Dr. Wilson Morikawa Jr.

Como é realizado o diagnóstico da Doença de Parkinson?

Diagnóstico da Doença de Parkinson é baseado em uma combinação de sinais e sintomas como: tremor, rigidez e bradicinesia. Dr Wilson Morikawa

Como é realizado o diagnóstico da Doença de Parkinson?

Doença de Parkinson

Como é realizado o diagnóstico de Doença de Parkinson?

O diagnóstico da doença de Parkinson é baseado em uma combinação de sinais e sintomas clínicos associados à coleta da história clínica e exames de imagem. Não há um teste específico para diagnosticar o mal de Parkinson, e o diagnóstico geralmente é feito com base em uma combinação de sinais e sintomas.

Os sinais e sintomas mais comuns da doença de Parkinson incluem:

Outros sintomas que podem ocorrer incluem:

Para confirmar o diagnóstico, o médico geralmente irá realizar uma série de exames, incluindo:

É importante lembrar que o diagnóstico da doença de Parkinson pode ser difícil e muitas vezes confundir com os Parkinsons atípicos. Desta forma, é sempre recomendável consultar um especialista.

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Diagnóstico, Doença de Parkinson, genética, Mal de Parkinson, Síndrome parkinsoniana
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Dr. Wilson Morikawa Jr.

Dr. Wilson Morikawa Jr.

Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo com residência médica em Neurocirurgia na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e especialização em Neurocirurgia Funcional, voltado no tratamento de Distúrbios do Movimento (como na Doença de Parkinson, Distonia e Tremor Essêncial), tratamento da Dor Crônica e Espasticidade.

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A Doença de Parkinson tem Influência Genética?

Doença de Parkinson e Influência Genética. Os estudos sobre o genoma humano aumentaram a compreensão da influência genética. Dr Wilson Morikawa

Neurocirurgião especialista na cirurgia para Doença de Parkinson - Dr. Wilson Morikawa Jr.

Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson tem influência genética?

Com os achados dos estudos sobre o genoma humano grandes avanços na compreensão da influencia genética no mal de Parkinson estão sendo descobertos. Os estudos internacionais tem demonstrado que a arquitetura genética da doença de Parkinson é complexa, com envolvimento de variações genéticas comuns e raras no seu desenvolvimento. Existem pelo menos 20 mutações conhecidas que estão envolvidas no Parkinson hereditário, e mais de 90 outras alterações que podem ter influência relevante no mecanismo de desenvolvimento.

A pesquisa genética das mutações relacionadas ao Parkinson tem aumentado com a maior facilidade em realizar a sua investigação e deve ser considerada em pacientes com início precoce (início dos sintomas antes dos 40 anos de vida), pacientes com histórico familiar e populações com alto risco de formas monogenéticas da doença. As meta análises (revisões de estudos científicos) sugerem que a presença de um familiar com mal de Parkinson aumentam em 3 a 4 vezes o risco de desenvolver a doença.

Uma das características fisiopatológicas do Parkinson é a presença de corpos de Lewy, que são agregados da proteína alfa-sinucleína. Esta proteína é codificada pelo gene SNCA e por isso a sua mutação genética tem grande influência no panorama genético da Doença de Parkinson desde a sua descoberta em 1997.

Estudos apontam que as variações genéticas mais comuns podem influenciar em até 25% no risco de desenvolvimento de Parkinson, enquanto algumas variações mais raras podem influenciar isoladamente no seu desenvolvimento. As principais causas monogenéticas da doença de Parkinson são: SNCA, PARK7, PRKN, FBX07, ATP13A2, PINK1, PARKN, VSP35 e PLAG2G6. Todas essas variações são raras, mas quando encontradas devem ser valorizadas na avaliação médica.

Qual a importância da genética no tratamento da Doença de Parkinso?

Atualmente, ainda não existe cura para esta doença neurodegenerativa. Os tratamentos são especificamente voltados para melhora dos sintomas associado a melhora na qualidade de vida de cada paciente. O que se observa na prática clínica e em diversos estudos é que os paciente com Doença de Parkinson apresentam características semelhantes, o que os englobam na mesma doença, porém na maioria das vezes o prognóstico e a evolução difere em cada indivíduo. Isso torna necessário a individualização do tratamento em cada caso.

Uma das possíveis estratégias futuras para o tratamento e o entendimento do Parkinson é o melhor conhecimento das variações genéticas podendo guiar terapias alvo em cada mutação. Outra importância da genética é estabelecer prognósticos mais assertivos para cada indivíduo, subdividindo em subgrupos determinados pelas variações genéticas e, dessa forma, promover tratamentos individualizados para cada subgrupo. Este tipo de análise é fundamental para o que chamamos de “medicina de precisão” em que cada estratégia terapêutica é individualizada.

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Doença de Parkinson, genética, Mal de Parkinson
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Diabetes e Doença de Parkinson

Diabetes e Doença de Parkinson

Doença de Parkinson

As pessoas que desenvolvem Diabetes tipo 2 entre 25 e 45 anos têm mais de 400% de chances de sofrerem com o Parkinson no futuro. Esta informação vem sendo confirmada por diversos estudos clínicos realizados pelo mundo. Um deles é o trabalho publicado no Journal of Parkinson’s Disease em 2020, “A Associação entre a Diabetes e a Doença de Parkinson” (J.L.Y. Cheong et al. / The Association Between T2DM and PD).

Qual a relação entre a Diabetes e a Doença de Parkinson?

A Diabetes tipo 2, que corresponde a 90% dos casos de Diabetes Mellitus, tem como consequência a Glicação. Este é o processo no qual os altos níveis de açúcar danificam aminoácidos que compõem a estrutura celular. Desta forma, as células têm seu processo de envelhecimento acelerado.
Mas diferente das demais células do corpo humano, que são capazes de obter energia também por outros meios, os neurônios são quase totalmente dependentes da glicose. Sendo assim, quando há uma desregulação no controle do uso de glicose por parte da insulina, as células cerebrais podem ser afetadas. Por isso, a Diabetes pode estar associada ao avanço de doenças neurológicas como o Mal de Parkinson.

O que acontece quando um paciente tem Parkinson e Diabetes?

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Parkinson acomete cerca de 1% da população mundial acima de 65 anos. Responsável por afetar a área do cérebro conhecida como substância negra, a doença prejudica a produção de dopamina, um neurotransmissor essencial para o controle motor do corpo humano.
Por isso, os sintomas mais comuns são:
Além disso, pesquisadores da Universidade de Yale identificaram que o Mal de Parkinson, quando combinado com a Diabetes Tipo 2, avança ainda mais agressivamente, de forma que, um portador das duas doenças está mais propenso a perder sua independência e enfrentar quadros severos de depressão, o que termina por comprometer sua qualidade de vida.

Todo portador de Diabetes Tipo 2 desenvolverá Doença de Parkinson?

Em outro artigo publicado no Journal of Parkinson’s Disease, cientistas da Universidade NOVA de Lisboa afirmam que pacientes diabéticos com idades entre 25 e 45 anos têm uma possibilidade aumentada de desenvolver o Parkinson em 400%.
Considerando que apenas 10% dos casos apurados apresentam uma predisposição genética, os fatores não genéticos tornam-se de suma importância para o diagnóstico do Mal de Parkinson e para os estudos acerca do controle da doença.
Outros fatores de risco para a Doença de Parkinson:

Quais outras relações existem entre a Diabetes e o Parkinson?

As células cerebrais não se regeneram e, por isso, não existe cura para a Doença de Parkinson. No entanto, alguns medicamentos são capazes de retardar a neurodegeneração e controlar os sintomas motores. E, curiosamente, alguns desses fármacos também são utilizados no tratamento da Diabetes.

O Instituto de Neurologia da University College London, por exemplo, realizou um teste com 60 portadores de Parkinson. Estes, foram medicados semanalmente com Exenatida, amplamente utilizada como tratamento complementar da Diabetes tipo 2, e tiveram seus sintomas significativamente atenuados. Redução de tremor e maior capacidade de equilíbrio foram apenas alguns deles. Precisar de forma exata a relação entre as duas doenças, porém, ainda é um grande desafio.

Se quiser saber mais sobre a doença de Parkinson entre em nosso artigo completo aqui.

Esperamos que o artigo tenha ajudado. Caso tenha mais dúvidas entre em contato conosco.

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Alterações na fala e na escrita,Comprometimento da coordenação motora em geral,Desequilíbrio,Diabetes,Mal de Parkinson,Tremor
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Atividade Física e Doença de Parkinson

Atividade física e doença de Parkinson. Saiba mais sobre os benefícios que a atividade física pode exercer na prevenção. Dr Wilson Morikawa

Atividade Física e Doença de Parkinson

Doença de Parkinson

Quem tem Doença de Parkinson pode realizar atividade física?

A Doença de Parkinson é uma das principais causas neurológicas não traumáticas relacionada a perda da mobilidade e acometimento das atividades de vida diária. Porém, apesar de limitar de forma significativa os movimentos do paciente, a realização de atividade física é importante na reabilitação e controle da doença. Diversas revisões cientificas demonstram que a realização de atividade física está associada a diversos benefícios dificultando a progressão da doença e melhorando a qualidade de vida dos pacientes com esta doença.

Estudos demonstram que a realização de atividade física aeróbica regular reduz a atrofia cerebral global com melhora cognitiva. Foi observado que a realização de exercício físico não reverte a degeneração neuronal decorrente da doença de Parkinson, porém os indivíduos que realizam a atividade física de forma regular tendem a atenuar as alterações estruturais do córtex cerebral comumente encontrado nesta doença neurodegenerativa.

Outra evidencia encontrada nos estudos com ressonância magnética funcional demonstram que a realização da atividade aeróbica está associada ao aumento da conexão principalmente entre os córtex pré-frontal dorsolateral direito e o córtex frontoparietal direito, melhorando a disposição e reduzindo o cansaço relacionados ao Parkinson. Além disso, estudos demonstram que a atividade aeróbica estimula estrutural e funcionalmente a neuroplasticidade motora e cognitiva na Doença de Parkinson.

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