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Dr. Wilson Morikawa Jr.
5 de março de 2026
A dor inguinal crônica após cirurgia de hérnia é uma complicação relativamente comum após procedimentos de correção de hérnia inguinal. Embora a maioria dos pacientes tenha boa recuperação, uma pequena parcela pode desenvolver dor persistente na região da virilha que dura meses ou até anos.
Essa condição é conhecida na literatura médica como inguinodinia crônica pós-herniorrafia e pode afetar significativamente a qualidade de vida do paciente.
Em alguns casos, a dor ocorre devido à irritação ou lesão de nervos da região inguinal durante o procedimento cirúrgico.
Considera-se dor inguinal crônica pós-operatória aquela que persiste por mais de três meses após a cirurgia de hérnia.
Ela pode se manifestar de diferentes formas:
Esses sintomas podem aparecer durante atividades simples como caminhar, sentar ou levantar-se.
A dor crônica após cirurgia de hérnia pode ter diferentes causas.
As principais são:
Os nervos mais frequentemente envolvidos são:
Esses nervos passam pela região da cirurgia e podem sofrer compressão, inflamação ou aprisionamento por pontos cirúrgicos ou pela tela utilizada na reparação da hérnia.
O processo de cicatrização pode gerar tecido fibroso ao redor dos nervos, causando dor neuropática.
Em alguns pacientes pode ocorrer inflamação local relacionada ao material utilizado na cirurgia.
Em alguns casos raros, a dor pode indicar recidiva da hérnia inguinal.
Quando a dor tem origem nervosa, os sintomas costumam apresentar características específicas.
Entre eles dor em choque, queimação, formigamento, hipersensibilidade ao toque, dor ao caminhar ou esticar a perna
A dor pode piorar com atividades físicas, esforço abdominal ou permanência prolongada em pé.
O diagnóstico geralmente é realizado por avaliação clínica especializada.
O médico pode solicitar exames para descartar outras causas de dor, como:
Em muitos casos, também são realizados bloqueios diagnósticos dos nervos inguinais, que ajudam a confirmar a origem neuropática da dor.
O tratamento depende da causa e da intensidade da dor.
As principais opções incluem:
Medicamentos utilizados para dor neuropática podem ajudar a controlar os sintomas.
Esses medicamentos atuam modulando os sinais de dor nos nervos.
Bloqueios dos nervos inguinais com anestésicos locais e anti-inflamatórios podem reduzir a dor e auxiliar no diagnóstico.
Em alguns pacientes, os bloqueios proporcionam melhora prolongada.
Nos casos em que a dor não responde aos tratamentos convencionais, pode ser indicada neuromodulação, uma técnica que utiliza estimulação elétrica para modular os sinais de dor no sistema nervoso.
A opção mais moderna é a utilização da Estimulação do gânglio da raiz dorsal (DRG) na qual é implantado um eletrodo no nervo machucado e com isso é possível atravél da neuromodulação é possível controlar a dor da região inguinal.
Essa técnica têm mostrado bons resultados no tratamento da dor neuropática refratária em diversos estudos.
É importante procurar avaliação médica quando:
O diagnóstico correto permite identificar a causa da dor e indicar o tratamento mais adequado.
A dor inguinal crônica após cirurgia de hérnia pode ter impacto significativo na qualidade de vida do paciente, mas existem diferentes opções de tratamento disponíveis.
A avaliação por especialista é fundamental para identificar se a dor tem origem neuropática e definir a abordagem terapêutica mais eficaz.
Com o tratamento adequado, muitos pacientes conseguem obter alívio significativo da dor e retorno às atividades normais.