Dr. Wilson Morikawa Jr.

Quanto tempo vive um paciente com Parkinson?

Quanto tempo vive um paciente com Parkinson?

Doença de Parkinson

Qual a sobrevida de um paciente com Doença de Parkinson?

O mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa que afeta o sistema nervoso central. Sua incidência é maior em homens, mas nas mulheres a progressão é mais agressiva. Os principais sintomas da Doença de Parkinson giram em torno de condições motoras, como tremores no corpo e nas mãos, rigidez muscular, dificuldade de fala, problemas de equilíbrio, entre outros. A doença, no entanto, não é fatal, de forma que após o diagnóstico, a expectativa de vida do paciente pode ser superior a 20 anos.

Estágios da doença de Parkinson

A evolução do Parkinson costuma ser bastante lenta, embora isso varie em cada caso. Os fatores de maior influência são: idade de início dos sintomas, tipo de tratamento seguido e presença de outras condições clínicas.
Os sintomas tendem a piorar com o passar do tempo, o que termina por debilitar gradativamente o paciente. E para determinar o estágio exato em que a doença se encontra, os neurologistas utilizam sobretudo dois métodos de avaliação.
O primeiro deles é a Escala Unificada de Classificação da Doença de Parkinson (UPDRS). Dividida em quatro partes, ela analisa por meio de um questionário a função intelectual, os níveis de humor e comportamento, as atividades de vida diária, a função e também as complicações do sistema motor. Respondidas as perguntas, o paciente pode atingir uma pontuação que varia de zero a 199, na qual zero significa nenhuma deficiência e 199 total comprometimento pelo Parkinson.

A Escala de Hoehn e Yahr, contudo, é a principal forma de identificar o grau de progressão do Parkinson. Nela, existem cinco grandes estágios da doença:

Estágio 1:

Assim que começa a se manifestar, o Parkinson afeta apenas um dos lados do corpo. É possível que haja tremores, alteração de postura, rigidez muscular e dificuldade para realizar movimentos precisos em áreas como mãos, pés, dedos e até no rosto. Os sintomas são bastante leves, e quase imperceptíveis para quem não conhece o paciente a fundo;

Estágio 2:

A manifestação da doença passa a se intensificar e atingir ambos os lados do corpo. A fala começa a ser projetada com menos clareza e as tarefas básicas diárias são executadas com muito mais dificuldade. Os problemas de locomoção e equilíbrio também são latentes;

Estágio 3:

A partir daqui, o Parkinson assume proporções mais graves. O paciente não consegue mais realizar as atividades de seu dia-dia sem ajuda, mas ainda pode morar sozinho, por exemplo. No entanto, quando atinge este estágio, o parkinsoniano fica mais propenso a sofrer quedas, que podem comprometer ainda mais sua saúde;

Estágio 4:

Os sintomas comprometem severamente a autonomia do paciente, que passa a não mais conseguir realizar funções básicas sozinho. Os tremores recorrentes nos primeiros estágios da doença, porém, podem desaparecer nesta fase. Além disso, por conta da drástica mudança de qualidade de vida, os problemas emocionais também se tornam mais comuns;

Estágio 5:

Quando atinge este estágio, o paciente torna-se totalmente dependente de um cuidador e/ou enfermeiro. Normalmente, pela impossibilidade de manter-se em pé, ele fica acamado ou em cadeira de rodas e pode apresentar alucinações ou delírios;

Quanto tempo alguém com Parkinson vive?

Ninguém morre de Parkinson, e sim por conta das complicações trazidas pela doença. A depender da idade em que recebe o diagnóstico, o paciente mantém sua expectativa de vida praticamente inalterada, podendo conviver de 10 a 20 anos com a condição e mantendo uma boa qualidade de vida. O Mal de Parkinson pode levar meses ou até anos para progredir de um estágio para outro e, enquanto algumas pessoas permanecem anos em estágio inicial, outras evoluem rapidamente para o último estágio.
No estágio avançado, contudo, as quedas às quais os pacientes estão expostos podem provocar lesões capazes de diminuir consideravelmente sua longevidade. Já na fase terminal do Parkinson, também podem surgir doenças secundárias fatais, como pneumonia, infecções respiratórias e outras. Estão entre algumas complicações comuns, a dificuldade de deglutição e para tossir, agravando consequentemente o risco de aspiração de alimentos ou líquidos para os pulmões.

Como saber que o Parkinson está evoluindo?

Com o passar dos anos, o protocolo de tratamento do Parkinson vai sendo reavaliado pelo neurologista. Uma vez que a medicação para de fazer efeito e sintomas como a discinesia, o déficit de sono e a ansiedade se intensificam, o paciente pode tornar-se candidato à Estimulação Cerebral Profunda, também conhecida como implantação de eletrodos ou de chip para o Parkinson.
Por isso, quanto mais cedo o Parkinson for diagnosticado, mais relevantes são as chances de reduzir as complicações que podem encurtar a expectativa de vida do paciente. Fique atento aos sintomas. Se você ou alguém que você conhece apresentar algum deles, procure um médico!

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