Dr. Wilson Morikawa Jr.

Diabetes e Doença de Parkinson

Diabetes e Doença de Parkinson

Doença de Parkinson

As pessoas que desenvolvem Diabetes tipo 2 entre 25 e 45 anos têm mais de 400% de chances de sofrerem com o Parkinson no futuro. Esta informação vem sendo confirmada por diversos estudos clínicos realizados pelo mundo. Um deles é o trabalho publicado no Journal of Parkinson’s Disease em 2020, “A Associação entre a Diabetes e a Doença de Parkinson” (J.L.Y. Cheong et al. / The Association Between T2DM and PD).

Qual a relação entre a Diabetes e a Doença de Parkinson?

A Diabetes tipo 2, que corresponde a 90% dos casos de Diabetes Mellitus, tem como consequência a Glicação. Este é o processo no qual os altos níveis de açúcar danificam aminoácidos que compõem a estrutura celular. Desta forma, as células têm seu processo de envelhecimento acelerado.
Mas diferente das demais células do corpo humano, que são capazes de obter energia também por outros meios, os neurônios são quase totalmente dependentes da glicose. Sendo assim, quando há uma desregulação no controle do uso de glicose por parte da insulina, as células cerebrais podem ser afetadas. Por isso, a Diabetes pode estar associada ao avanço de doenças neurológicas como o Mal de Parkinson.

O que acontece quando um paciente tem Parkinson e Diabetes?

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Parkinson acomete cerca de 1% da população mundial acima de 65 anos. Responsável por afetar a área do cérebro conhecida como substância negra, a doença prejudica a produção de dopamina, um neurotransmissor essencial para o controle motor do corpo humano.
Por isso, os sintomas mais comuns são:
Além disso, pesquisadores da Universidade de Yale identificaram que o Mal de Parkinson, quando combinado com a Diabetes Tipo 2, avança ainda mais agressivamente, de forma que, um portador das duas doenças está mais propenso a perder sua independência e enfrentar quadros severos de depressão, o que termina por comprometer sua qualidade de vida.

Todo portador de Diabetes Tipo 2 desenvolverá Doença de Parkinson?

Em outro artigo publicado no Journal of Parkinson’s Disease, cientistas da Universidade NOVA de Lisboa afirmam que pacientes diabéticos com idades entre 25 e 45 anos têm uma possibilidade aumentada de desenvolver o Parkinson em 400%.
Considerando que apenas 10% dos casos apurados apresentam uma predisposição genética, os fatores não genéticos tornam-se de suma importância para o diagnóstico do Mal de Parkinson e para os estudos acerca do controle da doença.
Outros fatores de risco para a Doença de Parkinson:

Quais outras relações existem entre a Diabetes e o Parkinson?

As células cerebrais não se regeneram e, por isso, não existe cura para a Doença de Parkinson. No entanto, alguns medicamentos são capazes de retardar a neurodegeneração e controlar os sintomas motores. E, curiosamente, alguns desses fármacos também são utilizados no tratamento da Diabetes.

O Instituto de Neurologia da University College London, por exemplo, realizou um teste com 60 portadores de Parkinson. Estes, foram medicados semanalmente com Exenatida, amplamente utilizada como tratamento complementar da Diabetes tipo 2, e tiveram seus sintomas significativamente atenuados. Redução de tremor e maior capacidade de equilíbrio foram apenas alguns deles. Precisar de forma exata a relação entre as duas doenças, porém, ainda é um grande desafio.

Se quiser saber mais sobre a doença de Parkinson entre em nosso artigo completo aqui.

Esperamos que o artigo tenha ajudado. Caso tenha mais dúvidas entre em contato conosco.

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Alterações na fala e na escrita,Comprometimento da coordenação motora em geral,Desequilíbrio,Diabetes,Mal de Parkinson,Tremor
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Dr. Wilson Morikawa Jr.

Dr. Wilson Morikawa Jr.

Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo com residência médica em Neurocirurgia na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e especialização em Neurocirurgia Funcional, voltado no tratamento de Distúrbios do Movimento (como na Doença de Parkinson, Distonia e Tremor Essêncial), tratamento da Dor Crônica e Espasticidade.

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O que é neuropatia diabética?

O que é neuropatia diabética?

Neuropatia

O que é neuropatia diabética?

A neuropatia diabética é uma doença em que ocorre a lesão neuronal secundário a exposição prolongada de altos níveis de glicose no sangue. O mecanismo de patogêneses deste tipo de neuropatia ainda não é completamente conhecido, porém o que se sabe é que o principal fator de proteção é o controle adequado da glicemia (concentração de açúcar no sangue). Os principais fatores de risco para ter a neuropatia diabética é a idade avançada e o tempo de doença mal controlada.

Por que ocorre a neuropatia diabética?

A fisiopatologia deste tipo de neuropatia ainda não é completamente conhecida, porém o que se sabe é que a exposição prolongada aos altos níveis de açúcar no sangue altera as microvasculatura dos nervos, associado a eventos autoimunes e alterações metabólicas no microambiente neural e isso cursa com lesões crônicas do sistema nervoso periférico.

Qual o quadro clínico da neuropatia diabética?

A Apresentação clínica principal deste tipo de doença é o acometimento de múltiplos nervos nos pés e nas mãos de forma simétrica. A lesão dos nervos pela neuropatia diabética altera a percepção da sensibilidade causando múltiplos traumas nas extremidades e podendo necessitar de amputações com o tempo. A lesão dos nervos também influem no controle do sistema autônomo dos membros podendo alterar a temperatura, os pelos e a coloração das mãos e dos pés. Outro sintoma importante na neuropatia diabética é a presença de dor neuropática nas regiões afetadas.

A dor neuropática ocorre em aproximadamente um terço dos pacientes e tem como característica a presença de dor em queimação, choques elétricos, dor pelo frio, entorpecimento e formigamento.

Características da dor neuropática na neuropatia diabética:

  • Dor em queimação
  • Choques
  • Dor pelo frio e alterações de temperatura
  • Formigamento
  • Entorpecimento
  • Alteração da cor da pele
  • Alteração dos pelos
  • Alteração na temperatura das mãos e pés

Qual o tratamento da dor neuropática pela neuropatia diabética?

O principal tratamento da neuropatia diabética é o controle adequado da glicemia do paciente afim de evitar a progressão da doença e reabilitar lesões já existentes. O tratamento inicial para a dor neuropática da neuropatia diabética é principalmente medicamentoso. As sociedades americanas e europeia recomendam inicialmente o uso de antidepressivos, anticonvulsivantes e opioides em seus guidelines.

Nos casos em que a dor se mantém refratária a terapia medicamentosa otimizada o uso de neuroestimuladores podem ser uma opção. A neuroestimulação é realizada com o implante de eletrodos de estimulação medular ou estimulação de nervos periféricos que se utilizam de corrente elétrica para modular a entrada da dor no sistema nervoso central. É uma inovação tecnológica que apresenta bons resultados no controle da dor, além de ser segura e com baixas complicações.

Caso voce tenha dor neuropática secundária a diabetes procure um médico especialista no tratamento da dor e em caso de outras dúvidas pode encaminha-las nos nossos canais de atendimento que responderemos o mais breve possível.

Tags: Dor neuropática, neuropatia diabética, neuromodulação, dor crônica

Diabetes,Dor do nervo,Dor neuropática,dor por neuropatia diabética,Neuropatia diabética
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Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo com residência médica em Neurocirurgia na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e especialização em Neurocirurgia Funcional, voltado no tratamento de Distúrbios do Movimento (como na Doença de Parkinson, Distonia e Tremor Essêncial), tratamento da Dor Crônica e Espasticidade.

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