Dr. Wilson Morikawa Jr.

Dor regional complexa: o que é, tratamentos e mais

Descubra os principais tratamentos para a dor regional complexa. Conheça as opções disponíveis para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Dr. Wilson Morikawa Jr. - Médico especialista no tratamento de dor crônica

Oncologia

Dor regional complexa: o que é, tratamentos e mais

Lidar com dores crônicas que não respondem a medicamentos e terapias tradicionais é um desafio. O constante estado de dor afeta a qualidade de vida, as relações, desempenho no trabalho, além de outros campos de nossa vida.

 

Se você sofre de dor regional complexa ou conhece alguém que está passando por isso, saiba do que se trata essa condição e quais são as melhores terapias disponíveis.

O que é dor regional complexa?

A dor regional complexa (DRC) ou distrofia simpático reflexa é um termo abrangente que se refere a um conjunto de condições que causam dor crônica. Esta condição é frequentemente desencadeada por um trauma ou lesão específica. 

Uma das principais características é a intensidade da dor ser muito maior do que o esperado para a lesão inicial. Outra característica importante é apresentar sinais de dor neuropática.

Na classificação da DRC, existem duas formas principais. A primeira é a dor regional complexa tipo 1, que antes era chamada de síndrome da dor regional complexa. A segunda é a dor regional complexa tipo 2, que antes era conhecida como causalgia.

A dor regional complexa tipo 1 ocorre após uma lesão sem danos nos nervos. A dor regional complexa tipo 2 está relacionada a lesões dos nervos.

É importante ressaltar que a dor regional complexa é um fenômeno multifatorial. Esta doença pode afetar não apenas a sensação de dor, mas também a temperatura, a sudorese e a mobilidade na região afetada. 

O diagnóstico preciso e o tratamento adequado são essenciais para ajudar os pacientes a gerenciar e aliviar os sintomas dessa condição debilitante.

Quais são os sintomas da dor regional complexa?

A dor regional complexa (DRC) é considerada uma condição debilitante que pode afetar diferentes partes do corpo.

Os principais sintomas da DRC incluem:

Esses sintomas podem progredir ao longo do tempo e impactar a qualidade de vida do paciente. A DRC pode se manifestar de forma diferente em cada pessoa. 

Por isso, é fundamental consultar um médico especialista para obter um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado.

Fatores de risco para dor regional complexa

A distrofia regional complexa é uma condição que pode acometer qualquer pessoa. Existem alguns fatores de risco que podem aumentar a probabilidade de desenvolvê-la.

Alguns dos principais fatores de risco incluem:

  • Lesões no nervo: Traumas ou lesões nos nervos podem desencadear a dor regional complexa.
  • Cirurgias: Algumas cirurgias, especialmente aquelas que envolvem nervos ou membros, podem levar ao desenvolvimento da condição.
  • Histórico familiar: Pessoas com histórico familiar de dor regional complexa podem ter maior predisposição para desenvolvê-la.
  • Sexo e idade: A condição é mais comum em mulheres e pode afetar mais frequentemente pessoas entre 30 e 60 anos.
  • Condições médicas: Doenças como artrite, lesões vasculares e distúrbios autoimunes também podem aumentar o risco.

Esses fatores de risco não garantem o desenvolvimento da dor regional complexa, mas estar ciente deles pode ajudar na prevenção e no tratamento precoce da condição. É importante consultar um profissional de saúde se houver preocupações ou sintomas relacionados à dor regional complexa.

Como é feito o diagnóstico da dor regional complexa?

O diagnóstico da dor regional complexa pode ser desafiador devido à sua natureza complexa e variada. Os especialistas geralmente seguem um processo detalhado para identificar a condição do paciente.

Aqui estão algumas etapas comuns envolvidas no diagnóstico da dor regional complexa:

  • Avaliação clínica: O médico realizará uma avaliação completa com exame físico, revisará o histórico médico do paciente e discutirá os sintomas
  • Testes complementares: Podem ser solicitados exames de imagem, como radiografia e ressonância magnética. Eles ajudam a identificar possíveis danos nos tecidos.
  • Bloqueios anestésicos: Em alguns casos, o médico pode realizar bloqueios anestésicos para determinar quais nervos estão contribuindo para a dor do paciente.
  • Critérios diagnósticos: O diagnóstico da dor regional complexa é baseado frequentemente nos critérios estabelecidos pela Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) e pela Sociedade Internacional de Distúrbios da Dor.

Tratamentos disponíveis para dor regional complexa

Os tratamentos para dor regional complexa visam aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Alguns dos principais métodos disponíveis incluem:

  • Medicação: Para controlar a dor, podem ser prescritos analgésicos, anti-inflamatórios, antidepressivos e anticonvulsivantes.
  • Terapia física: Exercícios e técnicas de reabilitação podem ajudar a fortalecer os músculos, melhorar a mobilidade e reduzir a dor.
  • Bloqueios nervosos: Injeções de anestésicos podem ser usadas para bloquear os sinais de dor no nervo afetado.
  • Chip para dor:  Eletrodos para dor implantáveis podem ser usados para modular a atividade dos nervos e aliviar a dor. A neuromodulação é uma das principais terapias para o controle dos casos graves refratários aos tratamentos iniciais.
  • Terapia psicológica: A dor crônica pode causar impacto emocional. A terapia cognitivo-comportamental pode auxiliar no manejo da dor.

É importante que cada paciente seja avaliado individualmente por um profissional especializado no tratamento da dor e que tenha entendimento sobre a doença.

Abordagens alternativas para o manejo da dor regional complexa

Existem várias terapias alternativas que podem ser consideradas no manejo da dor regional complexa. Aqui estão algumas opções a serem consideradas:

Acupuntura para dor regional complexa

Esta prática baseada na medicina tradicional chinesa tem sido cada vez mais utilizada no tratamento da dor crônica. Estudos mostraram que a acupuntura pode ajudar a reduzir a dor e melhorar a função em pacientes com dor regional complexa.

Meditação e mindfulness

Práticas como meditação e mindfulness têm se mostrado úteis no manejo da dor crônica. Elas podem ajudar os pacientes a desenvolver habilidades de autorregulação emocional e a diminuir a percepção da dor.

A radioterapia pode ser uma opção para reduzir a dor causada por tumores que pressionam contra ossos, nervos ou órgãos internos.

Implantes de bombas de analgésicos

Essas abordagens diferentes podem ser usadas em conjunto com os tratamentos normais. Isso ajuda a controlar a dor e a melhorar a vida dos pacientes com dor regional complexa.

Como lidar com o impacto psicológico da dor regional complexa

A DRC não afeta apenas o corpo, mas também tem um impacto significativo no bem-estar psicológico do paciente. Lidar com este aspecto da dor é crucial para garantir um tratamento abrangente e eficaz nos pacientes com dor crônica. Aqui estão algumas maneiras de lidar com o impacto psicológico da dor regional complexa:

  • Psicoterapia: A terapia cognitivo-comportamental e outras formas de terapia ajudam o paciente a lidar com o estresse, ansiedade e depressão associados à dor crônica.
  • Apoio emocional: Ter uma rede de apoio sólida, seja de amigos, familiares ou grupos de apoio, faz uma grande diferença no enfrentamento da dor e das questões emocionais relacionadas.
  • Medicação psicotrópica: Em alguns casos, medicamentos psicotrópicos podem ser prescritos para ajudar no manejo dos sintomas emocionais associados à dor crônica. É fundamental seguir as orientações médicas rigorosamente.

Para lidar com o impacto psicológico da dor regional complexa, é importante considerar os aspectos físicos e emocionais. Isso deve ser feito com uma abordagem multidisciplinar. O suporte psicológico adequado pode fazer uma grande diferença na qualidade de vida e no prognóstico do paciente.

Terapias regenerativas

Pesquisas em terapias com células-tronco e fatores de crescimento estão em andamento. Essa terapia tem o potencial de regenerar tecidos danificados e reduzir a dor associada à dor regional complexa.

Essas perspectivas promissoras sinalizam um caminho positivo para o avanço no tratamento da doença. Desta forma, no futuro, mais opções estão disponíveis para os pacientes que enfrentam essa condição desafiadora.

Dr. Wilson Morikawa Jr.

Publicado por: Dr. Wilson Morikawa Jr. – Neurocirurgião – CRM 163.410 RQE:101438.
Neurocirurgião de São Paulo especialista no tratamento da Doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento.

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O que você deve saber sobre o eletrodo DRG

Dr. Wilson Morikawa Jr. - Médico especialista no tratamento de dor crônica

Neuromodulação

O que você deve saber sobre o eletrodo DRG

A estimulação do gânglio da raiz dorsal (DRG) é uma técnica avançada que vem ganhando destaque no campo da medicina intervencionista para o tratamento de diversas condições dolorosas. Se você está buscando compreender melhor esse procedimento inovador, está no lugar certo. Neste artigo, vamos falar sobre a estimulação do gânglio da raiz dorsal, seu objetivo e os benefícios desta técnica.

O Que É o Gânglio da Raiz Dorsal?

Antes de nos aprofundarmos na estimulação, é crucial entender a anatomia por trás do processo. O gânglio da raiz dorsal é uma estrutura localizada na coluna vertebral, mais especificamente próximo à medula espinhal. Essa área é importante para enviar sinais do corpo para o sistema nervoso central e tem grande influência na dor neuropática.

Propósito da Estimulação do Gânglio da Raiz Dorsal

A estimulação do gânglio da raiz dorsal é uma técnica minimamente invasiva destinada a modular a atividade neural nessa área específica. Geralmente, ela é realizada para o tratamento da dor crônica em pacientes que não encontraram sucesso nas terapias convencionais. Seja devido a condições como neuralgia pós-herpética, dor complexa regional, neuropatia diabética ou outras neuropatias específicas, a estimulação do DRG oferece uma abordagem promissora.

Como Funciona o Procedimento

Durante a estimulação do gânglio da raiz dorsal, eletrodos são posicionados de forma precisa na proximidade do gânglio. Esses eletrodos emitem estímulos elétricos controlados, visando modular a atividade neural e interromper os sinais de dor antes que alcancem o cérebro. É necessário o controle adequado da corrente elétrica para controlar a dor. A precisão do procedimento é uma de suas características distintivas, permitindo um tratamento mais direcionado e personalizado.

Benefícios Potenciais

  1.   Alívio da Dor Localizada: A estimulação do DRG é particularmente eficaz no tratamento da dor localizada, oferecendo alívio em áreas específicas do corpo.
  2.   Menos Efeitos Colaterais: Comparada a outras formas de estimulação neural, esta técnica tende a causar menos efeitos colaterais, como parestesia ou sensações indesejadas.
  3.   Maior Qualidade de Vida: Com a melhora dos pacientes com dor, eles se tornam mais independentes e com melhor qualidade de vida.
  4.   Opção para quem não responde a outras terapias: Estimulação do DRG pode ser uma nova esperança para controlar a dor.

Considerações Importantes

Embora a estimulação do gânglio da raiz dorsal seja considerada segura, é crucial que os pacientes estejam cientes de possíveis complicações e limitações. A seleção adequada de candidatos, a compreensão das expectativas realistas e o acompanhamento médico são elementos fundamentais para o sucesso a longo prazo. Além disso, é importante verificar se o seu médico foi treinado e tem experiência para realizar esta cirurgia.

Em conclusão, a estimulação do gânglio da raiz dorsal surge como uma abordagem inovadora e eficaz no manejo da dor crônica. Cada caso é diferente, e é importante consultar um profissional de saúde para saber se esse tratamento é adequado para cada pessoa. Estar informado é o primeiro passo para explorar as opções disponíveis e buscar uma vida mais confortável e livre de dor.

Eletrodo DRG
procedimento cirurgico com implante de eletrodo percutâneo para estimulação do gânglio da raiz dorsal

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A Anatomia do Nervo Ciático e as Causas de Dor

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Neuromodulação

A Anatomia do Nervo Ciático e as Causas de Dor

O nervo ciático, o maior nervo do corpo humano, desempenha um papel crucial na nossa mobilidade e função nervosa. Quando esse nervo é afetado, a dor resultante pode ser intensa e impactar significativamente a qualidade de vida. Vamos explorar a anatomia do nervo ciático e as diversas causas que podem desencadear a temida dor ciática.

Anatomia do Nervo Ciático:

O nervo ciático é formado por várias raízes nervosas que se originam na região lombar e sacral da coluna vertebral. Estende-se pela parte de trás da coxa, dividindo-se em ramos que vão até o pé. Sua função principal é transmitir sinais nervosos entre a medula espinhal e os músculos da perna, bem como fornecer sensibilidade à região.

Causas Comuns de Dor Ciática:

  • Hérnia de Disco: Uma das principais causas de dor do nervo ciático é a compressão do nervo devido a uma hérnia de disco na coluna vertebral. O material gelatinoso do disco intervertebral pode sair e pressionar o nervo ciático, desencadeando dor e desconforto.
  • Estenose Espinhal: O estreitamento do canal vertebral, conhecido como estenose espinhal, pode resultar em compressão do nervo ciático à medida que passa pela coluna vertebral, causando dor irradiante.
  • Síndrome do Piriforme: O nervo ciático pode ser afetado quando passa pelo músculo piriforme, levando à irritação e dor. Esta condição é conhecida como síndrome do piriforme.
  • Lesões e Traumas: Lesões na região lombar, nádegas ou pernas, como quedas ou impactos, podem causar danos diretos ao nervo ciático, resultando em dor.
  • Gravidez: Em algumas mulheres grávidas, o útero em crescimento pode exercer pressão sobre o nervo ciático, causando desconforto durante a gestação.
  • Doenças Degenerativas: Condições como osteoartrite e doença degenerativa do disco podem contribuir para a compressão do nervo ciático ao longo do tempo.

Sintomas da Dor Ciática:

  • Dor Irradiante: A dor geralmente se estende da parte inferior das costas, passando pela nádega, e irradia ao longo da perna.
  • Formigamento e Dormência: Sensações anormais, como formigamento ou dormência, podem acompanhar a dor ciática.
  • Fraqueza Muscular: A fraqueza nos músculos da perna pode ser experimentada devido à interrupção dos sinais nervosos.

 

Qual o melhor tratamento para a Dor Ciática:

  1. Medicação: Analgésicos e anti-inflamatórios podem aliviar a dor e reduzir a inflamação.
  2. Fisioterapia: Exercícios específicos podem fortalecer os músculos ao redor do nervo e melhorar a mobilidade.
  3. Injeções Epidurais: Aplicações de corticosteróides na área afetada podem proporcionar alívio temporário da inflamação e da dor da coluna.
  4. Cirurgia: A cirurgia pode ser feita para aliviar a compressão do nervo e melhorar a dor neuropática em casos graves e persistentes. A cirurgia pode ser feita com técnicas minimamente invasivas, com bons resultados e poucas complicações, o que a torna eficaz e segura.

É crucial buscar a orientação de um profissional de saúde para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado. A compreensão da anatomia do nervo ciático e das causas potenciais da dor é o primeiro passo para aliviar o desconforto e recuperar a qualidade de vida.

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Desvendando a Dor do Nervo Tibial

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Nervo Tibial

Desvendando a Dor do Nervo Tibial

A dor do nervo tibial é uma condição que pode impactar significativamente a qualidade de vida de quem a enfrenta. Entenda as causas mais comuns, sintomas e possíveis abordagens de tratamento dessa condição muitas vezes subestimada.

O que é o Nervo Tibial?

Antes de mergulharmos na dor associada ao nervo tibial, é essencial entender o papel fundamental que esse nervo desempenha no corpo humano. O nervo tibial é uma ramificação do nervo ciático, responsável por transmitir sinais nervosos da medula espinhal para os músculos e a pele na região da perna e pé.

Causas da Dor do Nervo Tibial

O primeiro passo para a definição do plano terapêutico e alívio dos sintomas é estabelecer o que causou esta condição. Entre as possíveis causas de Dor do Nervo Tibial, estão:

  • Lesões Físicas: Lesões diretas na perna, tornozelo ou pé podem comprimir ou danificar o nervo tibial, desencadeando dor. Torções, fraturas ou impactos são exemplos comuns.
  • Síndrome do Túnel do Tarso: Esta condição ocorre quando há pressão excessiva sobre o nervo tibial ao passar pelo túnel do tarso, resultando em desconforto e dor.
  • Neuropatia Diabética: Pessoas com diabetes estão mais propensas a desenvolver neuropatia periférica, afetando os nervos das pernas e pés, incluindo o nervo tibial.
  • Inflamação ou Infecção: Processos inflamatórios ou infecciosos na região podem afetar o nervo tibial, desencadeando dor aguda.

Sintomas Comuns 

Além de dor, há outros sintomas associados ao nervo tibial e que podem afetar os pacientes. Apesar de serem variados, o quadro frequentemente inclui:

  • Dormência ou Formigamento: Sensações anormais na parte inferior da perna e pé.
  • Dor Aguda ou Latejante: Dor intensa que pode se estender desde a perna até o pé.
  • Fraqueza Muscular: Dificuldade em realizar atividades que envolvem os músculos controlados por esse nervo

Como tratar a Dor do Nervo Tibial?

Como já foi citado, a definição do melhor tratamento para cada quadro depende da origem da lesão e dos sintomas apresentados pelo paciente. Com base nisso, é possível traçar o melhor plano visando alívio dos sintomas. 

  • Medicamentos: Analgésicos e anti-inflamatórios podem aliviar a dor e reduzir a inflamação. Nos casos de dor crônica, pode ser necessário o uso de anticonvulsivantes e antidepressivos.
  • Fisioterapia: Exercícios específicos podem fortalecer os músculos e melhorar a mobilidade, reduzindo a pressão sobre o nervo.
  • Terapias Alternativas: Acupuntura e massagem podem proporcionar alívio e promover o bem-estar geral.
  • Cirurgia: Quando não há resposta do paciente a outras terapias, é possível recorrer a tratamentos cirúrgicos, como o implante de chips para aliviar dor intensa. Esta técnica apresenta bons resultados, especialmente com estimulação DRG – do Gânglio da Raiz Dorsal (Dorsal Root Ganglion).

A dor no nervo tibial é comum, mas entender suas causas e buscar tratamentos adequados pode melhorar muito a qualidade de vida. Se você tem sintomas do nervo tibial, é importante buscar ajuda médica para um diagnóstico preciso e um tratamento personalizado. A busca por cuidados adequados é o primeiro passo para restaurar o conforto e a funcionalidade nas atividades diárias.

ao comando do cérebro mais lentamente. Pessoas afetadas pela bradicinesia costumam ter dificuldades para iniciar ou concluir movimentos, bem como realizá-los com menos destreza. Este é um dos primeiros sintomas da doença de Parkinson. Também há tremor de repouso, rigidez e alterações na postura e equilíbrio do paciente. 

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O que é neuropatia diabética?

O que é neuropatia diabética?

Neuropatia

O que é neuropatia diabética?

A neuropatia diabética é uma doença em que ocorre a lesão neuronal secundário a exposição prolongada de altos níveis de glicose no sangue. O mecanismo de patogêneses deste tipo de neuropatia ainda não é completamente conhecido, porém o que se sabe é que o principal fator de proteção é o controle adequado da glicemia (concentração de açúcar no sangue). Os principais fatores de risco para ter a neuropatia diabética é a idade avançada e o tempo de doença mal controlada.

Por que ocorre a neuropatia diabética?

A fisiopatologia deste tipo de neuropatia ainda não é completamente conhecida, porém o que se sabe é que a exposição prolongada aos altos níveis de açúcar no sangue altera as microvasculatura dos nervos, associado a eventos autoimunes e alterações metabólicas no microambiente neural e isso cursa com lesões crônicas do sistema nervoso periférico.

Qual o quadro clínico da neuropatia diabética?

A Apresentação clínica principal deste tipo de doença é o acometimento de múltiplos nervos nos pés e nas mãos de forma simétrica. A lesão dos nervos pela neuropatia diabética altera a percepção da sensibilidade causando múltiplos traumas nas extremidades e podendo necessitar de amputações com o tempo. A lesão dos nervos também influem no controle do sistema autônomo dos membros podendo alterar a temperatura, os pelos e a coloração das mãos e dos pés. Outro sintoma importante na neuropatia diabética é a presença de dor neuropática nas regiões afetadas.

A dor neuropática ocorre em aproximadamente um terço dos pacientes e tem como característica a presença de dor em queimação, choques elétricos, dor pelo frio, entorpecimento e formigamento.

Características da dor neuropática na neuropatia diabética:

  • Dor em queimação
  • Choques
  • Dor pelo frio e alterações de temperatura
  • Formigamento
  • Entorpecimento
  • Alteração da cor da pele
  • Alteração dos pelos
  • Alteração na temperatura das mãos e pés

Qual o tratamento da dor neuropática pela neuropatia diabética?

O principal tratamento da neuropatia diabética é o controle adequado da glicemia do paciente afim de evitar a progressão da doença e reabilitar lesões já existentes. O tratamento inicial para a dor neuropática da neuropatia diabética é principalmente medicamentoso. As sociedades americanas e europeia recomendam inicialmente o uso de antidepressivos, anticonvulsivantes e opioides em seus guidelines.

Nos casos em que a dor se mantém refratária a terapia medicamentosa otimizada o uso de neuroestimuladores podem ser uma opção. A neuroestimulação é realizada com o implante de eletrodos de estimulação medular ou estimulação de nervos periféricos que se utilizam de corrente elétrica para modular a entrada da dor no sistema nervoso central. É uma inovação tecnológica que apresenta bons resultados no controle da dor, além de ser segura e com baixas complicações.

Caso voce tenha dor neuropática secundária a diabetes procure um médico especialista no tratamento da dor e em caso de outras dúvidas pode encaminha-las nos nossos canais de atendimento que responderemos o mais breve possível.

Tags: Dor neuropática, neuropatia diabética, neuromodulação, dor crônica

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Dr. Wilson Morikawa Jr.

Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo com residência médica em Neurocirurgia na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e especialização em Neurocirurgia Funcional, voltado no tratamento de Distúrbios do Movimento (como na Doença de Parkinson, Distonia e Tremor Essêncial), tratamento da Dor Crônica e Espasticidade.

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