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A coluna vertebral é uma das estruturas mais complexas e essenciais do corpo humano. É ela que sustenta o tronco, protege a medula espinhal e permite todos os movimentos da vida diária. Quando algo dá errado nessa estrutura, o impacto é direto e imediato — dor lombar, dor cervical, dor que irradia para perna ou braço, perda de força, sensação de queimação ou choque.
Este guia completo foi escrito para pacientes que estão tentando entender o que está acontecendo com a coluna deles, familiares preocupados, e também para outros profissionais da saúde.
A coluna vertebral tem 33 vértebras divididas em 5 regiões: cervical (7 vértebras), torácica (12), lombar (5), sacral (5 fundidas) e cóccix (4 fundidas). Entre cada par de vértebras existe um disco intervertebral — estrutura cartilaginosa com núcleo gelatinoso (núcleo pulposo) cercado por anel resistente (anel fibroso).
Por dentro da coluna passa a medula espinhal, conectada a raízes nervosas que saem entre as vértebras pelos forames. Quando algo comprime essas raízes — disco herniado, esporão ósseo, ligamento espesso — surgem os sintomas: dor, formigamento, fraqueza.
É a projeção do núcleo do disco através de uma fissura no anel fibroso, geralmente comprimindo uma raiz nervosa. Causa lombalgia que pode irradiar para a perna (ciática).
Aprofunde: Hérnia de disco lombar — quando operar?
O mesmo processo no pescoço. Como a coluna cervical contém a medula que controla braços e pernas, consequências podem ser mais graves.
Estreitamento do canal central da coluna lombar, geralmente por desgaste relacionado à idade. Causa mais comum de dor lombar em idosos.
Deslizamento de uma vértebra sobre a outra. Pode ser degenerativa, ístmica ou traumática.
Inflamação ou desgaste das facetas (pequenas articulações entre vértebras). Gera dor lombar mecânica — pior em pé, melhora ao flexionar para frente. Trata muito bem com bloqueios facetários e radiofrequência.
Dor sem causa estrutural identificável, geralmente por sobrecarga, postura ou sedentarismo. Causa mais comum de afastamento do trabalho no Brasil. Resposta excelente a fisioterapia + correção postural + atividade física.
Não é doença, é sintoma — dor que irradia ao longo do nervo ciático. Causa mais comum é hérnia de disco lombar.
Saiba mais: Anatomia do Nervo Ciático e as Causas de Dor
A maioria das dores de coluna NÃO são emergências. Mas alguns sinais nunca devem ser ignorados — exigem avaliação neurocirúrgica em 24-48 horas.
Procure atendimento urgente se apresentar:
Combinação de três pilares: história clínica detalhada, exame neurológico e exames de imagem (raio-X, ressonância magnética, tomografia, eletroneuromiografia quando necessária).
Importante: mais de 30% de adultos sem dor têm hérnia de disco visível em ressonância. Por isso o diagnóstico deve ser sempre clínico-radiológico — exame + história + imagem juntos.
Para a grande maioria das doenças da coluna, o tratamento começa SEM cirurgia.
É a base do tratamento. Programa estruturado por semanas com profissional especializado em coluna. Não é "alongamento genérico".
Sem isso, todo o resto se perde. Perda de peso, fortalecimento de core, correção postural, redução do tempo sentado, sono adequado, parar de fumar.
A indicação cirúrgica nunca é só pela imagem — é pela combinação de:
| Cirurgia | Indicação | Invasividade | Internação | Retorno |
|---|---|---|---|---|
| Microdiscectomia | Hérnia refratária | Microscópio | 24-48h | 1-2 semanas |
| Endoscopia | Hérnia selecionada | Incisão <1cm | 24h | 1 semana |
| Laminectomia | Estenose lombar | Aberta | 2-4 dias | 2-4 semanas |
| Artrodese | Instabilidade | Aberta/MIS | 3-5 dias | 3-6 meses |
| ACDF cervical | Hérnia/estenose cervical | Mini-invasiva | 24-48h | 2 semanas |
Por uma incisão menor que 1cm, o cirurgião introduz câmera HD e instrumentos no canal vertebral. Vantagens: incisão mínima, preservação muscular, menos sangramento, retorno rápido. Nem todos os casos são candidatos.
Cirurgia clássica para hérnia de disco. Padrão-ouro consolidado, taxa de sucesso acima de 90% em casos bem selecionados.
Fusão de duas ou mais vértebras com parafusos, barras e enxerto. Indicada em instabilidade, deformidades, recidivas. Modernamente feita por via minimamente invasiva (MIS-TLIF, OLIF, XLIF).
Fisioterapia pós-operatória é essencial — não opcional.
Preparo pré-cirúrgico: Cuidados pré-operatórios para a Cirurgia de Coluna
Uma minoria dos pacientes operados pode evoluir com dor crônica persistente. Causas: fibrose epidural, recidiva, estenose adjacente, dor neuropática residual. Tem tratamento próprio, frequentemente com neuromodulação medular.
O Dr. Wilson Morikawa Jr. é neurocirurgião especialista em coluna e neurocirurgia funcional, com atuação em consultório em Pinheiros (São Paulo) e nos principais hospitais da capital: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Samaritano e São Luiz.
CRM-SP 163410 | RQE 101438
A avaliação especializada permite identificar a causa exata da sua dor, distinguir entre diagnósticos diferenciais e oferecer o tratamento mais adequado — do mais conservador às técnicas cirúrgicas modernas como endoscopia de coluna.
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Consultório: Rua Cristiano Viana 401, Conjunto 209 — Pinheiros, São Paulo/SP

Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo com residência médica em Neurocirurgia na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e especialização em Neurocirurgia Funcional, voltado no tratamento de Distúrbios do Movimento (como na Doença de Parkinson, Distonia e Tremor Essêncial), tratamento da Dor Crônica e Espasticidade.
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