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Dr. Wilson Morikawa Jr.
17 de fevereiro de 2025
A cirurgia para Parkinson, especialmente a Estimulação Cerebral Profunda (DBS), tem ganhado cada vez mais destaque como uma alternativa eficaz para pacientes que não respondem de forma satisfatória ao tratamento medicamentoso. Mas afinal, essa cirurgia funciona? Quais são os resultados e estudos recentes que comprovam sua eficácia? Neste artigo, vamos abordar esses pontos, trazendo uma visão completa dos avanços na neurocirurgia para Parkinson e os benefícios reais para os pacientes.
A Estimulação Cerebral Profunda (DBS) é um procedimento cirúrgico no qual eletrodos finos são implantados em áreas específicas do cérebro, geralmente no núcleo subtalâmico (STN) ou no globo pálido interno (GPi). Esses eletrodos são conectados a um gerador de pulsos implantado no tórax, que emite impulsos elétricos controlados para modular a atividade neural. O principal objetivo do DBS é reduzir os sintomas motores do Parkinson – como tremores, rigidez e bradicinesia – melhorando significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
Diversos estudos clínicos têm demonstrado a eficácia da cirurgia de DBS para o tratamento do Parkinson. Alguns pontos relevantes incluem:
Estudos de seguimento a longo prazo demonstram que os benefícios da DBS se mantêm por muitos anos após a cirurgia. Embora o Parkinson seja uma doença progressiva, os resultados mostram que a modulação contínua da atividade neural pode retardar a progressão dos sintomas motores e proporcionar estabilidade na qualidade de vida.
Revisões sistemáticas de múltiplos estudos clínicos reforçam que a DBS é uma opção terapêutica consolidada para pacientes com Parkinson em estágio avançado, sobretudo para aqueles que apresentam flutuações motoras significativas e efeitos colaterais adversos relacionados ao tratamento medicamentoso.
A cirurgia de DBS oferece diversos benefícios que vão além do simples alívio dos sintomas motores:
Uma das grandes vantagens da DBS é a possibilidade de ajustar a intensidade e a frequência dos impulsos elétricos de acordo com as necessidades específicas de cada paciente. Isso permite um controle fino dos sintomas, adaptando o tratamento à evolução da doença.
Pacientes submetidos à cirurgia frequentemente relatam uma melhora significativa na coordenação e mobilidade. Essa melhora na função motora permite que o paciente retome atividades diárias com mais segurança e autonomia.
Ao diminuir a necessidade de medicamentos em altas doses, a DBS ajuda a reduzir os efeitos colaterais associados ao tratamento farmacológico, como a discinesia e outras complicações neurológicas.
A melhora dos sintomas motores e a redução da dependência medicamentosa têm um impacto positivo na saúde mental dos pacientes. Muitos relatam uma melhora na autoestima e uma redução da depressão e ansiedade associadas ao Parkinson.
Como qualquer procedimento cirúrgico, a DBS também apresenta riscos que devem ser considerados:
Não são todos os pacientes com Parkinson que são candidatos ideais para a DBS. Geralmente, a cirurgia é recomendada para aqueles que:
A avaliação criteriosa por uma equipe multidisciplinar – composta por neurologistas, neurocirurgiões, psicólogos e fisioterapeutas – é essencial para identificar os candidatos ideais.
Com base nos estudos recentes e nos dados clínicos disponíveis, a cirurgia para Parkinson com DBS tem se mostrado uma opção eficaz e transformadora para muitos pacientes. Os benefícios, que incluem a melhoria dos sintomas motores, a redução da dependência de medicamentos e a melhoria da qualidade de vida, superam, para a maioria dos casos, os riscos associados ao procedimento.
Se você ou um ente querido convive com sintomas avançados de Parkinson e os tratamentos convencionais não estão proporcionando o alívio necessário, a DBS pode ser uma alternativa viável. É fundamental buscar uma avaliação com especialistas em neurocirurgia e neurologia para determinar se essa intervenção é adequada para o seu caso específico.
A cirurgia para Parkinson funciona, sim, e os resultados recentes indicam que ela pode proporcionar uma melhora significativa na funcionalidade e na qualidade de vida dos pacientes, transformando a forma como a doença é gerenciada a longo prazo.
Publicado por: Dr. Wilson Morikawa Jr. – Neurocirurgião – CRM 163.410 RQE:101438.
Neurocirurgião de São Paulo especialista no tratamento da dor crônica e espasticidade.
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