Dr. Wilson Morikawa Jr.

Neuropatia e qualidade de vida: é possível ter as duas coisas?

Neuropatia e qualidade de vida: é possível ter as duas coisas?

Neuropatia

Neuropatia: o que é?

Caracterizada pelo comprometimento dos nervos periféricos, a Neuropatia surge a partir de outras doenças ou de um evento traumático, como quedas ou colisões. O Diabetes é o principal diagnóstico associado a esta doença que acomete as terminações nervosas, de forma que os nervos em questão são danificados pelos altos níveis de açúcar no sangue.
Pacientes oncológicos em tratamento de quimio ou radioterapia também são potenciais candidatos à Neuropatia, sobretudo se estiverem desnutridos durante o tratamento. Além disso, os nervos periféricos ainda podem ser lesionados por outras doenças como hipotiroidismo, insuficiência renal, HIV, lúpus, hepatite C e herpes.
Na prática, o principal sintoma da Neuropatia gira em torno de dores intensas com algumas características específicas:

Como tratar a Neuropatia?

O tratamento varia de acordo com a causa, como por exemplo, no caso da Neuropatia Diabética em que a principal medida a ser adotada é o controle rigoroso da glicose no sangue. Sempre que a dor for um dos sintomas, será necessário o uso de medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios, antidepressivos, anticonvulsivante e cremes tópicos para dores localizadas.
Recomenda-se ainda, para o paciente neuropata, o acompanhamento com uma equipe multidisciplinar composta por fisioterapeutas, reumatologistas, fisiatras e psicólogos.
Quando todos os recursos terapêuticos citados acima, porém, passam a se mostrar ineficazes, o seu médico deve considerar a cirurgia com o implante de neuroestimuladores para tratamento da Neuropatica (chips implantados para o tratamento da dor). Apesar de não serem recomendadas para todos os doentes com lesão dos nervos, as cirurgias para tratamento desta dor apresentam resultados satisfatórios em alguns casos específicos.
Caso você tenha dor neuropática e esteja sofrendo com esta condição, consulte o seu médico para avaliar outras possibilidades terapêuticas.

É possível ter qualidade de vida com uma Neuropatia?

Apesar das limitações físicas, um paciente com Neuropatia pode levar uma vida praticamente normal. É importante, contudo, incorporar hábitos, como:
Alguns fatores externos também são fundamentais para o tratamento da doença dos nervos. Um dos pilares da qualidade de vida do paciente consiste em ter uma rede de apoio sólida, que esteja sempre disposta a acolhê-lo e incentivá-lo.
Ademais, é interessante que se disponha a pesquisar sobre a doença que o acomete, para que assim, esteja melhor preparado para enfrentar os momentos de dor aguda e possa se identificar com outras pessoas que passam pelo mesmo que ele.
Por fim, lutar contra a Neuropatia exige muita resiliência, o que nem sempre o paciente consegue processar sozinho. Em situações deste tipo, o ideal é que se possa contar com um psicoterapeuta ou com um terapeuta ocupacional, que vão auxiliar o neuropata a recuperar sua identidade e enfrentar com mais leveza os desafios de seu cotidiano.

Caso tenha outras dúvidas agende uma consulta ou entre em contato nos nossos canais de atendimento e deixe o seu comentário.

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Distonia: sintomas, causa e tratamento

Distonia: sintomas, causa e tratamento

Doença de Parkinson

O que é distonia?

A distonia é uma síndrome em que há contração muscular sustentada com movimentos anormais repetitivos ou posturas patológicas. Esta doença difere de outros distúrbios do movimento pois apresenta contração simultânea da musculatura agonista e antagonista necessitando esforço desproporcional entre a musculatura opositora.

Outra característica dos movimentos distônicos é a presença frequente de “sensory tricks” (táticas sensitivas para controlar os movimentos anormais). Geralmente com o toque de alguma região do corpo é possível reduzir as contrações musculares.

Os tipos de distonia podem ser diferenciados de acordo com diversas classificações. Podemos diferenciá-las pela idade de início dos sintomas (< 26 anos: início precoce; > 26 anos início tardio); pela distribuição do movimentos involuntários ( focal; segmentar; multifocal; generalizada); e pela etiologia ( se a causa é genética-primária; secundário a medicamentos ou outras causa)

Por que ocorre a distonia?

A fisiopatologia da distonia é complexa e ainda não é totalmente esclarecida. Estudos demonstram que ocorre a perda do controle cortical e dos gânglios da base responsáveis pela elaboração e controle dos movimentos do corpo. Com isso, algumas áreas cerebrais se tornam hiperexcitadas e outras apresentam sua atividade deprimida e esse desbalanço é a principal causa dos movimentos distônicos.

Quem tem indicação de realizar cirurgia para distonia?

A cirurgia para implante de eletrodo de estimulação cerebral profundo (DBS) é indicada para algumas síndromes distônicas que realizaram o tratamento medicamentoso associado a toxina botulínica, e que mantêm desconforto motor e social importante devido aos movimentos involuntários. A estimulação cerebral com o DBS apresenta bons resultados em alguns subtipos das distonias e devem ser avaliados por um médico especializado para a sua correta indicação.

O procedimento cirúrgico de implante de DBS é bem semelhante ao realizado nos pacientes com Doença de Parkinson, porém a resposta da neuroestimulação é mais demorada. Geralmente, após a programação os resultados ocorrem gradualmente em alguns dias e isso deve ser informado ao paciente para que a expectativa esteja alinhada e não ocorra frustração em relação ao procedimento cirúrgico.

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