Dr. Wilson Morikawa Jr.

Dor regional complexa: o que é, tratamentos e mais

Descubra os principais tratamentos para a dor regional complexa. Conheça as opções disponíveis para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Dr. Wilson Morikawa Jr. - Médico especialista no tratamento de dor crônica

Oncologia

Dor regional complexa: o que é, tratamentos e mais

Lidar com dores crônicas que não respondem a medicamentos e terapias tradicionais é um desafio. O constante estado de dor afeta a qualidade de vida, as relações, desempenho no trabalho, além de outros campos de nossa vida.

 

Se você sofre de dor regional complexa ou conhece alguém que está passando por isso, saiba do que se trata essa condição e quais são as melhores terapias disponíveis.

O que é dor regional complexa?

A dor regional complexa (DRC) ou distrofia simpático reflexa é um termo abrangente que se refere a um conjunto de condições que causam dor crônica. Esta condição é frequentemente desencadeada por um trauma ou lesão específica. 

Uma das principais características é a intensidade da dor ser muito maior do que o esperado para a lesão inicial. Outra característica importante é apresentar sinais de dor neuropática.

Na classificação da DRC, existem duas formas principais. A primeira é a dor regional complexa tipo 1, que antes era chamada de síndrome da dor regional complexa. A segunda é a dor regional complexa tipo 2, que antes era conhecida como causalgia.

A dor regional complexa tipo 1 ocorre após uma lesão sem danos nos nervos. A dor regional complexa tipo 2 está relacionada a lesões dos nervos.

É importante ressaltar que a dor regional complexa é um fenômeno multifatorial. Esta doença pode afetar não apenas a sensação de dor, mas também a temperatura, a sudorese e a mobilidade na região afetada. 

O diagnóstico preciso e o tratamento adequado são essenciais para ajudar os pacientes a gerenciar e aliviar os sintomas dessa condição debilitante.

Quais são os sintomas da dor regional complexa?

A dor regional complexa (DRC) é considerada uma condição debilitante que pode afetar diferentes partes do corpo.

Os principais sintomas da DRC incluem:

Esses sintomas podem progredir ao longo do tempo e impactar a qualidade de vida do paciente. A DRC pode se manifestar de forma diferente em cada pessoa. 

Por isso, é fundamental consultar um médico especialista para obter um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado.

Fatores de risco para dor regional complexa

A distrofia regional complexa é uma condição que pode acometer qualquer pessoa. Existem alguns fatores de risco que podem aumentar a probabilidade de desenvolvê-la.

Alguns dos principais fatores de risco incluem:

  • Lesões no nervo: Traumas ou lesões nos nervos podem desencadear a dor regional complexa.
  • Cirurgias: Algumas cirurgias, especialmente aquelas que envolvem nervos ou membros, podem levar ao desenvolvimento da condição.
  • Histórico familiar: Pessoas com histórico familiar de dor regional complexa podem ter maior predisposição para desenvolvê-la.
  • Sexo e idade: A condição é mais comum em mulheres e pode afetar mais frequentemente pessoas entre 30 e 60 anos.
  • Condições médicas: Doenças como artrite, lesões vasculares e distúrbios autoimunes também podem aumentar o risco.

Esses fatores de risco não garantem o desenvolvimento da dor regional complexa, mas estar ciente deles pode ajudar na prevenção e no tratamento precoce da condição. É importante consultar um profissional de saúde se houver preocupações ou sintomas relacionados à dor regional complexa.

Como é feito o diagnóstico da dor regional complexa?

O diagnóstico da dor regional complexa pode ser desafiador devido à sua natureza complexa e variada. Os especialistas geralmente seguem um processo detalhado para identificar a condição do paciente.

Aqui estão algumas etapas comuns envolvidas no diagnóstico da dor regional complexa:

  • Avaliação clínica: O médico realizará uma avaliação completa com exame físico, revisará o histórico médico do paciente e discutirá os sintomas
  • Testes complementares: Podem ser solicitados exames de imagem, como radiografia e ressonância magnética. Eles ajudam a identificar possíveis danos nos tecidos.
  • Bloqueios anestésicos: Em alguns casos, o médico pode realizar bloqueios anestésicos para determinar quais nervos estão contribuindo para a dor do paciente.
  • Critérios diagnósticos: O diagnóstico da dor regional complexa é baseado frequentemente nos critérios estabelecidos pela Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) e pela Sociedade Internacional de Distúrbios da Dor.

Tratamentos disponíveis para dor regional complexa

Os tratamentos para dor regional complexa visam aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Alguns dos principais métodos disponíveis incluem:

  • Medicação: Para controlar a dor, podem ser prescritos analgésicos, anti-inflamatórios, antidepressivos e anticonvulsivantes.
  • Terapia física: Exercícios e técnicas de reabilitação podem ajudar a fortalecer os músculos, melhorar a mobilidade e reduzir a dor.
  • Bloqueios nervosos: Injeções de anestésicos podem ser usadas para bloquear os sinais de dor no nervo afetado.
  • Chip para dor:  Eletrodos para dor implantáveis podem ser usados para modular a atividade dos nervos e aliviar a dor. A neuromodulação é uma das principais terapias para o controle dos casos graves refratários aos tratamentos iniciais.
  • Terapia psicológica: A dor crônica pode causar impacto emocional. A terapia cognitivo-comportamental pode auxiliar no manejo da dor.

É importante que cada paciente seja avaliado individualmente por um profissional especializado no tratamento da dor e que tenha entendimento sobre a doença.

Abordagens alternativas para o manejo da dor regional complexa

Existem várias terapias alternativas que podem ser consideradas no manejo da dor regional complexa. Aqui estão algumas opções a serem consideradas:

Acupuntura para dor regional complexa

Esta prática baseada na medicina tradicional chinesa tem sido cada vez mais utilizada no tratamento da dor crônica. Estudos mostraram que a acupuntura pode ajudar a reduzir a dor e melhorar a função em pacientes com dor regional complexa.

Meditação e mindfulness

Práticas como meditação e mindfulness têm se mostrado úteis no manejo da dor crônica. Elas podem ajudar os pacientes a desenvolver habilidades de autorregulação emocional e a diminuir a percepção da dor.

A radioterapia pode ser uma opção para reduzir a dor causada por tumores que pressionam contra ossos, nervos ou órgãos internos.

Implantes de bombas de analgésicos

Essas abordagens diferentes podem ser usadas em conjunto com os tratamentos normais. Isso ajuda a controlar a dor e a melhorar a vida dos pacientes com dor regional complexa.

Como lidar com o impacto psicológico da dor regional complexa

A DRC não afeta apenas o corpo, mas também tem um impacto significativo no bem-estar psicológico do paciente. Lidar com este aspecto da dor é crucial para garantir um tratamento abrangente e eficaz nos pacientes com dor crônica. Aqui estão algumas maneiras de lidar com o impacto psicológico da dor regional complexa:

  • Psicoterapia: A terapia cognitivo-comportamental e outras formas de terapia ajudam o paciente a lidar com o estresse, ansiedade e depressão associados à dor crônica.
  • Apoio emocional: Ter uma rede de apoio sólida, seja de amigos, familiares ou grupos de apoio, faz uma grande diferença no enfrentamento da dor e das questões emocionais relacionadas.
  • Medicação psicotrópica: Em alguns casos, medicamentos psicotrópicos podem ser prescritos para ajudar no manejo dos sintomas emocionais associados à dor crônica. É fundamental seguir as orientações médicas rigorosamente.

Para lidar com o impacto psicológico da dor regional complexa, é importante considerar os aspectos físicos e emocionais. Isso deve ser feito com uma abordagem multidisciplinar. O suporte psicológico adequado pode fazer uma grande diferença na qualidade de vida e no prognóstico do paciente.

Terapias regenerativas

Pesquisas em terapias com células-tronco e fatores de crescimento estão em andamento. Essa terapia tem o potencial de regenerar tecidos danificados e reduzir a dor associada à dor regional complexa.

Essas perspectivas promissoras sinalizam um caminho positivo para o avanço no tratamento da doença. Desta forma, no futuro, mais opções estão disponíveis para os pacientes que enfrentam essa condição desafiadora.

Dr. Wilson Morikawa Jr.

Publicado por: Dr. Wilson Morikawa Jr. – Neurocirurgião – CRM 163.410 RQE:101438.
Neurocirurgião de São Paulo especialista no tratamento da Doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento.

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Abordagens eficazes para o tratamento da dor oncológica

Abordagens eficazes para o tratamento da dor oncológica

Dr. Wilson Morikawa Jr. - Médico especialista no tratamento de dor crônica

Oncologia

Abordagens eficazes para o tratamento da dor oncológica

A dor oncológica é uma das complicações mais comuns associadas ao câncer. Quando mal conduzida, tem um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes, já debilitados por conta da doença de base.
Portanto, encontrar um especialista que saiba diferenciar o tipo de dor e qual o melhor tratamento, pode trazer conforto e qualidade de vida ao paciente. Saiba mais sobre as diferenças de dor oncológica e tratamentos disponíveis.

Tipos de dor oncológica

Compreender os diferentes tipos de dor oncológica é essencial para proporcionar um tratamento eficaz e adequado. A dor oncológica pode ser classificada em três categorias principais:
Cada tipo requer abordagens específicas para o alívio dos sintomas. A definição do plano terapêutico também considera a intensidade e a localização da dor. Entre as abordagens disponíveis, estão as farmacológicas, como analgésicos, e as não farmacológicas. Neste último grupo entram as terapias complementares (fisioterapia, acupuntura e meditação) e intervenções psicossociais.
A equipe de cuidados paliativos desempenha um papel fundamental no gerenciamento da dor. São os paliativistas que fornecem suporte emocional, social e espiritual aos pacientes e seus familiares durante todo o curso da doença.

Uma abordagem abrangente e multidisciplinar é essencial para garantir um tratamento eficaz da dor oncológica. Com isso, é possível atingir a melhora na qualidade de vida dos pacientes afetados por esta condição desafiadora.

Remédios para o tratamento da dor oncológica

Para o tratamento da dor oncológica, existem várias abordagens medicamentosas eficazes que podem proporcionar alívio aos pacientes. Algumas das opções mais comuns incluem:

Analgésicos opióides

São frequentemente prescritos para dores de intensidade moderada a intensa. Podem incluir medicamentos como a morfina, a codeína e a oxicodona.

Analgésicos não opióides para pacientes com câncer

Os analgésicos simples e os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são muito utilizados no tratamento da dor oncológica.Eles têm papel fundamental principalmente em casos de dor leve a moderada.

Medicações adjuvantes

Além dos analgésicos tradicionais, os adjuvantes são frequentemente utilizados para potencializar o efeito do tratamento. Exemplos incluem antidepressivos, anticonvulsivantes e corticosteróides.

Bloqueio nervoso para dor oncológica

Em casos refratários aos medicamentos, o bloqueio nervoso é indicado. Ele consiste na aplicação de medicamentos em raízes nervosas a fim de interromper o envio do estímulo doloroso ao cérebro.
É essencial ressaltar que o tratamento da dor oncológica deve ser personalizado. Deve-se considerar o tipo e a intensidade da dor. As condições clínicas e preferências do paciente também devem ser levadas em consideração. Por isso, sempre é recomendado que os pacientes estejam sob a supervisão de um profissional especializado. Garantir a eficácia do tratamento e o bem-estar do paciente é fundamental no cuidado de pacientes com câncer.

Intervenções médicas para o tratamento da dor oncológica

O tratamento da dor oncológica muitas vezes envolve uma abordagem multidisciplinar, na qual as intervenções médicas desempenham um papel fundamental.

Bloqueios nervosos

Os bloqueios de nervos podem ser usados para interromper a transmissão dos sinais de dor e proporcionar alívio temporário.

Radioterapia

A radioterapia pode ser uma opção para reduzir a dor causada por tumores que pressionam contra ossos, nervos ou órgãos internos.

Implantes de bombas de analgésicos

A colocação de um dispositivo que libera analgésicos diretamente nos nervos é considerada uma alternativa eficaz. Quando a dor é severa e resistente a outros tratamentos, esta pode ser uma alternativa no alívio.

Uso de chips para dor

O implante de eletrodos na coluna é um caminho para o controle da dor de forma eficaz. Ele é feito por um neurocirurgião e consegue modula o sistema nervoso para que os estímulos dolorosos parem de ser enviados. 
Legenda: O eletrodo para dor pode ajudar pacientes que sofrem com a dor oncológica. Entenda como funciona.
Esses procedimentos são parte de um plano de tratamento abrangente para pacientes que sofrem de dor oncológica. É necessário avaliar qual a melhor opção visando melhorar a qualidade de vida e proporcionar conforto durante o decorrer da doença.

Caso tenha outras dúvidas agende uma consulta ou entre em contato nos nossos canais de atendimento e deixe o seu comentário.

Terapias não farmacológicas para o tratamento da dor oncológica

Terapias não farmacológicas desempenham um papel crucial no tratamento da dor oncológica. Essas abordagens ajudam a melhorar a vida dos pacientes, diminuindo a dor e promovendo bem-estar físico e emocional. Algumas terapias não farmacológicas eficazes incluem:

Acupuntura

Esta prática da medicina tradicional chinesa tem mostrado benefícios no alívio da dor crônica, inclusive a dor relacionada ao câncer. A aplicação de agulhas em pontos específicos do corpo pode estimular a liberação de substâncias analgésicas naturais, proporcionando alívio da dor.

Meditação e mindfulness

Técnicas de meditação e mindfulness têm se mostrado eficazes no gerenciamento da dor. Com elas, é possível reduzir a percepção da intensidade da mesma e promover o relaxamento. A prática regular pode ainda ajudar os pacientes a lidar melhor com a dor oncológica.

Terapia física e reabilitação

Exercícios terapêuticos e técnicas de reabilitação podem contribuir para o alívio da dor. Além disso, melhoram a mobilidade e a função física dos pacientes com câncer. Um programa personalizado de fisioterapia pode ser fundamental no tratamento da dor oncológica.
Estas terapias, quando combinadas com o tratamento médico convencional, podem proporcionar alívio significativo da dor e melhorar a qualidade de vida. Isso porque oferecem abordagens holísticas e integrativas para o manejo da dor.

Abordagens psicossociais para o tratamento da dor oncológica

Os pacientes com câncer podem lidar melhor com a dor através de abordagens psicossociais. Essas abordagens ajudam a lidar com o desconforto físico e emocional causado pela doença. Algumas das abordagens mais eficazes incluem:
Psicoterapia: Os padrões de pensamento negativo contribuem para intensificar a dor. A terapia cognitivo-comportamental pode ajudar esses pacientes a identificar tais padrões auxiliando no controle álgico. Além disso, as terapias de relaxamento e de aceitação e compromisso também têm se mostrado eficazes no manejo da dor oncológica.
  • Grupos de apoio: Participar de grupos de suporte com outras pessoas que estão passando por experiências semelhantes pode ser reconfortante e encorajador. Compartilhar histórias, desafios e estratégias de enfrentamento pode promover a sensação de pertencimento e reduzir o isolamento emocional.
As abordagens psicossociais desempenham um papel significativo no tratamento da dor oncológica. Elas devem proporcionar suporte emocional, ensinando estratégias de enfrentamento e aceitação da doença.

Desafios no tratamento da dor oncológica

Um dos principais desafios no tratamento da dor oncológica é a diversidade de sintomas e a complexidade do quadro clínico de cada paciente. A tolerância e eficácia dos analgésicos podem variar significativamente de um paciente para outro.
Além disso, é comum deparar-se com muitos efeitos colaterais dos medicamentos, como sonolência, constipação e náuseas. Seu surgimento limita as opções de tratamento, bem como impactam a qualidade de vida dos pacientes.
Ainda sobre as abordagens farmacológicas, é preciso destacar a existência do preconceito contra analgésicos opióides. A falta de conhecimento e má informação pode impedir pacientes com câncer de receberem tratamento adequado para dor.
Por fim, a limitação de acesso aos procedimentos cirúrgicos capazes de aliviar a dor oncológica também dificultam o manejo desse paciente.
Por isso, procurar uma equipe especializada e atualizada sobre as novas diretrizes e abordagens para tratamento da dor oncológica é essencial para garantir conforto durante o tratamento contra o câncer.
Lembre-se de que cada paciente é único. O tratamento da dor oncológica deve ser personalizado e abrangente, buscando não apenas o alívio dos sintomas, mas também o bem-estar físico, emocional e social.

Dr. Wilson Morikawa Jr.

Publicado por: Dr. Wilson Morikawa Jr. – Neurocirurgião – CRM 163.410 RQE:101438.
Neurocirurgião de São Paulo especialista no tratamento da Doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento.

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O que você deve saber sobre o eletrodo DRG

Dr. Wilson Morikawa Jr. - Médico especialista no tratamento de dor crônica

Neuromodulação

O que você deve saber sobre o eletrodo DRG

A estimulação do gânglio da raiz dorsal (DRG) é uma técnica avançada que vem ganhando destaque no campo da medicina intervencionista para o tratamento de diversas condições dolorosas. Se você está buscando compreender melhor esse procedimento inovador, está no lugar certo. Neste artigo, vamos falar sobre a estimulação do gânglio da raiz dorsal, seu objetivo e os benefícios desta técnica.

O Que É o Gânglio da Raiz Dorsal?

Antes de nos aprofundarmos na estimulação, é crucial entender a anatomia por trás do processo. O gânglio da raiz dorsal é uma estrutura localizada na coluna vertebral, mais especificamente próximo à medula espinhal. Essa área é importante para enviar sinais do corpo para o sistema nervoso central e tem grande influência na dor neuropática.

Propósito da Estimulação do Gânglio da Raiz Dorsal

A estimulação do gânglio da raiz dorsal é uma técnica minimamente invasiva destinada a modular a atividade neural nessa área específica. Geralmente, ela é realizada para o tratamento da dor crônica em pacientes que não encontraram sucesso nas terapias convencionais. Seja devido a condições como neuralgia pós-herpética, dor complexa regional, neuropatia diabética ou outras neuropatias específicas, a estimulação do DRG oferece uma abordagem promissora.

Como Funciona o Procedimento

Durante a estimulação do gânglio da raiz dorsal, eletrodos são posicionados de forma precisa na proximidade do gânglio. Esses eletrodos emitem estímulos elétricos controlados, visando modular a atividade neural e interromper os sinais de dor antes que alcancem o cérebro. É necessário o controle adequado da corrente elétrica para controlar a dor. A precisão do procedimento é uma de suas características distintivas, permitindo um tratamento mais direcionado e personalizado.

Benefícios Potenciais

  1.   Alívio da Dor Localizada: A estimulação do DRG é particularmente eficaz no tratamento da dor localizada, oferecendo alívio em áreas específicas do corpo.
  2.   Menos Efeitos Colaterais: Comparada a outras formas de estimulação neural, esta técnica tende a causar menos efeitos colaterais, como parestesia ou sensações indesejadas.
  3.   Maior Qualidade de Vida: Com a melhora dos pacientes com dor, eles se tornam mais independentes e com melhor qualidade de vida.
  4.   Opção para quem não responde a outras terapias: Estimulação do DRG pode ser uma nova esperança para controlar a dor.

Considerações Importantes

Embora a estimulação do gânglio da raiz dorsal seja considerada segura, é crucial que os pacientes estejam cientes de possíveis complicações e limitações. A seleção adequada de candidatos, a compreensão das expectativas realistas e o acompanhamento médico são elementos fundamentais para o sucesso a longo prazo. Além disso, é importante verificar se o seu médico foi treinado e tem experiência para realizar esta cirurgia.

Em conclusão, a estimulação do gânglio da raiz dorsal surge como uma abordagem inovadora e eficaz no manejo da dor crônica. Cada caso é diferente, e é importante consultar um profissional de saúde para saber se esse tratamento é adequado para cada pessoa. Estar informado é o primeiro passo para explorar as opções disponíveis e buscar uma vida mais confortável e livre de dor.

Eletrodo DRG
procedimento cirurgico com implante de eletrodo percutâneo para estimulação do gânglio da raiz dorsal

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A Anatomia do Nervo Ciático e as Causas de Dor

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Neuromodulação

A Anatomia do Nervo Ciático e as Causas de Dor

O nervo ciático, o maior nervo do corpo humano, desempenha um papel crucial na nossa mobilidade e função nervosa. Quando esse nervo é afetado, a dor resultante pode ser intensa e impactar significativamente a qualidade de vida. Vamos explorar a anatomia do nervo ciático e as diversas causas que podem desencadear a temida dor ciática.

Anatomia do Nervo Ciático:

O nervo ciático é formado por várias raízes nervosas que se originam na região lombar e sacral da coluna vertebral. Estende-se pela parte de trás da coxa, dividindo-se em ramos que vão até o pé. Sua função principal é transmitir sinais nervosos entre a medula espinhal e os músculos da perna, bem como fornecer sensibilidade à região.

Causas Comuns de Dor Ciática:

  • Hérnia de Disco: Uma das principais causas de dor do nervo ciático é a compressão do nervo devido a uma hérnia de disco na coluna vertebral. O material gelatinoso do disco intervertebral pode sair e pressionar o nervo ciático, desencadeando dor e desconforto.
  • Estenose Espinhal: O estreitamento do canal vertebral, conhecido como estenose espinhal, pode resultar em compressão do nervo ciático à medida que passa pela coluna vertebral, causando dor irradiante.
  • Síndrome do Piriforme: O nervo ciático pode ser afetado quando passa pelo músculo piriforme, levando à irritação e dor. Esta condição é conhecida como síndrome do piriforme.
  • Lesões e Traumas: Lesões na região lombar, nádegas ou pernas, como quedas ou impactos, podem causar danos diretos ao nervo ciático, resultando em dor.
  • Gravidez: Em algumas mulheres grávidas, o útero em crescimento pode exercer pressão sobre o nervo ciático, causando desconforto durante a gestação.
  • Doenças Degenerativas: Condições como osteoartrite e doença degenerativa do disco podem contribuir para a compressão do nervo ciático ao longo do tempo.

Sintomas da Dor Ciática:

  • Dor Irradiante: A dor geralmente se estende da parte inferior das costas, passando pela nádega, e irradia ao longo da perna.
  • Formigamento e Dormência: Sensações anormais, como formigamento ou dormência, podem acompanhar a dor ciática.
  • Fraqueza Muscular: A fraqueza nos músculos da perna pode ser experimentada devido à interrupção dos sinais nervosos.

 

Qual o melhor tratamento para a Dor Ciática:

  1. Medicação: Analgésicos e anti-inflamatórios podem aliviar a dor e reduzir a inflamação.
  2. Fisioterapia: Exercícios específicos podem fortalecer os músculos ao redor do nervo e melhorar a mobilidade.
  3. Injeções Epidurais: Aplicações de corticosteróides na área afetada podem proporcionar alívio temporário da inflamação e da dor da coluna.
  4. Cirurgia: A cirurgia pode ser feita para aliviar a compressão do nervo e melhorar a dor neuropática em casos graves e persistentes. A cirurgia pode ser feita com técnicas minimamente invasivas, com bons resultados e poucas complicações, o que a torna eficaz e segura.

É crucial buscar a orientação de um profissional de saúde para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado. A compreensão da anatomia do nervo ciático e das causas potenciais da dor é o primeiro passo para aliviar o desconforto e recuperar a qualidade de vida.

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Desvendando a Dor do Nervo Tibial

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Nervo Tibial

Desvendando a Dor do Nervo Tibial

A dor do nervo tibial é uma condição que pode impactar significativamente a qualidade de vida de quem a enfrenta. Entenda as causas mais comuns, sintomas e possíveis abordagens de tratamento dessa condição muitas vezes subestimada.

O que é o Nervo Tibial?

Antes de mergulharmos na dor associada ao nervo tibial, é essencial entender o papel fundamental que esse nervo desempenha no corpo humano. O nervo tibial é uma ramificação do nervo ciático, responsável por transmitir sinais nervosos da medula espinhal para os músculos e a pele na região da perna e pé.

Causas da Dor do Nervo Tibial

O primeiro passo para a definição do plano terapêutico e alívio dos sintomas é estabelecer o que causou esta condição. Entre as possíveis causas de Dor do Nervo Tibial, estão:

  • Lesões Físicas: Lesões diretas na perna, tornozelo ou pé podem comprimir ou danificar o nervo tibial, desencadeando dor. Torções, fraturas ou impactos são exemplos comuns.
  • Síndrome do Túnel do Tarso: Esta condição ocorre quando há pressão excessiva sobre o nervo tibial ao passar pelo túnel do tarso, resultando em desconforto e dor.
  • Neuropatia Diabética: Pessoas com diabetes estão mais propensas a desenvolver neuropatia periférica, afetando os nervos das pernas e pés, incluindo o nervo tibial.
  • Inflamação ou Infecção: Processos inflamatórios ou infecciosos na região podem afetar o nervo tibial, desencadeando dor aguda.

Sintomas Comuns 

Além de dor, há outros sintomas associados ao nervo tibial e que podem afetar os pacientes. Apesar de serem variados, o quadro frequentemente inclui:

  • Dormência ou Formigamento: Sensações anormais na parte inferior da perna e pé.
  • Dor Aguda ou Latejante: Dor intensa que pode se estender desde a perna até o pé.
  • Fraqueza Muscular: Dificuldade em realizar atividades que envolvem os músculos controlados por esse nervo

Como tratar a Dor do Nervo Tibial?

Como já foi citado, a definição do melhor tratamento para cada quadro depende da origem da lesão e dos sintomas apresentados pelo paciente. Com base nisso, é possível traçar o melhor plano visando alívio dos sintomas. 

  • Medicamentos: Analgésicos e anti-inflamatórios podem aliviar a dor e reduzir a inflamação. Nos casos de dor crônica, pode ser necessário o uso de anticonvulsivantes e antidepressivos.
  • Fisioterapia: Exercícios específicos podem fortalecer os músculos e melhorar a mobilidade, reduzindo a pressão sobre o nervo.
  • Terapias Alternativas: Acupuntura e massagem podem proporcionar alívio e promover o bem-estar geral.
  • Cirurgia: Quando não há resposta do paciente a outras terapias, é possível recorrer a tratamentos cirúrgicos, como o implante de chips para aliviar dor intensa. Esta técnica apresenta bons resultados, especialmente com estimulação DRG – do Gânglio da Raiz Dorsal (Dorsal Root Ganglion).

A dor no nervo tibial é comum, mas entender suas causas e buscar tratamentos adequados pode melhorar muito a qualidade de vida. Se você tem sintomas do nervo tibial, é importante buscar ajuda médica para um diagnóstico preciso e um tratamento personalizado. A busca por cuidados adequados é o primeiro passo para restaurar o conforto e a funcionalidade nas atividades diárias.

ao comando do cérebro mais lentamente. Pessoas afetadas pela bradicinesia costumam ter dificuldades para iniciar ou concluir movimentos, bem como realizá-los com menos destreza. Este é um dos primeiros sintomas da doença de Parkinson. Também há tremor de repouso, rigidez e alterações na postura e equilíbrio do paciente. 

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O que é a bradicinesia?

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Doença de Parkinson

O que é a bradicinesia?

A bradicinesia consiste na diminuição da velocidade dos movimentos voluntários, de forma que o corpo responde ao comando do cérebro mais lentamente. Pessoas afetadas pela bradicinesia costumam ter dificuldades para iniciar ou concluir movimentos, bem como realizá-los com menos destreza. Este é um dos primeiros sintomas da doença de Parkinson. Também há tremor de repouso, rigidez e alterações na postura e equilíbrio do paciente. 

Alterações de movimento na bradicinesia

O sintoma em questão pode acometer diversas áreas do corpo, como os membros superiores e inferiores, a face e até a fala. Na bradicinesia, a impressão é de que o movimento é rígido e pausado, fluindo menos. Além disso, ocorre também a diminuição da amplitude do mesmo, o que termina por afetar diretamente as atividades básicas do cotidiano do paciente. 

A bradicinesia pode ser causada por alguns tipos de doenças neurodegenerativas. Conforme citado anteriormente, a doença de Parkinson é a principal delas, mas não é a única. Podem ter a bradicinesia como sintoma em pacientes com acidente vascular cerebral (AVC), após um trauma craniano e até em distúrbios metabólicos.

Bradicinesia no mal de Parkinson

A bradicinesia no Parkinson é um dos principais sintomas desta doença. Este sintoma é perceptível nas tarefas diárias, como abotoar uma camisa. Também é notado durante a marcha, com passos curtos e dificuldade de mudança de direção. Há também:

  • Alterações na fala: torna-se mais dificultosa, monótona e com menor potencial de entonação; 
  • Perda de expressão facial: o rosto pode mostrar-se praticamente congelado, com menos movimentos e variação de expressões;
  • Micrografia: Letra torna-se menor durante a escrita. Movimento das mãos com menor amplitude. Paciente não consegue mais realizar assinaturas.
  • Alteração da marcha: marcha com passos curtos e dificuldade de mudança de direção são características comuns;

Qual a diferença entre bradicinesia e acinesia?

Apesar de estarem relacionados, existe uma diferença importante entre os sintomas de bradicinesia e acinesia, que reside justamente no grau de redução do movimento. Enquanto no primeiro, o movimento acontece de maneira lenta e custosa, no segundo, ele não chega a acontecer. 

Assim, a acinesia é definida por uma ausência ou diminuição drástica de movimentos voluntários. Um paciente que experimenta este sintoma pode sentir uma falta de iniciativa motora ou uma sensação de estar “congelado”, o que chamamos tecnicamente de freezing. No entanto, a bradicinesia e a acinesia são igualmente recorrentes na Doença de Parkinson. 

Como diminuir a bradicinesia?

O controle da bradicinesia é feito atuando a causa subjacente. O tratamento para pacientes com Mal de Parkinson, por exemplo, inclui o uso de medicamentos para aumentar os níveis de dopamina no cérebro. Em casos nos quais os sintomas da doença de Parkinson progride para estágios moderados ou graves, passa-se a se considerar a Estimulação Cerebral Profunda (DBS)

Para que o paciente com mal de parkinson possa viver com qualidade de vida, é recomendado ainda um programa de fisioterapia e com exercícios específicos, que inclua alongamentos, fortalecimento muscular, treinamento de equilíbrio e exercícios funcionais. Somado a isso, é importante manter-se mentalmente ativo e engajado, o que auxilia na coordenação motora e na agilidade mental.

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Neuralgia do pudendo: causas e tratamento

Dr. Wilson Morikawa Jr. - Médico espcialista no tratamento da neuralgia do pudendo

Neuromodulação

Neuralgia do pudendo: causas e tratamento

A neuralgia do pudendo é a doença em que o nervo pudendo está afetado. Este nervo vai da região lombar até a área genital. Ele passa pela região perineal e perianal.

A neuralgia do pundendo causa dor vaginal nas mulheres e dor no pênis nos homens. Também pode causar desconforto no períneo, dor perianal e dor pélvica.

A neuralgia do pudendo causa sintomas como dor forte, queimação, formigamento, desconforto ao sentar, dor no sexo e dificuldade para urinar ou defecar. Esses sintomas podem ser debilitantes e ter um impacto significativo na qualidade de vida das pessoas afetadas.

As causas da neuralgia do pudendo podem variar e incluir trauma físico, compressão do nervo, inflamação ou infecção.

Às vezes, a causa exata não é identificada, porém isto não impossibilita o tratamento da dor destes pacientes. O diagnóstico é feito por um médico especialista em neuralgia do pudendo, que avalia sintomas, história clínica e faz exames complementares específicos.

A eletroneuromiografia dos nervos sacrais podem auxiliar o diagnóstico desta doença e é considerada um importante exame nos casos que geram dúvida.

O tratamento da dor no nervo pudendo pode ser difícil. Ele pode incluir tratamento físico, remédios para dor e injeções de corticosteroides.

Também pode envolver bloqueios nervosos e neuromodulação com implante de chip no nervo pudendo. Em casos graves, pode ser necessário realizar cirurgia. A cirurgia é realizada para aliviar a pressão no nervo.

Chip para Neuralgia do pudendo


A estimulação do nervo pudendo é uma opção de neuromodulação da dor para pacientes que não tiveram sucesso com tratamento inicial com fortalecimento do assoalho pélvico e medicamentos.

Para estimular o nervo, é preciso implantar um chip para dor no gânglio da raiz dorsal (DRG) e, assim, aliviar a dor do paciente.

O eletrodo para tratamento da dor tambem é indicado nos casos de incontinência vesical ou fecal devido a neuropatia do nervo pudendo.

Se você acha que tem neuralgia do pudendo, é importante procurar um médico.

Um diagnóstico e tratamento rápidos podem ajudar a controlar os sintomas, como dor na região anal, e melhorar sua qualidade de vida.

Além disso, um especialista pode fornecer orientações sobre como evitar fatores desencadeantes e reduzir o risco de recorrência dessa condição dolorosa.

O Dr. Wilson Morikawa é médico especialista no tratamento de neuralgia do pudendo. Caso tenha alguma dúvida ou comentário agende uma consulta ou entre em contato.

 

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Dr. Wilson Morikawa Jr.

Publicado por: Dr. Wilson Morikawa Jr. – Neurocirurgião – CRM 163.410 RQE:101438.
Neurocirurgião de São Paulo especialista no tratamento da Doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento.

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Neuromodulação: o que é e quando considerar?

Neuromodulação: o que é e quando considerar?​

Neuromodulação

O que é a neuromodulação?

A Neuromodulação consiste basicamente na estimulação de áreas neurológicas específicas, a fim de alterar a atividade cerebral e oferecer mais conforto àqueles que sofrem com doenças do sistema nervoso. A dor crônica é a principal queixa desses pacientes, que passam a não responder a formas convencionais de tratamento. Outras doenças, como Mal de Parkinson e Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) também possuem indicações para a realização do procedimento.

Como funciona a Neuromodulação?

Uma vez que o procedimento tem como base a indução da neuroplasticidade do cérebro – ou seja, a capacidade que este possui em se adaptar a lesões e/ou estímulos, a Neuromodulação é um protocolo de tratamento totalmente individualizado. Cabe ao especialista definir qual a região do corpo exata a ser tratada, a melhor técnica e qual o grau ideal da frequência dos estímulos, que podem ser elétricos, magnéticos ou químicos.

Quais as principais técnicas de Neuromodulação?

O neurocirurgião responsável pela Neuromodulação poderá escolher entre técnicas invasivas e não invasivas, sendo estas últimas caracterizadas pela não realização de cortes, perfurações ou aplicação de objetos externos ao corpo.

Técnicas cirúrgicas:

Técnicas não-cirúrgicas:

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Dr. Wilson Morikawa Jr.

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11 principais sintomas da Doença de Parkinson

Neurocirurgião especialista na cirurgia da doença de Parkinson - Dr. Wilson Morikawa Jr.

Doença de Parkinson

11 principais sintomas da Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson acomete, sobretudo, pessoas acima dos 60 anos de idade, embora alguns jovens também sejam afetados com sintomas de Parkinson precoce.
A condição neurodegenerativa traz alterações motoras e não-motoras, que passam a dificultar progressivamente o cotidiano dos pacientes.
Apesar do Parkinson ser comumente associado aos tremores nas mãos, seu sintoma mais característico é a bradicinesia. Conheça os principais sintomas da Doença de Parkinson.

Como descobrir se uma pessoa tem Parkinson?

Os primeiros sintomas do Parkinson costumam ser sutis, de maneira que alguém que não convive diariamente com o paciente mal consegue notar diferenças em seu comportamento. Porém, se um indivíduo passa a sofrer com os 11 seguintes sintomas, recomenda-se que um neurologista seja consultado:

Existe algum exame para detectar o Parkinson?

O diagnóstico de Parkinson é feito a partir do histórico do paciente e da análise do neurologista. Um dos exames que pode auxiliar no diagnóstico do Parkinson é a ressonância magnética (RM), que permite a observação do cérebro em alta resolução, bem como a identificação de possíveis lesões causadas pela neurodegeneração.
Outros exames de imagem também podem ser solicitados. Dentre eles está o TRODAT utilizado para avaliar o sistema dopaminérgico e pode ser útil auxiliando o diagnóstico do mal de Parkinson.

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Dr. Wilson Morikawa Jr.

Publicado por: Dr. Wilson Morikawa Jr. – Neurocirurgião – CRM 163.410 RQE:101438.
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Bradicinesia, distúrbio do movimento, Doença de Parkinson, Sintomas Parkinson, Tremores

Eletrodo para Mal de Parkinson: quais as vantagens da técnica cirúrgica?

Médico especialista em cirurgia para mal de Parkinson - Dr. Wilson Morikawa Jr.

Doença de Parkinson

Eletrodo para Mal de Parkinson: quais as vantagens da técnica cirúrgica?

Do inglês Deep Brain Stimulation (DBS), a cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda é realizada para tratar doenças como Parkinson, tremor essencial, distonia e outras. O procedimento consiste na implantação de profundos eletrodos em pontos estratégicos do cérebro, definidos a partir da atividade neural observada em exames de imagem pré-operatórios.

No caso do Mal de Parkinson, os estimuladores elétricos, que são controlados por uma espécie de chip ou marca-passo, visam suprir a falta da dopamina na comunicação dos neurotransmissores com os movimentos do corpo. Assim, a Estimulação Cerebral Profunda termina por aliviar sintomas da doença de Parkinson, sobretudo os que estão relacionados ao movimento do corpo.

Legenda: Os eletrodos implantados no cérebro são controlados por um neuroestimulador, que atua como marca-passo.

Vantagens da Estimulação Cerebral Profunda (DBS)

A principal vantagem da estimulação elétrica como tratamento para a doença de Parkinson corresponde ao fato desta cirurgia não lesionar o tecido cerebral. Sendo assim, a intervenção é muito menos invasiva que outras técnicas ablativas.
A Estimulação Cerebral Profunda ainda diminui consideravelmente a ocorrência de sintomas comuns da doença, como tremores (sejam eles nas mãos, nos olhos ou no corpo), bradicinesia, rigidez muscular, falta de equilíbrio e lentidão nos movimentos. A melhora de fatores motores como estes permite que o paciente seja mais independente e, consequentemente, mais ativo, o que contribui também para um estilo de vida mais saudável.
O DBS tem outro grande ponto positivo: a potencialização do efeito da medicação para Parkinson. Assim, as doses do tratamento muitas vezes são reduzidas significativamente.

O Deep Brain Stimulation (DBS) será capaz de curar o paciente com Parkinson?

Os eletrodos apresentam resultados significativos no controle e redução dos sintomas da Doença de Parkinson, proporcionando mais conforto àqueles que são acometidos por ela. Entretanto, vale salientar que o Mal de Parkinson ainda não tem cura e nem mesmo os tratamentos cirúrgicos podem prometer este resultado.

Portanto, é importante que, durante a consulta, se discuta com o neurocirurgião os riscos e benefícios do tratamento cirúrgico. Neste momento, a presença dos familiares ou cuidadores imediatos pode fazer muita diferença. Saiba como se preparar para uma cirurgia de Parkinson clique aqui. 

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