Dr. Wilson Morikawa Jr.

Neuralgia do trigêmeo: sintomas, causas e tratamento

Neuralgia do trigêmeo: sintomas, causas e tratamento

Neuralgia

Como identificar a neuralgia do trigêmeo

A neuralgia do trigêmeo é um tipo de dor facial que impacta de forma significativa a qualidade de vida dos pacientes. As principais características deste tipo de dor são:

A dor facial pode ser típica ou atípica.

A dor do nervo trigêmeo típica está geralmente associada a combinação de longos períodos sem dor com crises agudas. Além disso, durante as crises qualquer estímulo realizado no ponto gatilho (trigger point) desencadeia uma crise álgica lancinante.
Uma característica importante para identificação da causa da dor é que ela ocorre, geralmente, apenas em um lado da face. Além disso, costuma poupar alguns territórios do nervo e, também, pode ser confundida com dores de cabeça.
A neuralgia do trigêmeo do tipo atípica tem características específicas. As crises de dor na face duram mais tempo e muitas vezes são contínuas. Formigamento ou alteração na sensibilidade da face no território da dor também estão presentes. A presença de outros sintomas associados podem ser sinais de alerta para outras doenças.

O que causa dor no nervo trigêmeo?

A neuralgia do trigêmeo na etiologia primária clássica é causada por um conflito entre o nervo trigêmeo e um vaso intracraniano. Essa alteração pode ser confirmada por meio do exame de ressonância magnética do crânio.
Entretanto, nem sempre é possível identificar no exame qualquer alteração estrutural do nervo. Nestes casos, a doença é classificada como idiopática, ou seja, não apresenta causa definida.
Além disso, essa dor facial pode ser provocada por outras doenças. Dois exemplos são esclerose múltipla e tumores que afetam o quinto nervo.

Qual o tratamento deste tipo de dor?

O tratamento da dor do trigêmeo é inicialmente clínico com uso de medicamentos. Geralmente, há uma boa resposta quando a medicação é bem ajustada.
No entanto, para maior conforto do paciente, é sempre preciso avaliar a relação entre os resultados e os efeitos colaterais, realizando, quando necessário, a substituição dos remédios.
Se, ainda assim, não houver controle adequado da dor, é indicado o tratamento cirúrgico. Dentre os procedimentos temos: a descompressão neurovascular; a rizotomia por balão; e a rizotomia por radiofrequência. A melhor indicação deve ser discutida e realizada por um médico especialista na área durante a consulta médica.

Como é a cirurgia para descompressão do nervo trigêmeo?

Quando há evidência do conflito neurovascular do nervo trigêmeo, pode ser recomendada a cirurgia para descompressão deste nervo. A cirurgia começa com a abertura do crânio. Em seguida, o nervo é localizado com o auxílio de um microscópio. Por fim, o nervo e os vasos são cuidadosamente descolados.
Este procedimento, quando bem indicado, traz uma boa resposta a longo prazo com controle da dor. Porém, por se tratar de um método mais invasivo, deve-se avaliar o risco cirúrgico em conjunto com o paciente.

O que é rizotomia por balão?

Neste procedimento é realizado a punção do gânglio do nervo trigêmeo localizado na base do crânio. Esta cirurgia é guiada por raio-X ou tambem pode ser realizada na tomografia.
Após a correta localização da agulha é insuflado um balão dentro do gânglio. Este balão tem como função comprimir as fibras do nervo e, dessa forma, reduzir o envio de estímulos dolorosos e também a atividade das fibras doentes deste nervo.

O que é rizotomia por radiofrequência?

É outro tratamento para a neuralgia do trigêmeo. Utiliza a mesma técnica da rizotomia por balão, mas, aqui, ao invés de um balão, é usada uma agulha com um eletrodo. Esta reduz a atividade das fibras do nervo, aquecendo-as.
Outra diferença importante desta técnica é a necessidade de realizá-la com o paciente apenas sedado (não anestesiado). Isto é necessário para realizar o monitoramento do nervo e aquecer apenas as fibras que estão doentes.

Caso tenha outras dúvidas agende uma consulta ou entre em contato nos nossos canais de atendimento e deixe o seu comentário.

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O que é Neuralgia pós-herpética?

O que é Neuralgia pós-herpética?

Neuralgia

O que é Neuralgia pós-herpética?

A neuralgia pós-herpética é a condição em que há a ocorrência de dor crônica, persistente e debilitante no trajeto do nervo que foi acometido pela infecção viral. Usualmente a dor tem como característica ser lancinante, associado a grande sofrimento do paciente, com alteração da sensibilidade da pele, podendo ter coceira ou ser semelhante a uma “facada” alem de ser comum o paciente apresentar lesões de pele cicatrizadas no mesmo local da dor devido o quadro infeccioso da herpes.

Características da dor na neuralgia pós-herpética

  • Dor em pontada ou “facada”
  • Lancinante
  • Alteração de sensibilidade para o tato, temperatura
  • Alodínea
  • Hiperalgesia
  • Alterações cutâneas associadas

Quais os fatores de risco para neuralgia pós-herpética?

Normalmente, os pacientes que apresentam o quadro de infecção viral pelo Herpes Zooster com resolução em até 3 meses possuem um risco baixo de desenvolver a dor da neuralgia pós-herpética. A não resolução do quadro infeccioso após 3 meses é um dos principais fatores de risco para desenvolver esta síndrome álgica crônica. Outro fator de risco importante para o desenvolvimento deste tipo de dor é a idade maior do que 60 anos, uma vez que estudos demonstram que a dor por neuralgia pós-herpética ocorre em 20% dos casos de hérpes zooster e destes 80% ocorrem em pacientes com mais de 60 anos.

Como se trata a dor por neuralgia pós-herpética?

O tratamento de escolha inicial é com o uso da terapia medicamentosa. Os medicamentos recomendados por diversas entidades médicas, como a European Federation of Neurological Societe, são medicamentos antidepressivos e anticonvulsivantes, associado a opioides como tramadol e patchs de capsaicina e lidocaína.

Nos casos em que o quadro álgico é refratário a terapia medicamentosa os procedimentos invasivos são a terapia de escolha. Dentre as possibilidades terapêuticas estão a infiltração dos nervos doentes, a rizotomia pulsada e as técnicas de neuromodulação com pequenos eletrodos implantados na coluna ou nos nervos. Cada uma das técnicas tem benefícios e podem ser utilizadas conjuntamente para atingir o melhor resultado no controle da dor.

Se você tem dor crônica pela neuralgia pós-herpética consulte um médico especialista em dor ou entre em contato para mais informações 

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Dr. Wilson Morikawa Jr.

Dr. Wilson Morikawa Jr.

Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo com residência médica em Neurocirurgia na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e especialização em Neurocirurgia Funcional, voltado no tratamento de Distúrbios do Movimento (como na Doença de Parkinson, Distonia e Tremor Essêncial), tratamento da Dor Crônica e Espasticidade.

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