A evolução do Parkinson costuma ser bastante lenta, embora isso varie em cada caso. Os fatores de maior influência são: idade de início dos sintomas, tipo de tratamento seguido e presença de outras condições clínicas.
Os sintomas tendem a piorar com o passar do tempo, o que termina por debilitar gradativamente o paciente. E para determinar o estágio exato em que a doença se encontra, os neurologistas utilizam sobretudo dois métodos de avaliação.
O primeiro deles é a Escala Unificada de Classificação da Doença de Parkinson (UPDRS). Dividida em quatro partes, ela analisa por meio de um questionário a função intelectual, os níveis de humor e comportamento, as atividades de vida diária, a função e também as complicações do sistema motor. Respondidas as perguntas, o paciente pode atingir uma pontuação que varia de zero a 199, na qual zero significa nenhuma deficiência e 199 total comprometimento pelo Parkinson.
Assim que começa a se manifestar, o Parkinson afeta apenas um dos lados do corpo. É possível que haja tremores, alteração de postura, rigidez muscular e dificuldade para realizar movimentos precisos em áreas como mãos, pés, dedos e até no rosto. Os sintomas são bastante leves, e quase imperceptíveis para quem não conhece o paciente a fundo;
A manifestação da doença passa a se intensificar e atingir ambos os lados do corpo. A fala começa a ser projetada com menos clareza e as tarefas básicas diárias são executadas com muito mais dificuldade. Os problemas de locomoção e equilíbrio também são latentes;
A partir daqui, o Parkinson assume proporções mais graves. O paciente não consegue mais realizar as atividades de seu dia-dia sem ajuda, mas ainda pode morar sozinho, por exemplo. No entanto, quando atinge este estágio, o parkinsoniano fica mais propenso a sofrer quedas, que podem comprometer ainda mais sua saúde;
Os sintomas comprometem severamente a autonomia do paciente, que passa a não mais conseguir realizar funções básicas sozinho. Os tremores recorrentes nos primeiros estágios da doença, porém, podem desaparecer nesta fase. Além disso, por conta da drástica mudança de qualidade de vida, os problemas emocionais também se tornam mais comuns;
Quando atinge este estágio, o paciente torna-se totalmente dependente de um cuidador e/ou enfermeiro. Normalmente, pela impossibilidade de manter-se em pé, ele fica acamado ou em cadeira de rodas e pode apresentar alucinações ou delírios;
Ninguém morre de Parkinson, e sim por conta das complicações trazidas pela doença. A depender da idade em que recebe o diagnóstico, o paciente mantém sua expectativa de vida praticamente inalterada, podendo conviver de 10 a 20 anos com a condição e mantendo uma boa qualidade de vida. O Mal de Parkinson pode levar meses ou até anos para progredir de um estágio para outro e, enquanto algumas pessoas permanecem anos em estágio inicial, outras evoluem rapidamente para o último estágio.
No estágio avançado, contudo, as quedas às quais os pacientes estão expostos podem provocar lesões capazes de diminuir consideravelmente sua longevidade. Já na fase terminal do Parkinson, também podem surgir doenças secundárias fatais, como pneumonia, infecções respiratórias e outras. Estão entre algumas complicações comuns, a dificuldade de deglutição e para tossir, agravando consequentemente o risco de aspiração de alimentos ou líquidos para os pulmões.
Com o passar dos anos, o protocolo de tratamento do Parkinson vai sendo reavaliado pelo neurologista. Uma vez que a medicação para de fazer efeito e sintomas como a discinesia, o déficit de sono e a ansiedade se intensificam, o paciente pode tornar-se candidato à Estimulação Cerebral Profunda, também conhecida como implantação de eletrodos ou de chip para o Parkinson.
Por isso, quanto mais cedo o Parkinson for diagnosticado, mais relevantes são as chances de reduzir as complicações que podem encurtar a expectativa de vida do paciente. Fique atento aos sintomas. Se você ou alguém que você conhece apresentar algum deles, procure um médico!
Olá! Minha mãe tem Parkinson a aproximadamente 15 anos. Ela não anda e fica na cadeira de rodas. Agora ela começou a ter alucinações. Diz que vê pessoas, animais e até interage com eles com gestos e acenos. Acredita que meu pai, já falecido aparece em casa e vai embora sem conversar com ela. Chora porque ele “largou” dela e fica pedindo para conversarmos com ele para voltar .
Moramos no interior de Minas e não sabemos como agir. Devemos entrar nas alucinações ou contar que meu pai morreu?
Por favor e por caridade, nos ajude!
Uma palavra, uma orientação, um conselho…
Ola Marilene,
A Doença de Parkinson pode cursar com episódios de alucinações. É nececssário avaliar se essas alucinações não são decorrentes a algum medicamento que ela está em uso e caso não tenha essa associação há a possibilidade de melhora das alucinações com o uso de neurolépticos e benzodiazepínicos. O correto é ser avaliada por algum especialista nesta doença e desta forma ter uma melhora na qualidade de vida da paciente e dos cuidadores.
Boa noite Marilene!
Minha Mãe também tem a mesma condição e infelizmente também perdi meu Pai à um ano e não está nada fácil… mas o AMOR e ajuda em tudo e vamos buscar forças ao infinito, que jamais imaginávamos alguma vez ter! Acredite! Minha Mãe a muito custo mesmo ainda se movimenta mas não pode estar a andar sozinha e nem se consegue vestir ou banho…mas faço tudo por ela e deixei minha vida privada ( com muito custo) só para cuidar do meu Grande e único Amor
A maneira mais carinhosa que eu tenho para a poder (dentro dos delírios) ajudá-la a não se sentir tão mal, é entrar nos delírios como se fossem reais e tentar acalma-la para se sentir mais mimadinha e de forma suave tirar-lhe esse foco da mente dela e introduzir um tema que a desperte mais como por exemplo abordar um tema ou de uma novela que ela goste ou começar a cantar uma música que goste e fingir que esqueci a letra e pedir a ajuda dela ou falar dos netos em alguma situação… existe várias coisas que pode fazer para mudar completamente o foco da inquietação da sua Mãe.
Beijinho muito grande e muita força e coragem pois com Amor, paciência e muita calma vai conseguir arranjar maneira de a sua Mãe não se sentir triste, deprimida ou mesmo “abandonada”
É como uma criança pequenina que não entende o mundo à sua volta e nada melhor que sermos nós a entrar no mudo delas é apaziguar as suas inquietudes e entrar nas suas “realidades” para ajudar a mudar-la e arrancar “sorrisos” e alegrias nos olhares.
❤️🙏😘
Vc respondeu lindamente o amor faz toda diferença que Deus abençoe e ilumine seus dias de cuidado com sua mãezinha!
Olá, tenho um irmão com essa doença. Ele está em estágio inferior. Mas como é um mal neurodegenerativo, pouco pode-se fazer. Mas Deus em sua infinita bondade, pode todas as coisa e, por isso temos orado pela sua recuperação . Espero ter contribuído para as suas espectativas da cura de sua mãe. Que Deus abençoe.
tenho 39 vou fazer 40anos em dezembro sofrer Parkinson 10anos ñ é fácil eu ando muito lento
Eu descobrir essa doença te tenho essa doença de Parkinson a 5 ano. Só agora que resolvi a se tratar….obg..só Deus mesmo para ajuda.
Tenho um amigo de longa data que não vejo há cerca de 35 anos «encontrei-o» no linkedln e disse-me que tem parkinson. Gostava de o ver mas parece-me que não vai ser possivel, por um ldo ele tem parkinson e por outro lado eu tive AVC e não tenho autonomia na rua tenho falta de equilibrio e orientação. Para eu poder vê-lo ou para ele poder vir ver-me a ciência tem de descubrir um medicamento para o equilibrio após avc ou um medicamento para a doença de parkinson. Assim ficam duas pessoas que se gostam privadas de se encontrar.
S.F.M.
Eu estou confusão mental alucinação medo não fazer mais nada mal mal lavar e esqueço demais fico mais deitado
Tenho um amigo que sofre da doença de parkinson e eu sou sobrevivente de avc e como a ci~encia não está desenvolvida o suficiente, estou privada de o ver e vice versa. Espero que a ciência descubra um medicamento para o equilibrio e orientação espacial ou um medicamento para a doença de parkinson
Tenho medo confusão mental e fico mais deitado não consigo entender as coisas direito mal mal lavo minha roupa não consigo fazer nada sozinho será fase 5
Meu esposo tem mal de Parkinson ele ainda tá fazendo suas atividades necessárias sozinho, mas tem dias que ele fica pior dos tremores e sente falta de ar, gostaria de saber se a falta de ar provém do Parkinson? Ele já toma os remédios pra combater a doença
Ola Eliana,
O ideal seria avaliar clinicamente como o seu esposo está. A falta de ar pode ser decorrente a diversas causas como problemas cardiovasculares, respiratórios ou psicológicos! O tratamento da doença de parkinson deve ser sempre multidisciplinar.
Estou disponível para mais informações.
Grato
Boa tarde meu nome é Adriana Silva de Souza minha mãe tem parkinson ela anda caindo muito não consegui equilíbrio no corpo está com muita dificuldade pra beber líquido comer fala que fica vendo as coisas difícil entender o que ela fala será que com todo isso que está acontecendo com ela será que já está em fase grave
ola Adriana,
acho importante avaliar se realmente ela tem doença de Parkinson. Existem outras doenças que imitam a doença de Parkinson porém não são iguais e o tratamento não é o mesmo.
Boa noite sou Antônio Rodrigues de Oliveira Moro em vila velha ES tenho a doença de mal de pakisom a 5 anos , quando possível faço caminhada sinto muitas vezes tristeza, melancolia muita vezes sinto que vou surtar que posso fazer para melhorar minha vida?
Ola Antonio,
estes sintomas que você referiu são comuns na doença de Parkinson. Você deve realizar atividades físicas regularmente e solicitar a avaliação do seu neurologista ou de algum psiquiatra quanto a estas queixas. Muitas vezes otimizando os medicamentos a qualidade de vida melhora muito nos pacientes com Parkinson. Estimo melhoras e estou a disposição!
Olá. Meu nome é zilma meu esposo tem mal de parkinson tem 3 anos ele tá com dificuldade para fazer as atividades e normal asso muito pouco tempo pra já tá assim
Ola Zilma,
A doença de Parkinson não é igual para todos os pacientes. Existem diversos espectros da doença que podem variar de acordo com cada indivíduo. Além disso, é
necessário avaliar se o seu esposo tem realmente a doença de Parkinson. Existem muitas doenças que parecem Parkinson porém são o que chamamos de Parkinsonismo plus, ou parkinson atípico e nestes casos o prognóstico e a evolução da doença são totalmente diferentes da doença de Parkinson
Meu marido fou diagnosticado com parkinson a 13 anos. Na época estava com 50 anos. De 2 anos pra cá a doença está mais aparente embora faça tudo sozinho raramente precisa de ajuda, faz pilates, anda na rua e muitos não acreditam que ele tenha o problema.
O que estou notando é que esta ficando teimoso e agressivo coisa que nunca foi. É comum esses sintomas em quem é portador da doença?
Faz uso de Prolopa, rasagilina, pramipexol e amantadina.
Meu marido foi diagnosticado com parkinson a 13 anos. Na época estava com 50 anos. De 2 anos pra cá a doença está mais aparente embora faça tudo sozinho raramente precisa de ajuda, faz pilates, anda na rua e muitos não acreditam que ele tenha o problema.
O que estou notando é que esta ficando teimoso e agressivo coisa que nunca foi. É comum esses sintomas em quem é portador da doença? Como sempre trabalhou com móveis monta e desmonta o tempo todo alguma coisa, já serrou um guarda roupas a cama do quarto de solteiro ele conseguiu estragar tbm mexe nos aparelhos da TV o tempo todo. Pior agora qdo vê pedaço de madeira velha na rua traz pra casa. Estou vendo que eu que vou enlouquecer pois qdo falo com ele diz que eu não tolero nada, pior que eu não estou tendo paciência como tinha antes. Não será algum medicamento que está causando essas atitudes. Nunca brigou comigo agora fala muito bravo
Faz uso de Prolopa, rasagilina, pramipexol e amantadina.
ola Mariza
é necessário avaliar se a irritabilidade não é decorrente os sintomas motores estarem mais acentuados e o paciente se sentir mais dependente. A dependencia nas atividades de vida diária é algo que incomoda muitos pacientes e os tornam mais irritados. è possível que os medicamentos estejam influenciando tambem. O ideal é realizar uma consulta médica com algum especialista na doença de Parkinson a fim de otimizar todas as terapias.
à disposição
Meu nome é josenilda tenho 53 anos fui diagnosticada com paksom em junho de 2023 de lá pra cá mudou muito minha vida totalmente muitas dores no abdômen faço tratamento com Neurologista com Prolopa Prolopa HBS com Rasagilina e Mitarzapina tenho dificuldade pra andar agora faz mais omeno 1ano com essa dor no quadril estou fazendo minhas coisas com muita dificuldade eu queria saber mais sobre essa doença paksom e se tem um tratamento melhor para ter uma qualidade de vida melhor moro sozinha obrigado Dotor gratidão
Ola Josenilda,
o tratamento da doença de Parkinson deve ser muito individualizado. A terapia medicamentosa ou a cirurgia não será igual em todo paciente e por isso é necessário ser avaliado individualmente o que pode ser melhorado em relação a sua terapia.
Procure um profissional especializado na área para que consiga ter um ganho na qualidade de vida em relação a doença.
Boa tarde.
Quantos remédios há, além da dopamina para o Parkinson? Eu sou alérgica a dopamina.
Obrigada.
ola Lourdes.
existem diversos medicamentos para a Doença de Parkinson.
O ideal seria voce encontrar um médico especialista na doença para te auxiliar no tratamento
obrigado pelo comentário
Olá eu fui diagnosticado com DP a cerca de 1 ano , graças a Deus estou trabalhando e vivendo no estágio 1 mas eu senti sintomas a 4 anos, dormência no braço e formigamento na mão esquerda e procurei ajuda médica porém os neurologistas não associavam os sintomas iniciais não sei se por incompetência e ou falta de recursos . Só veio o diagnóstico porque comecei a tremer em repouso qdo sob pressão psicológica. Essa condição infelizmente atinge grande parte da população e sinto que temos ainda bastante carência de profissionais realmente capacitados para o diagnóstico precoce.
Ola claudio.
A doença de Parkinson é uma condição que tem aumentado a prevalência mesmo. Devido ao envelhecimento da população será mais comum o diagnóstico da doença.
obrigado pelo seu comentário
Fui diagnosticada com Parkinson em 2018, até mais ou menos 6 meses, levava uma vida normal, agora estou sentindo rigidez, falta de força nas pernas como se os meus pés estivessem grudados ao chão, dificuldade para dá os passos, mais frequentemente pela manhã e sinto muita dor nas pernas, gostaria de saber se é sintomas decorrentes da doença? Por favor me ajude! Faço uso de Prolopa BD 100/25, 5 X ao dia e Pisa 0,750 2 X dia
Ola Maria Dulcirene!
Obrigado pelo seu comentário. Normalmente, após um tempo de doença os pacientes podem começar a ter resistência aos medicamentos. Muitas vezes é necessário otimizar as medicações ou pode ser necessário a realização de cirurgia para melhorar a qualidade de vida.
Qual requisito para fazer a cirurgia de parkinson
O principal requisito para realizar a cirurgia de parkinson é o paciente ter o diagnóstico de doença de Parkinson confirmado. Nem sempre o diagnóstico é tao fácil e deve ser bem avaliado por um especialista na área
Na época estava com 53 anos
Fui diagnosticada com Parkson, há uma semana. Uso prolopa 100/25, estou no quarto comprimido, não percebi melhora, ainda.
Olá boa noite.meu esposo tem 73 anos.desccbriu que tinha doença de Parkinson em 2012.ja entrou no tratamento com a medicação e acompanhamento com neurologista.ele teve um surto psicótico a 2 anos atrás ,um psiquiatra passou uma medicação que já mais poderia tomar(Respiridona 2 mg)infelizmente com essa medição ,foi perdendo o movimento do corpo.durante um ano tomou essa medicao.perdeu os movimentos das mãos e pernas.nao conseguia se alimentar sozinho.tinha que se alimentar só com comida partida e líquidas.mas durante esse tempo passou por 3 avaliação neurológicas ,más em nenhum momento descobriram que a medição estava fazendo mal para ele.Entao Deus colocou outra neurologista nos caminhos dele e suspendeu a medicação que já más poderia tomar.entao apartir daí com fisioterapia ele foi reconstruindo os movimentos dele.hoje anda no andador com as pontas dos pés.mas e dependente de outra pessoa para ajudar ele em tudo.