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Dr. Wilson Morikawa Jr.
24 de outubro de 2025
A dor pélvica crônica e a endometriose são condições que afetam profundamente a qualidade de vida de milhares de mulheres. O sofrimento físico, a limitação nas atividades diárias e o impacto emocional tornam o tratamento um desafio. Felizmente, os avanços da neurociência e da tecnologia médica trouxeram uma alternativa promissora: a neuromodulação.
A neuromodulação é uma técnica que atua diretamente nos circuitos nervosos responsáveis pela dor, por meio de estímulos elétricos controlados. Em vez de apenas mascarar os sintomas com medicamentos, a neuromodulação modifica a forma como o sistema nervoso processa a dor, trazendo alívio real e duradouro.
Ela pode ser realizada através de diferentes abordagens, como a estimulação da medula espinhal (Spinal Cord Stimulation – SCS) ou a estimulação do gânglio da raiz dorsal (DRG Stimulation) — esta última especialmente eficaz para dores localizadas na região pélvica e perineal.
Mesmo após cirurgias ou uso contínuo de medicações hormonais, muitas pacientes com endometriose continuam apresentando dor intensa. Isso ocorre porque, com o tempo, o sistema nervoso se torna “hipersensibilizado”, criando um ciclo de dor persistente, mesmo na ausência de lesões ativas.
É aqui que a neuromodulação faz a diferença:
Diversos estudos clínicos mostraram que pacientes com dor pélvica crônica submetidas à neuromodulação apresentam redução significativa da dor e melhora funcional sustentada, inclusive em casos refratários aos tratamentos convencionais.
A neuromodulação é um procedimento minimamente invasivo, realizado em duas etapas: um teste temporário (para avaliar a resposta à estimulação) e, caso haja melhora da dor, o implante definitivo do gerador.
É uma técnica reversível e ajustável, o que significa que pode ser personalizada conforme a resposta da paciente.
A neuromodulação é indicada especialmente para pacientes com:
Mais do que aliviar a dor, a neuromodulação devolve à paciente a liberdade de viver sem limitações, retomando atividades, relações e bem-estar emocional.
Trata-se de uma opção moderna, segura e baseada em evidências, que representa um verdadeiro marco no tratamento da dor feminina.