação WHO de Tumores do SNC (2021) representa uma transformação fundamental na neuro-oncologia: pela primeira vez, o diagnóstico integra achados histológicos com marcadores moleculares. Isso refinou drasticamente o prognóstico e a escolha terapêutica. Os marcadores mais importantes:
IDH1 / IDH2
Mutação melhora significativamente o prognóstico. Define a divisão entre "IDH-mutado" e "IDH-wildtype" — base da classificação.
1p/19q Co-deleção
Marcador definidor do oligodendroglioma. Indica boa resposta a quimioterapia e radioterapia. Excelente prognóstico relativo.
MGMT Metilado
Promotor metilado indica responsividade à temozolomida (quimioterapia padrão). Marcador preditivo de resposta.
TERT Promoter
Mutação típica do glioblastoma IDH-wildtype. Marcador molecular adicional para classificação WHO 2021.
ATRX
Perda de expressão associada a astrocitomas. Junto com IDH e 1p/19q, define o subtipo glial.
H3 K27M
Mutação característica do glioma difuso de linha média — tumor agressivo em crianças e jovens.
Cada subtipo tem comportamento biológico, tratamento e prognóstico distintos. Os 4 principais:
IDH-wildtype
Glioma mais comum e mais agressivo em adultos. Crescimento rápido, infiltrativo. Maior frequência entre 55-70 anos.
Tratamento: tríade Stupp — cirurgia + radioterapia + temozolomida. Sobrevida mediana atual: 14-18 meses.
IDH-mutado
Tumor de células astrocitárias. IDH-mutado tem prognóstico significativamente melhor. Mais comum entre 30-50 anos.
Tratamento: cirurgia + radioterapia + quimioterapia conforme grade. Sobrevida pode ultrapassar 10 anos.
IDH-mut + 1p/19q codel
Tumor de oligodendrócitos com co-deleção 1p/19q — marcador de excelente resposta a quimioterapia.
Tratamento: cirurgia + radioterapia + PCV/temozolomida. Sobrevida frequentemente >15 anos.
Pediátrico
Glioma benigno, mais frequente em crianças e adolescentes. Localização preferencial no cerebelo.
Tratamento: cirurgia frequentemente curativa (ressecção total). Excelente prognóstico de longo prazo.
O tratamento do glioma é obrigatoriamente multidisciplinar — envolvendo neurocirurgião, neuro-oncologista, radioterapeuta, neuropatologista e equipe de reabilitação. A escolha terapêutica depende do subtipo molecular, idade do paciente, performance status e localização. A abordagem moderna se apoia em quatro pilares:
Pilar 1
Cirurgia
Ressecção máxima segura (gross total resection sempre que possível). Quanto maior a ressecção, melhor o prognóstico em todos os subtipos.
Pilar 2
Radioterapia
3DCRT, IMRT ou prótons. Iniciada 2-4 semanas após cirurgia. Dose e fracionamento variam conforme subtipo.
Pilar 3
Quimioterapia
Temozolomida (padrão), PCV (oligodendroglioma). Decisão guiada por status MGMT e IDH.
Pilar 4
Terapias-alvo e TTF
Bevacizumab em recidivas, TTFields (campos elétricos), vorasidenibe (IDH-mut), trials clínicos.
Diferencial Técnico
A Cirurgia com o Paciente Acordado (Awake Surgery) é o padrão-ouro para gliomas localizados próximos a áreas elocuentes — regiões responsáveis por linguagem, motor e função executiva. Durante o procedimento, o paciente permanece acordado em momentos-chave e realiza tarefas (falar, mover, identificar imagens) enquanto a equipe mapeia o tecido em tempo real.
Essa técnica permite ressecção máxima do tumor com preservação funcional — combinação fundamental, já que a sobrevida e a qualidade de vida em gliomas dependem diretamente da extensão da ressecção sem gerar déficit neurológico permanente.
Mapeamento
Tempo real
Linguagem
Preservada
Função motora
Monitorada
Ressecção
Máxima
Formação Internacional
O Dr. Wilson Morikawa Jr. realizou estágio especializado em Neurooncologia na Universidade de Tsukuba, um dos principais centros de referência mundial em cirurgia de tumores do sistema nervoso central. A formação japonesa em neurocirurgia oncológica é reconhecida pela precisão técnica, rigor anatômico e protocolos de mapeamento intraoperatório — diferencial aplicado no atendimento aos pacientes em São Paulo.
Tecnologias integradas no centro cirúrgico
Importante: os resultados em neuro-oncologia dependem fortemente do volume de casos da equipe e da experiência institucional. Estudos consistentes mostram que pacientes operados em centros de alto volume têm maior taxa de ressecção total, menor morbidade e melhor sobrevida. A escolha do neurocirurgião e do hospital tem impacto direto no prognóstico.
Respostas diretas às dúvidas mais comuns de pacientes e familiares.
Casos selecionados ultrapassam 5 anos com tratamento moderno. O importante é começar tratamento em centro experiente o quanto antes.
Neuro-Oncologia Especializada
Dr. Wilson Morikawa Jr. — Neurocirurgião
CRM-SP 163.410 · RQE 101.438
Avaliação especializada para diagnóstico, planejamento e tratamento cirúrgico de gliomas cerebrais — incluindo Awake Surgery (cirurgia com paciente acordado), mapeamento intraoperatório, navegação 3D e 5-ALA. Estágio em Neurooncologia na Universidade de Tsukuba (Japão) — referência mundial em cirurgia de tumores do SNC. Segunda opinião especializada para pacientes já diagnosticados. Para visão completa, leia o Guia Completo de Tumores Cerebrais.
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