No final dos anos 60, o surgimento da levodopa revolucionou o tratamento para Mal de Parkinson. O medicamento, que é convertido em dopamina pelas células nervosas, ajuda a reduzir os sintomas da doença. No entanto, com o avanço da neurodegeneração, a dose de levodopa necessária para controlar os sintomas da doença tende a aumentar.
E é justamente quando se esgotam os demais recursos terapêuticos – inclusive os relacionados ao acompanhamento com profissionais como fisioterapeutas, fonoaudiólogos e neuropsicólogos – que o paciente e sua família precisam procurar um neurocirurgião especializado na técnica.
A Estimulação Cerebral Profunda, do inglês Deep Brain Stimulation (DBS), consiste na implantação de eletrodos no cérebro a fim de compensar a falta de dopamina no organismo causada pelo Mal de Parkinson. Quando os estimuladores elétricos são ativados nos núcleos subtalâmicos ou no globo pálido interno, eles auxiliam na ação da dopamina e os sintomas mais comuns do Parkinson, como movimentos involuntários, tremores, bradicinesia e rigidez muscular, são aliviados.
A principal vantagem do Deep Brain Stimulation (DBS) como tratamento para a doença de Parkinson corresponde ao fato desta cirurgia não lesionar o tecido cerebral. Sendo assim, a intervenção é muito menos invasiva que outras técnicas cirúrgicas como as palidotomias ou subtalamotomias.
Assim, só é possível ter certeza se um paciente foi acometido pelo Parkinson cerca de 5 anos após o início dos sintomas. Além disso, para dar seguimento à Estimulação Cerebral Profunda, o neurocirurgião costuma solicitar: